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Cinema & Arquitetura: "Dogville"

Cinema & Arquitetura: "Dogville"
Cinema & Arquitetura: "Dogville"

E se um filme é filmado de um modo tão minimalista que sua única referência seja uma planta desenhada no chão. Então você precisa imaginar todas as informações que faltam em um tipo de extrusão mental do que é físico. É essa a maneira escolhida pelo diretor dinamarquês Lars von Trier para representar uma parábola que se passa em um povoado fictício no Colorado.

Para reforçar esta ideia de um cenário tão surrealista, a cena inicial, uma aproximação aérea da aldeia, foi feita com modelos digitais pela impossibilidade de conseguir um estúdio com tanta altura. Desfrute desse filme e conte-nos suas ideias sobre essa influência da representação arquitetônica em um cenário de filmagem.

FICHA TÉCNICA

Título Original: Dogville 
Ano: 2003
Duração: 
177 min.
País: 
Dinamarca, Suécia, Reino Unido, França, Alemanha, Holanda, Noruega, Finlândia, Itália
Direção: Lars von Trier
Roteiro: 
Lars von Trier
Trilha sonora: 
Antoni Vivaldi
Elenco: 
Nicole Kidman, Harriet Andersson, Lauren Bacall, Jean Marc-Barr, Paul Bettany, Blair Brown, James Caan, Patricia Clarkson, Jeremy Davies, Ben Gazzara, Philip Baker Hall, John Hurt

SINOPSE

Prólogo

Dogville é uma pequena cidade americana próxima a uma mina de prata abandonada em Rocky Mountains, com uma estrada levando até ela e nenhum lugar para ir além das montanhas. O filme começa com um prólogo em que conhecemos cerca de doze dos cinquenta cidadãos. Eles são retratados como pessoas boas e amáveis, com pequenos defeitos fáceis de perdoar.

A cidade é mostrada a partir do ponto de vista de Tom Edison Jr., um aspirante a escritor que procrastina tentando agregar seus conterrâneos em reuniões regulares para discutir a questão do "rearmamento moral." Fica claro que Tom quer suceder seu idoso pai, um médico, como o líder moral e espiritual da cidade.

Capítulo 1 – Quando Tom escuta tiros e conhece Grace. 
É Tom quem primeiro conhece Grace Mulligan, que foge de mafiosos que são levados a crer terem atirado nela. A bela mas modesta Grace quer continuar fugindo, mas Tom  afirma que as montanhas à frente são muito difíceis de atravessar. Enquanto conversam, os mafiosos se aproximam da cidade, e Tom rapidamente esconde Grace na mina. Um deles pergunta a Tom se ele viu a mulher, o que ele nega, e o mafioso lhe oferece uma recompensa e entrega um cartão com um número para ligar caso Grace apareça. Tom decide usar Grace como uma “ilustração” em sua próxima reunião – um meio para que a população da cidade prove seu comprometimento com os valores da comunidade, estando disposta a ajudar a estranha. Como eles permanecem céticos, Tom propõe que Grace receba uma chance para provar ser uma boa pessoa. Grace é aceita por duas semanas em que, como Tom lhe explica depois da reunião, deve convencer as pessoas da cidade a gostarem dela.

Capítulo 2 – Quando Grace segue o plano de Tom e se envolve no trabalho braçal. 
Por sugestão de Tom, Grace se propõe a fazer tarefas domésticas para os habitantes – conversando com o solitário e cego Jack McCay, ajudando a administrar a pequena loja, cuidando das crianças de Chuck e Vera e assim por diante. Depois de alguma relutância inicial, as pessoas aceitam sua ajuda nessas tarefas que “ninguém precisa na verdade” mas que, no entanto, tornam a vida melhor, e assim Grace se torna parte da comunidade.

Capítulo 3 – Quando Grace se delicia com uma sombria provocação. 
Em um acordo subentendido espera-se que ela continue suas tarefas, o que é feito de boa vontade, e até recebe pequenos pagamentos em troca. Grace começa a fazer amizades, Jack inclusive, que finge não ser cego. Grace o engana a admitir sua cegueira, ganhando seu respeito. Depois que as duas semanas terminam, todos votam para que seja permitido a ela ficar.

Capítulo 4 – Tempos felizes em Dogville. 
As coisas seguem tranquilas em Dogville até que a polícia aparece com um cartaz de “desaparecida” com a foto e o nome de Grace, e o ambiente fica um pouco pesado. A população fica dividida quanto a cooperar com a polícia ou não.

Capítulo 5 – Quatro de Julho finalmente. 
Ainda assim, tudo continua normalmente até as comemorações de 4 de julho. Depois de Tom desconfortavelmente admitir seu amor por Grace e todos concordarem que a cidade tenha se tornado um lugar melhor graças a ela, a polícia aparece de novo para substituir o cartaz de “desaparecida” por um de “procurada”. Grace agora é procurada por participar de um assalto a um banco. Todos concordam que ela deve ser inocente, já que quando o assalto aconteceu ela estava fazendo suas tarefas para a cidade todos os dias. Contudo, Tom argumenta que pelo aumento do risco para os habitantes, agora que abrigam alguém procurado como criminoso, Grace deve fornecer um quid pro quo e realizar mais tarefas dentro do mesmo período de tempo, recebendo menos. Nesse momento, o que era antes um acordo voluntário adquire uma natureza levemente coerciva, já que Grace está claramente desconfortável com a ideia. Ainda assim, por ser muito dócil e querer agradar Tom, Grace concorda.

