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The Indicator: Continuaremos em silêncio? O custo humano da Copa do Mundo no Qatar

  • 14:00 - 9 Abril, 2014
  • por
  • Traduzido por Naiane Marcon
The Indicator: Continuaremos em silêncio? O custo humano da Copa do Mundo no Qatar
The Indicator: Continuaremos em silêncio? O custo humano da Copa do Mundo no Qatar, Development of new skyscrapers in Doha, Qatar. Image © Sophie James / Shutterstock.com
Development of new skyscrapers in Doha, Qatar. Image © Sophie James / Shutterstock.com

Qatar diz que os projetos para a Copa do Mundo estão "no caminho", mas a International Trade Union Confederation (ITUC), que tem investigado a morte de trabalhadores nos Emirados nos últimos dois anos, veementemente discorda. Até o momento houve 1200 mortes de trabalhadores associadas aos projetos da Copa do Mundo em curso. Um relatório contundente, emitido pela ITUC em 16 de março, afirma que ao menos que sejam realizadas melhorias significativas nas condições de trabalho nos canteiros relacionados à Copa, pelo menos mais 4000 trabalhadores podem perder suas vidas. Isso significaria que essas construções estão "no caminho" de matar 600 trabalhadores por ano, ou pelo menos 12 por semana até que as faixas de inauguração sejam cortadas e os fogos de artifício disparados.

Em uma reunião do comitê executivo da FIFA realizada em Zurique no dia 20 de março, o presidente Sepp Blatter afirmou, "Temos alguma responsabilidade mas não podemos interferir nos direitos dos trabalhadores". Do mesmo modo, o comitê local da FIFA no Qatar diz que trabalhadores não são sua responsabilidade. Zaha Hadid disse o mesmo

Entretanto, dado o coro crescente de manchetes como "The Qatar World Cup Is a Total Disaster" (A Copa do Mundo no Qatar é um desastre total), é possível que eles precisem dizer algo mais forte sobre a questão em algum momento - ou ter a imagem de sua arquitetura manchada. É claro que sabemos que o que querem dizer é que não é sua responsabilidade legalmente. Mas isso significa que deveriam estar acomodados, nem ao menos tentando influenciar uma mudança?

Saiba mais sobre a situação dos trabalhadores de Qatar a seguir.

A ONU, que tem sido clara sobre a questão desde Novembro, vê um evento internacional como a Copa do Mundo como uma oportunidade para o Qatar reformar seu setor de trabalhadores imigrantes. De acordo com a Anistia Internacional, 94 por cento do mercado de trabalho do Qatar é formado por trabalhadores do Nepal, Sri Lanka, Índia, Paquistão, Irã, Filipinas, Indonésia e Egito. "Espero que a Copa de 2022 seja utilizada como uma oportunidade de melhorar o efetivo respeito, proteção e cumprimento dos direitos dos trabalhadores imigrantes", disse o Relator Especial sobre os direitos humanos dos imigrantes, François Crépeau, no final de sua primeira visita ao país. 

Um porta-voz do órgão do governo do Qatar supervisionando o desenvolvimento da Copa do Mundo disse ao Guardian que "A saúde, segurança, bem estar e dignidade de cada trabalhador que contribui para a realização da Copa do Mundo de 2022 é de extrema importância para o nosso comitê, e estamos comprometidos a garantir que o evento sirva como um catalisador na direção de melhorias nas vidas de todos os trabalhadores do Qatar."

Mas Sharan Burrow, Secretário geral da ITUC, não está convencido. "Qatar tem um governo que não se responsabiliza pelos trabalhadores, e sua resposta às críticas é focada nas relações públicas", ele diz. O governo tentou também questionar o relatório da ITUC alegando que é "repleto de erros factuais e tentativas de colocar em descrédito o trabalho positivos que estamos realizando".

De acordo com a ONU e as organizações de direitos humanos que estão monitorando a situação, há evidências de que o Qatar esteja tratando trabalhadores imigrantes como escravos, retendo pagamentos, confiscando passaportes, fornecendo condições de vida insalubres e precárias, exigindo pagamentos antes que possam tirar férias, não impondo condições seguras de trabalho nos canteiros de obra e - além de tudo isso - forçando-os a trabalhar em um calor de 50 graus sem descanso ou alimentação.

Deveriam arquitetos e engenheiros preocupados entrar na briga ao lado da ITUC, Anistia Internacional e ONU? Arquitetos e outros interessados deveriam levantar suas vozes? Ou deveriam simplesmente dizer que não é sua responsabilidade?

Para mais informações sobre este problema, recomendamos assistir ao vídeo impactante publicado no The Guardian. 

Imagem da construção Doha via shutterstock.com.

Guy Horton é um escritor de Los Angeles. Além de autor de "The Indicator", é um colaborador frequente de The Architect's Newspaper, Metropolis Magazine, The Atlantic Cities, e The Huffington Post. Escreveu também para Architectural Record, GOOD Magazine, e Architect Magazine. Você pode ouvir Guy no rádio e podcast como apresentador convidado do programa DnA: Design & Architecture em 89.9 FM KCRW , Los Angeles. Siga Guy no Twitter @GuyHorton.

Cita: Horton, Guy. "The Indicator: Continuaremos em silêncio? O custo humano da Copa do Mundo no Qatar" [The Indicator: Will We Stay Silent? The Human Cost of Qatar's World Cup] 09 Abr 2014. ArchDaily Brasil. (Trad. Marcon, Naiane) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/187794/the-indicator-continuaremos-em-silencio-o-custo-humano-da-copa-do-mundo-no-qatar> ISSN 0719-8906