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Bienal de Veneza 2012: Prêmio Future Cities: “Working with the 99%” / ateliermob

Bienal de Veneza 2012: Prêmio Future Cities: “Working with the 99%” / ateliermob
Bienal de Veneza 2012: Prêmio Future Cities: “Working with the 99%” / ateliermob, Vista panorâmica  PRODAC. Cortesia de Ateliermob
Vista panorâmica PRODAC. Cortesia de Ateliermob

 

 

Na 13ª Bienal de Arquitetura de Veneza, três projetos foram anunciados como vencedores do concurso Future Cities: Planning for the 90 per cent (Futuras Cidades: Projetando para os 90%): ateliermob (Portugal), Secretaria Municipal de Habitação de São Paulo (Brasil), e Interazioni Urbane (Itália). Os projetos foram selecionados junto com outros 10 participantes, previamente selecionados entre mais de 100 inscrições internacionais. O escritório português ateliermob compartilhou conosco o seu projeto vencedor “Working with the 99%” (Trabalhando com os 99%), um estudo de caso do progresso e trabalho comunitário de construção de um bairro de Lisboa, o PRODAC.

O júri, composto por Anna Detheridge, Joseph Grima, Richard Ingersoll, Fulvio Irace, e Mary Jane Jacob, declarou: “Working with the 99%, do ateliermob, projeto participativo em Lisboa, Portugal, baseado em uma abordagem diferente, redefine o papel do arquiteto. O escritório  previu para si uma função central decorrente da tentativa de responder uma questão básica: como os arquitetos podem resolver os vários problemas que veem ao seu redor trabalhando para clientes que não tem o dinheiro para pagar seus serviços. A resposta que eles encontraram é se colocar no centro do processo no qual o arquiteto torna-se o mediador e coletor de fundos, criando uma ligação essencial entre a administração pública, o sistema financeiro e a comunidade, capacitando a comunidade sem bens ou direitos para alcançar status social e dignidade”.

Abaixo, o memorial pelos arquitetos.

TRABALHANDO COM OS 99%

Ao contrário da crença popular, a crise financeira não significa necessariamente a diminuição das necessidades arquitetônicas. Isto é particularmente significativo em países sob estresse como a Grécia, Espanha, Itália e Portugal –onde estamos focando este programa. Mesmo sem explorar a fundo o tema, é fácil prever que, em um curto período de tempo, as medidas do governo levarão a uma mudança drástica no ambiente construtivo de todo o país, o que, aliás, já começou. As taxas de desemprego, a inflação no mercado construtivo e o crescente número de edifícios abandonados e em ruínas estão levando Portugal a uma significante reorganização da propriedade imobiliária.

Mesmo que o mercado imobiliário tenda a desacelerar, isso não quer dizer que as famílias não estão se mudando mais do que antes. Podemos ver isso entre famílias de menores recursos –embora, não seja pelas melhores razões.

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Dados sócio-econômicos de Portugal. – Cortesia de Ateliermob

Com o mercado imobiliário em ebulição, é descuido declarar que não tenha trabalho para a arquitetura em Portugal. O problema não é a falta de trabalho, mas sim a falta de meios para pagar o trabalho de um profissional qualificado. Este é nosso ponto de partida. Os arquitetos devem desempenhar um papel mais significativo na vida das pessoas. Os arquitetos devem ser vistos como uma ferramenta para melhorar as condições de vida da população.

Com os arquitetos podem trabalhar com as pessoas que não têm dinheiro –e que nem terão num futuro próximo – para pagar pelo nosso trabalho? Está é a questão emergente.

Parece que só poderíamos ter sucesso colocando os profissionais de arquitetura no epicentro, organizando e gerindo os processos financeiros e de financiamento. Até hoje, o processo de construção tem sido um relacionamento entre três partes –o proprietário, designers e construtores-, agora, porém, deve surgir uma quarta parte: o financiador.

É sobre isso que o Ateliermob trabalhou. Estamos inicializando um programa de serviços de arquitetura social, que pretende fornecer serviços arquitetônicos a pessoas com pequenos recursos. Para isso estamos nos preparando para aplicações do financiamento da EU e estimulando diferentes redes de patrocínio (como o crowdfund, por exemplo).

Nosso primeiro estudo de caso é o trabalho que estamos começando no bairro de Lisboa,PRODAC. Existem outras áreas para serem anunciadas.

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Foto aérea do bairro PRODAC. – Cortesia de Ateliermob

BAIRRO PRODAC

Apesar de estar presente na Declaração dos Direitos Humanos e no quadro constitucional, em Portugal o direito universal à habitação está longe de ser alcançado. No contexto financeiro atual, é importante que as questões habitacionais sejam promovidas ao centro do debate politico e arquitetônico.

O bairro PRODAC vem da iniciativa da autoconstrução cooperativa como solução para os moradores de favelas. Em 1971, o governo local cedeu o terreno chamado Vale Fundão ao PRODAC, aceitando que a população (mais de 600 famílias) de três classes de trabalho diferentes, que estava alocada ao redor da principal estação ferroviária, construísse suas próprias casas, mediante o pagamento de um aluguel mensal do terreno. Durante as quatro últimas décadas, os habitantes lutaram pelo direito de serem reconhecidos como proprietários legítimos de suas habitações, e assim não serem mais dependentes do humor do governo local, uma vez que já teriam pago mais que o custo de seus terrenos. Sua luta os levou a um passo onde só precisavam de um projeto arquitetônico para registrá-lo.

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Assembléia (Imagem retirada do documentário Bairro PRODAC – por Joana Cunha Ferreira e João Rosas e produzido pela Midas Filmes) – Cortesia de Ateliermob

Trabalhando em estreita relação com a Associação de Residentes e o Município, o Ateliermob irá desempenhar o papel de superar esta etapa.

O espaço público é incrivelmente bem cuidado. Apesar da ausência de autoridades públicas, há um sistema de auto-organização que cuida das áreas verdes, dos parques infantis e das ruas. É como uma ilha de pequenas casas entre grandes edifícios.

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Assembléia (Imagem retirada do documentário Bairro PRODAC – por Joana Cunha Ferreira e João Rosas e produzido pela Midas Filmes) – Cortesia de Ateliermob

No início, a cooperativa era bastante restritiva sobre o projeto das habitações. Elas foram construídas por homens (na época, mulheres não podiam solicitar um terreno) após seus trabalhos diários. Alguns foram trabalhar na indústria construtiva, e estes deveriam ensinar os outros. A ideia era repetir o modelo: na área norte, um andar, e na sul, dois andares e uma escada comum para quatro famílias.

Ano após ano, as pessoas começaram a melhorar o protótipo, adaptando e externalizando suas diferenças. Atualmente, o problema principal são as casas vazias. A situação indefinida da questão da propriedade levou alguns construtores a deixaram suas habitações. Alguns morreram, alguns mudaram. Estes edifícios estão sob um processo de degradação que urge para ser interrompido.

No próximo mês, o escritório abrirá uma delegação no bairro. Nós iremos começar a pesquisa, identificar os potenciais riscos e compartilhar nosso conhecimento com os moradores.

Working with the 99% | promo reel from ateliermob on Vimeo.

Ficha técnica:

  • Arquitetos:
  • Ano:

Sobre este autor
Marina de Holanda
Autor
Cita: Marina de Holanda. "Bienal de Veneza 2012: Prêmio Future Cities: “Working with the 99%” / ateliermob" 08 Set 2012. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/69567/bienal-de-veneza-2012-premio-future-cities-working-with-the-99-porcento-ateliermob> ISSN 0719-8906

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