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Uma entrevista com Denise Scott Brown

Uma entrevista com Denise Scott Brown
Uma entrevista com Denise Scott Brown, Denise Scott Brown outside Las Vegas in 1966; photograph from the Archives of Robert Venturi and Denise Scott Brown. Image © Frank Hanswijk
Denise Scott Brown outside Las Vegas in 1966; photograph from the Archives of Robert Venturi and Denise Scott Brown. Image © Frank Hanswijk

Os editores da Designers & Books, Stephanie Salomon e Steve Kroeter, se encontraram com Denise Scott Brown para uma conversa sobre o livro Aprendendo com Las Vegas, a revolucionária obra escrita por Scott Brown, Robert Venturi, e Steven Izenour em 1972. A entrevista revela algumas faces fantásticas da vida pessoal e profissional de Scott Brown - seu amor infinito ao neon (que a levou a Las Vegas), seu desgosto pela "tirania da folha em branco" (que afetou o design da primeira edição de Aprendendo com Las Vegas), bem como seu - surpreendente - posicionamento quanto a premiar a criatividade coletiva. Leia a entrevista completa aqui e alguns trechos selecionados a seguir.

"Era abril de 1965. Eu tinha visto fotos de Las Vegas e ouvido debates em escolas de planejamento sobre a emergência das cidades do automóvel no sudoeste. Fui para o oeste para vê-las e por outros cinco ou seis motivos incluindo, no caso de Las Vegas, um antigo caso de amor com o neon."

"Nossas fotos da Strip são tão detalhadas quanto as pinturas de Canaletto e poderiam ter sido impressas em grandes formatos, mas a tirania do papel branco reduziu muitas delas ao tamanho de selos. E o formato de ensaio fotográfico do livro, baseado na necessidade de explicar nossa tese tanto através de palavras quanto de imagens, desafiou ainda mais o modelo tradicional."

"Com pesar tomei a decisão de evitar escrever em conjunto no futuro. Mas isso pouco resolveu o problema. Não importava como meu trabalho fosse publicado ou creditado, ele era visto como se fosse de Venturi. A noção de que nós dois podíamos projetar parecia inconcebível. Isso valia também para possibilidade de que ideias poderiam iniciar e crescer através de um ping-pong criativo entre diversas mentes - apesar dos arquitetos experienciarem este tipo de processo de projeto em seus escritórios."

"Uma importante mensagem de Aprendendo com Las Vegas tinha a ver com comunicação. Nós dizíamos que a Las Vegas dos anos 60, uma cidade que colocava 'símbolos no espaço ao invés de formas no espaço', poderia nos ensinar sobre a comunicação em arquitetura, e na segunda edição nós adicionamos o subtítulo 'o simbolismo esquecido da forma arquitetônica'. [...] Mas um segundo foco do estúdio era em Las Vegas como um arquétipo da cidade do automóvel. Buscamos meios de documentar suas formas e padrões evolutivos e compreender as forças que os produziam. Nossas descobertas influenciaram o modo como planejamos em arquitetura e mudaram nossa concepção de função."

"Para a pergunta 'O que vocês aprenderam com Las Vegas?' nós dávamos respostas diferentes com o passar dos anos. Agora eu diria todas as respostas e outras mais, e os jovens arquitetos de hoje parecem perceber isso. Uma resposta em outro nível é o que defendemos, o que projetar significa para nós, combina um desafio intelectual, olhar e aprender, encarar duras realidades sociais e projetar coisas belas a partir delas - incluindo a beleza "feia" de Las Vegas, por exemplo."

"Projeto urbano não deveria ser confundido com projeto de arquitetura em grande escala, ou com a busca por belas visuais. Nossas ideias deveriam surgir de uma compreensão dos processos urbanos e dos padrões que as atividades urbanas formam. Mas arquitetos precisam deste conhecimento também."

"Considere o crescimento do debate sobre criatividade coletiva. À medida que buscamos saber mais sobre isso, não devemos nos apressar em propor que os prêmios agora seja concedidos apenas a grupos. Mas há um espectro de formas de associação. Pensemos nele por completo ao invés de fugir para o lado oposto. O mesmo é válido para a famosa declaração de Zaha 'O contexto para um arquiteto é uma folha de papel em branco'. Estou tentada a dizer que isto é terrível - é terrível, mas ás vezes em projeto, quando você já leu e pensou tudo o que podia, é preciso uma boa noite de sono e começar novamente na manhã seguinte como se tivesse renascido. As influências e contextos retornarão através de seu inconsciente; e mas tarde você pode examinar os resultados da inspiração. É preciso fazer as duas coisas. Mas eu usaria papel amarelo. Branco é tão assustador. E então, segundo muitos arquitetos, o negócio é trabalhar sozinho."

Leia a entrevista completa na Designers & Books 

Sobre este autor
Vanessa Quirk
Autor
Cita: Quirk, Vanessa. "Uma entrevista com Denise Scott Brown" [Denise Scott Brown: A Must-Read Interview] 24 Jan 2014. ArchDaily Brasil. (Trad. Baratto, Romullo) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/170096/uma-entrevista-com-denise-scott-brown> ISSN 0719-8906