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Casa en Gaüses / Bach Arquitectes

Casa en Gaüses / Bach Arquitectes
Casa en Gaüses / Bach Arquitectes, © Jordi Bernadó
© Jordi Bernadó

Em um terreno estreito e alongado, onde já existia uma residência, propõe-se construir um pequeno estúdio que pudesse ser usado tanto como ateliê de pintura, como uma habitação ocasional aos fins de semana para os filhos dos proprietários.

© Jordi Bernadó

O ponto de partida do projeto foi dado pelo aspecto econômico; devia ser um projeto viável economicamente com um orçamento mínimo (70.000 €).

Este fator limitava as possibilidades tanto estruturais com as de acabamento, partindo-se, então, de uma premissa muito clara: teria que se trabalhar com os empreendedores locais (da mesma cidade até), e com as soluções técnicas que estes estivessem acostumados; soluções tradicionais nas construções típicas da zona.

Esquema

Esta premissa conduzia-nos a trabalhar com alvenaria estrutural, construídos unidirecionalmente, janelas de alumínio de dimensões razoáveis e acabamentos convencionais, como o reboco pintado.

A partir daí, o estúdio/habitação, de aproximadamente 90m2 divide-se em dois setores bem diferenciados: um espaço aberto y translúcido que dá para o exterior através de uma varanda de bambu, e um espaço mais íntimo, com dois quartos e um pequeno banheiro. Todo o programa encaixado em um perímetro de paredes de cargas leves ligeiramente superiores a 6 metros.

© Jordi Bernadó

O espaço translúcido contém a sala de estar, a sala de jantar e a cozinha. Este espaço projeta-se maximizando sua superfície sobre a total, de maneira que o coração da casa, onde se realizam a maioria das atividades diárias, seja o mais agradável possível. Os quartos, por outro lado, são entendidos como espaços básicos, com o espaço mínimo suficiente para dormir e ter uma pequena mesa.

O banheiro e a cozinha também são reduzidos ao essencial; o banheiro ganha também espaço para a máquina de lavar roupa e o aquecedor de água, e a cozinha é como uma faixa mínima no espaço da sala.

A norma municipal obriga a construção de um telhado inclinado, de maneira que se pensa em um jogo de inclinações, lembrando o perfil das montanhas ao horizonte. Estas inclinações aplicam-se à construção principal, e também, a varanda que rodeia as fachadas noroeste e sudeste, dando uma continuidade formal ao edifício principal e a varanda.

Planta e Corte

Devido a grande insolação que sofre a cobertura durante o verão, aproveita-se a inclinação desta para gerar um fluxo de ar dentro de uma câmara ventilada, ao modelo tradicional da cobertura do Ensache de Barcelona: por cima da trama levanta-se uma segunda cobertura, nesse caso de telha, que gera uma câmara de ar de uns 30 cm. Esta camada aproveita-se da inclinação do edifício para, através de umas perfurações na fachada, permitir a entrada de ar pela parte mais baixa da cobertura e a saída deste pela parte mais alta. Desta maneira, o ar da câmara aquece-se com a insolação, sobe e sai pelas perfurações mais altas, absorvendo ar mais fresco pela parte mais baixa

A inclinação do telhado aproveita-se, ainda, para recolher a água da chuva, que é conduzida até o centro da construção e expelida por uma grande calha para um depósito de água. Este depósito está conectado ao jardim, funcionando, assim, completamente com a água de chuva recuperada.

© Jordi Bernadó

As duas fachadas da residência são pintadas com listras verticais brancas e verde, de modo que a sombra do fechamento de bambu produza um jogo de texturas que muda de acordo com as diferentes orientações solares durante o dia. Este não é somente um recurso formal que ajuda a integrar o edifício na vegetação, mas também é uma resposta de acabamento de fachada com o que estávamos, por pressuposto, obrigados a utilizar. O reboco de argamassa sobre a parede de ladrilho cerâmico facilmente fissura-se e absorve muito mal os possíveis movimentos da fachada, sendo assim quase impossível evitar a existência de rachaduras e fissuras. Quando uma fachada deste tipo é pintada uniformemente, essas patologias são o único desenho na superfície, estando terrivelmente expostas. O trabalho de sobrepor com uma pintura contrastante, neste caso um código de listras brancas e verdes, permite, por uma questão de intensidade, que as fissuras não sejam tão aparentes, e fiquem apagadas em relação ao motivo principal.

Por isso as barras brancas e verdes, alem de permitir um aspecto mais durável do edifício, produzem um jogo mutante das fachadas segundo a incidência solar sobre a varanda e a sombra de seu fechamento sobre o edifício, integrando-o ao bosque que inicia-se neste ponto do terreno e, ao mesmo tempo, são uma alegoria ao reduzido preço da habitação.

© Jordi Bernadó

Nas outras fachadas, que dão frente ao denso parque que rodeia a casa, pintam-se da mesma cor verde das listras, de modo que, na primeira hora da manhã e na última da tarde o sol rasante projeta as sombras das arvores sobre as fachadas, mimetizando em tons verdes o bosque contínuo.

A varanda que rodeia as fachadas principais do edifício está formada por uma leve estrutura metálica formada por tubos quadrados, perfis em T e em L, de acordo com a posição. O bambu apóia-se e é atado à trama através de cabos tensionados e braçadeiras com uma instalação bastante simples que permite ao proprietário trocar o bambu aproximadamente a cada dois anos, já que este material, obviamente, tem uma vida limitada. O baixíssimo preço desse material (120 € para todo o edifício) admite que a reposição deste não seja um inconveniente econômico.

© Jordi Bernadó

O ponto singular do projeto é uma abertura na sala de estar que está no canto, com um sistema de portas de correr de alumínio lacado que quando abertas não deixam montante vertical, dando a sensação, estando dentro do edifício, que a sala projeta-se até a varanda e ao jardim exterior.

Para se conseguir essa esquina vazia, a estrutura de paredes é interrompida neste ponto por uma IPN em esquina que se apóia sobre a parede, por cima da abertura. Para reduzir o vão da estrutura metálica, adiciona-se um pilar circular que coincide com o divisor da carpintaria e que, por ser da mesma cor, quase desaparece dando a sensação que o canto do volume está flutuando.

Maquete

É uma operação muito simples que permite que o edifício respire e abra-se por um de seus cantos, permitindo que se desfrute das esplendidas vistas de Gaüses e das montanhas no horizonte.

Ficha técnica:

  • Arquitetos:Bach Arquitectes
  • Ano: 2007
  • Área construída: 90 m²
  • Endereço: Gaüses, Vilopriu Girona Espanha
  • Tipo de projeto: Habitacional
  • Status:Construído
  • Materialidade: Madeira
  • Estrutura: Tijolo
  • Localização: Gaüses, Vilopriu, Girona, Espanha
  • Implantação no terreno: Isolado

Equipe:

  1. Arquitetos: Anna & Eugeni Bach, arquitectes
  2. Colaboradores: Alfons Brugué, aparejador

Informação Complementar:

  1. Construtores: Jordi Marcó (estructura y cerramientos), Ormetal (carpintería metálica), Pere Taberner (carpintería), Josep Ventalló (instalaciones), Lluís Gifra (estructura metálica)
  1. Projeto: 2004
  2. Construção: 2005-2007
  3. Orçamento total da obra: 70.000 €

Cita: Marina de Holanda. "Casa en Gaüses / Bach Arquitectes" 01 Fev 2012. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/27134/casa-en-gauses-bach-arquitectes> ISSN 0719-8906