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Projetando o "Final Frontier"

  • 14:00 - 16 Setembro, 2013
  • por
  • Traduzido por Maria Julia Martins
Projetando o "Final Frontier"
Projetando o "Final Frontier", © NASA's Marshall Space Flight Center
© NASA's Marshall Space Flight Center

Três meses atrás, o comandante Chris Hadfield chamou a atenção de milhões de pessoas ao gravar um cover de Space Oddity de David Bowie inteiramente a bordo da Estação Espacial Internacional. O vídeo foi o resultado de cinco meses de esforços das mídia social para aumentar a conscientização e interesse em programas espaciais em todo o mundo e, pelo que parece, Hadfield obteve sucesso ao despertar o interesse de futuros astronautas.

No entanto, para arquitetos, outra coisa provavelmente se destaca no vídeo: a ISS parece um ambiente extremamente clínico e desconfortável para viver por cinco meses. As razões para isso são óbvias: é um ambiente de engenharia altamente controlado, enviar coisas luxuosas para o espaço é caro. Os astronautas estão lá para trabalhar e eles são treinados para lidar com ambientes estressantes e desconfortáveis. No entanto, com propostas para missões mais longas - como uma viagem tripulada a Marte ou a promessa de voos espaciais comerciais - o projeto destes espaços pode se tornar um tema no qual os arquitetos deverão se envolver.

Saiba mais sobre os desafios da arquitetura no espaço, a seguir.

Obviamente, a diferença mais dramática entre a arquitetura na Terra e a arquitetura no espaço é falta de gravidade. Embora pareça que não ter peso pode tornar as coisas mais simples, na verdade isto causa sérios problemas de saúde aos astronautas, como a atrofia muscular (já que seu corpo não está constantemente trabalhando contra a gravidade) e dor nas costas (pois a espinha descomprime). Uma sugestão feita por engenheiros foi desenvolver naves que giram para gerar gravidade artificial (algo como 20.000 km/h).

Neste cenário, mesmo que não haja gravidade, a noção de arquitetura de pisos, paredes e tetos é completamente vazia. Cada superfície pode ser ocupada como um piso, já que não há gravidade. O escritório Bureau Spectacular, liderado por Jimenez Lai, explorou essa idéia em 2008, em um aparelho chamado de "Phalanstery Module". Esta pequena cápsula rotativa contém itens não específicos de mobiliário que podem interagir de maneiras diferentes, dependendo de qual piso você está usando.

Ao mesmo tempo, o "Phalanstery Module" revela quão mal equipados os arquitetos são para pensar sobre a falta de gravidade. A sinopse feita pelo Bureau Spectacular descreve como a ideia não surgiu a partir da possibilidade de gravidade artificial, mas da gravidade zero: "Na gravidade zero, pode-se rodar na arquitetura e tratar todas as superfícies como planos," Esta é uma falsa concepção de como é estar no espaço: na realidade, na gravidade zero, é difícil de tratar qualquer superfície como um plano, uma vez que é difícil ficar parado.

© NASA's Marshall Space Flight Center
© NASA's Marshall Space Flight Center

A inclusão de móveis no "Phalanstery Module" também não é adequada para uma simulação de gravidade zero. Mesas, cadeiras e camas são, essencialmente, todas as formas de lidar com a gravidade, e na ISS, os únicos 'móveis' que existem são usados para se apoiar, tais como as barras que astronautas usam para prender seus pés quando querem ficar em pé.

Assim, enquanto o projeto do Bureau Spectacular pode ser útil para viagens de longa distância, como uma viagem a Marte que usa a gravidade artificial, projetos para voos comerciais devem trabalhar com diferentes princípios, construindo para a gravidade zero.

Como mencionado, há pouco a se considerar em termos de mobiliário, de modo que a maior parte do trabalho de arquitetura envolva humanizar a sensação das paredes do espaço, efetivamente tornando-se um exercício de experiência material e formal. 

© NASA's Marshall Space Flight Center
© NASA's Marshall Space Flight Center

A maioria das estimativas de custo para a NASA lança o preço de custo em torno de U$ 10 mil por quilograma. Digamos, por exemplo, que você está criando um componente: uma opção pesa 10 quilos e custa 100 dólares para ser fabricada e a outra opção pesa 9 quilos e custa 9.000 dólares. Sob circunstâncias normais, a primeira opção seria a vencedora inquestionável, mas na concepção de uma nave espacial a segunda opção é realmente a mais normal. Peças padronizadas já não são a forma mais eficaz de reduzir os custos, mas as peças sob medida que priorizam a eficiência material.

Para alguns arquitetos, ser libertado da tirania de peças padronizadas seria um ideia bem-vinda. Para outros, o imperativo de considerar o peso de cada componente seria introduzir um novo tipo de tirania. De qualquer forma, isso provavelmente vai significar colaborar com engenheiros para encontrar um equilíbrio entre os materiais confortáveis e redução de peso (suspeita-se que a razão por trás do desenho frio do ISS é a noção de redução de peso levada ao seu maior extremo).

Os custos de lançamento são considerados igualmente importantes quando se trata de construir em outros planetas ou luas. A despesa de levar materiais de construção para o espaço significa que, mais uma vez, a eficiência é fundamental - o que significa que o clichê de uma colônia de cúpulas geodésicas na Lua pode realmente ter alguma verdade, devido à eficiência estrutural do projeto. Popularizadas por Buckminster Fuller, estas estruturas são tão leves e fortes que os projetistas do Eden Project no Reino Unido afiram que esta estrutura em si pesa menos do que o ar dentro dela. Essas cúpulas podem ser particularmente impressionantes na Lua ou em Marte (os nossos vizinhos mais próximos elegíveis), já que gravidade em ambos é muito mais fraca e permitiria cúpulas maiores do que seria possível construir na Terra.

© Foster + Partners
© Foster + Partners

Em janeiro, o escritório Foster + Partners lançou um projeto que foi um pouco melhor - um projeto para uma base lunar que usava tecnologia de impressão 3D para construir com o solo lunar. Esta concepção reduz o material envolvido no lançamento de uma subestrutura mínima para a construção e o robô necessário para construir com o solo.

No entanto, parece que até o momento, Foster + Partners é a única empresa de arquitetura que leva projetos espaciais a sério (eles também foram os designers principais do primeiro porto espacial comercial). Mesmo a NASA tendo chamado arquitetos a propor estes tipos de projeto, a discussão não fermentou entre os escritórios.

No entanto, idéias de como a arquitetura poderia ser empregada no espaço permanecem, ainda, na ficção científica. Por que não há mais emoção e otimismo entre os arquitetos? Projetar o "Final Frontier" poderia ser um começo maravilhoso.

Sobre este autor
Rory Stott
Autor
Cita: Stott, Rory. "Projetando o "Final Frontier"" [Designing the Final Frontier] 16 Set 2013. ArchDaily Brasil. (Trad. Martins, Maria Julia) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/140870/projetando-o-final-frontier> ISSN 0719-8906