Capítulo 6 –Quando Dogville mostra seus dentes. 
A esta altura a situação piora, já que com o aumento da carga de trabalho Grace inevitavelmente comete erros, e as pessoas para quem ela trabalha parecem estar igualmente irritadas pelo novo horário – descontando em Grace. A situação lentamente se agrava, com os homens da cidade avançando sexualmente em direção a Grace e as mulheres se tornando cada vez mais abusivas. Até as crianças se mostram perversas: Jason, o filho de talvez 10 anos de Chuck e Vera, pede que Grace bata nele, com o que ela concorda depois de muitas provocações. Logo depois a polícia, acreditando ter encontrado uma pista – um gorro – ligando Grace à cidade, discute a questão com alguns dos moradores na rua. Chuck vai até sua casa, onde Grace está cuidando dos seus filhos, e ameaçando entregá-la se resistir, a estupra. A polícia vai embora depois de ouvir que o gorro não pertence a Grace, mas se torna óbvio que ela mal é capaz de se defender da exploração dos habitantes da cidade.

Capítulo 7 – Quando Grace finalmente se cansa de Dogville, conspira para deixar a cidade, e de novo vê a luz do dia. 
Depois de Tom propor sua ideia para ajudá-la a fugir, Vera culpa Grace por bater em seu filho Jason e seduzir seu marido Chuck. Como vingança, Vera ameaça destruir as estatuetas de porcelana que Grace comprou com seu suado salário na loja da cidade. Grace implora por piedade e lembra Vera de como ela ensinou a seus filhos a filosofia do estoicismo. Em resposta, Vera desafia Grace a demonstrar seu próprio estoicismo, ao não demonstrar emoção alguma enquanto Vera destrói duas das suas estatuetas. Depois de vê-las destruídas  Grace não consegue segurar suas lágrimas, e então Vera segue destruindo todas as sete peças. Com o símbolo de seu pertencimento à cidade acabado, Grace sabe que deve fugir. Ela suborna Ben, o motorista do caminhão de carga, para transportá-la escondida para fora da cidade entre suas maçãs. No caminho, Ben vai até a traseira do caminhão onde ela está escondida, e diz precisar cobrar uma “sobretaxa” por ajudar um fugitivo – o que faz estuprando Grace – e então o caminhão segue apenas para levá-la de volta a Dogville. A cidade concorda que não deve deixa-la fugir de novo. O dinheiro pago a Ben para ajudar na fuga de Grace tinha sido roubado por Tom, de seu pai – mas quando Grace é culpada pelo roubo, ele se recusa a admitir a culpa já que, conforme explica, este é o único jeito de continuar protegendo Grace sem que as pessoas suspeitem. É neste momento que a humilhante condição de Grace como escrava é totalmente confirmada, enquanto ela é encoleirada e acorrentada a uma pesada roda de ferro que deve ser arrastada com ela, prevenindo que ela chegue a qualquer lugar fora de Dogville, e um sino é preso à coleira para anunciar sua presença onde quer que ela vá. Os homens a estupram a cada noite, e as crianças tocam o sino depois de cada visita.

Capítulo 8 – Quando há uma reunião onde a verdade é revelada e Tom parte (apenas para voltar mais tarde). 
Isto culmina em uma assembleia geral tarde da noite, na qual Grace – seguindo a sugestão de Tom – relata calmamente tudo que ela sofreu na cidade. Envergonhados e negando tudo, os habitantes finalmente decidem se livrar dela. Tom conta a Grace e para consolá-la tenta fazer sexo com ela, sendo o único homem adulto na cidade que ainda não o fez. Grace, entretanto, se recusa a fazer sexo com ele. Irritado em parte pela rejeição, mas mais ainda com ele mesmo por perceber que eventualmente se forçaria sobre ela como todos na cidade, Tom acaba pessoalmente ligando para os mafiosos, e mais tarde propõe, tendo aprovação unânime, que ela seja trancada em sua cabana.

Capítulo 9 – Quando Dogville recebe a visita por muito esperada e o filme termina. 
Quando os mafiosos finalmente chegam, são recebidos cordialmente por Tom e um comitê improvisado de outros habitantes. Grace é então libertada, e finalmente ficamos sabendo quem ela realmente é: a filha de um poderoso líder de uma quadrilha que fugiu por não suportar o trabalho sujo do pai. O pai a confronta em seu Cadillac e diz que ela é arrogante por não considerar para os outros o mesmo alto padrão que considera para si mesma. A princípio ela se recusa a ouvir, mas quando sai do carro e contempla a discussão que acabou de ter com o pai, considera mais uma vez a cidade e seus habitantes, e é obrigada a concordar: ela teria que condená-los à pior punição possível se estabelecesse o mesmo padrão que estabelece a si mesma, e seria dissimulada e hipócrita ao não fazê-lo. Sua conclusão se confirma quando conversa com Tom; embora ele confesse temer o que os mafiosos farão com a cidade, não demonstra nenhum remorso ou arrependimento sobre o que fez. Sua sugestão de que os dois tenham aprendido sobre a natureza humana com sua traição resulta em Grace voltando para o carro do pai decidida de que Dogville deve desaparecer da face da Terra.

TRAILER

Anteriormente publicado nesta seção...

  • The Belly of an Architect
  • Sobre este autor
    Daniel Portilla
    Autor
    Cita: Portilla, Daniel. "Cinema & Arquitetura: "Dogville"" [Films & Architecture: "Dogville"] 24 Mai 2013. ArchDaily Brasil. (Trad. Marcon, Naiane) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/115902/cinema-and-arquitetura-dogville> ISSN 0719-8906