
O Centro Africano para as Cidades da University of Cape Town recentemente realizou um workshop intitulado “Informal Settlements: Urban Develop Challenges”. Em março deste ano foram produzidos debates acadêmicos, visitas de campo, reuniões com funcionários e caminhadas por assentamentos informais.
E também foi possível entrar em contato com boa parte da realidade sul-africana para comprovar como a cidade se constitui num instrumento que colabora em acentuar as históricas assimetrias sócio-territoriais. Na África do Sul residem cerca de 45 milhões de habitantes, dos quais apenas um décimo é classificado como brancos.
Durante mais de 40 anos, o Apartheid constituiu uma política oficial de segregação, sinalizada por um processo sistemático de discriminação política, econômica e social que legitimou crimes, torturas, perseguições e explorações por parte de uma minoria branca em relação à maioria negra.
