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Participação Cidadã: O mais recente de arquitetura e notícia

“Pavilhão de Pallets”: Cidadãos conseguem revitalizar um espaço público na Nova Zelândia

No início de dezembro do ano passado foi construído, em uma área vazia de Christchurc (Nova Zelândia), um espaço público para a realização de concertos e eventos abertos. Inicialmente estava programado que funcionasse durante seis meses, ou seja, até maio deste ano. Mas, por demonstrar ser capaz de reativar um espaço urbano e, por meio de uma campanha de crowdfunding organizada pelas pessoas que não queriam que ele fechasse, o espaço ficará permanecerá aberto por mais um ano.

O que faz deste local chamativo às pessoas, chamado de “Pavilhão de Pallets”, não é somente sua gestão comunitária, mas o fato de ter sido construído com materiais de construção sustentáveis. Feito com mais de 3.000 pallets de madeira reutilizados - e com a ajuda de 250 voluntários - o pavilhão não funciona somente como um centro comunitário ao ar livre, mas como um jardim em meio à cidade.

A seguir mais informações e fotografias do pavilhão.

Como ser um cidadão "placemaker": pensar mais leve, mais rápido e mais econômico (Parte II)

Com este artigo finalizamos a série de três artigos que relatam o conceito de Placemaking e a importância dos cidadãos no desenvolvimento de suas cidades. Revise a primeira parte deste post aqui.

O trabalho de muitas pessoas pode tranquilamente ser realizado ao ar livre, contudo, por diversas razões, a maior parte destes trabalhos acontecem em locais privados, ao invés de servirem para animar o espaço público. No entanto, cidadania ativa não significa que tudo seja trabalho (e nada seja lúdico), já que, “qualquer tipo de comunidade (que apoie a participação) não irá apenas solucionar os problemas que os vizinhos querem resolver”, explica Matt Leighninger, o diretor do Consórcio da democracia deliberativa. “Também deve haver a celebração do que se tem feito, através da socialização, com música, comida, entre outros temas.”

Como ser um cidadão "placemaker": pensar mais leve, mais rápido e mais econômico

Imagine viver em um lugar verdadeiramente vivo: um bairro alegre, dos sonhos! Imagine-se nas ruas, na praça local, na orla ou no mercado público. Pense nas cores, nas panorâmicas, nos odores, nos sons. Imagine as crianças brincando, a atividade no exterior das lojas e dos espaços de trabalho, vendedores de comida, eventos culturais locais e festivais ao ar livre. Pare um minuto, agora mesmo, feche os olhos e realmente imagine.

E agora a pergunta: nesta visão, o que você vem fazendo para colaborar com esta comunidade?

Decisões a tomar

Existe a cidade perfeita? Sustentável, bem conectada, equitativa, justa, intensa, linda e planejada? Muitas, ou todas as decisões que são tomadas nas cidades buscam satisfazer, historicamente, os ideais estéticos e ideológicos da cultura que em tal período a habita e, por sua vez, que a está criando. A forma que adquire uma cidade, portanto, é o resultado de ideias, desejos e inclusive medos que têm a sociedade.

Inteligência coletiva e participação cidadã

Imagine que a calçada em frente à sua casa se encontra em mau estado. Você tropeça nela cada vez que sair na rua, motoristas sempre têm que desviar e torna-se desconfortável andar de bicicleta. Você vai até a Prefeitura, faz uma solicitação de reparos para resolver o problema e depois de horas insistindo para que alguém entenda seus requerimentos, milagrosamente te recebem com os braços abertos. Mas não podem dar solução alguma. “Não estávamos cientes, existem outras prioridades, não há recursos”, dizem.

Em uma época em que os cidadãos, em especial os chilenos, se vêm em uma crise de representação, em um estado de desconfiança política generalizada, a sociedade tem manifestado uma necessidade crescente de contornar a maneira de pensar e fazer cidades, buscando uma forma mais descentralizada, inclusiva e representativa. Com isto, o urbanismo tem tentado formular, cada vez mais, projetos “de baixo para cima”, isto é, em vez de partir do geral ao particular, partir do próprio cidadão e suas demandas e necessidades. Com isto, surgem diferentes abordagens ou aproximações de como fazer uma cidade de forma mais democrática e inclusiva, e estas abordagens andam junto com instrumentos e ferramentas cada vez mais localizadas.

“Spinlister”: um serviço de empréstimo de bicicletas em mais de 40 países

A ausência de infraestrutura pública de aluguel de bicicletas fez surgir o “Spinlister”, um sistema online criado por e para cidadãos. O mais interessante é que este serviço não se concentra em uma cidade, mas abrange 500 em mais de 40 países e tem 2.000 bicicletas disponíveis, número que aumenta diariamente.

Mais informações a seguir.

5 Conselhos da PPS para fazer das cidades lugares melhores para se viver

A organização Project for PublicSpaces (PPS) trabalha há 40 anos para transformar as cidades em lugares mais agradáveis para se viver, com diversos espaços de socialização. Recentemente a organização fez uma breve compilação de suas ideias utilizadas em campanhas sociais e reduziram a cinco conselhos que poderão ajudar os cidadãos e as organizações a fazer das cidades melhores lugares para se estar.

A seguir, os cinco conselhos.

A cidade como laboratório de inovação: o caso dos usuários das bicicletas públicas de Paris

Termos e métodos como user-driven innovation, user intiated innovation, crowdsourcing, user-centred design ou design thinking começam a se banalizar no mundo das empresas e das políticas públicas em geral. Estas técnicas respondem a um crescente interesse em compreender e associar os usuários1 nos processos de inovação. Se sob um enfoque tradicional, a inovação é concebida como um processo linear de produção, comercialização e consumo, onde os fabricantes assumem todas as responsabilidades associadas à criação de valor, as novas tendências se referem à inovação como processo interativo, no qual o usuário está convocado a cumprir um papel cada vez mais importante. Foi o livro Democratizing Innovation(2005), de Erik von Hippel, que consagrou o lugar dos usuários no processo de inovação, colocando em evidência como estes possuem um papel de conselheiros, distribuidores e criadores de novas ideias. Von Hippel sugere que atualmente o grande desafio para as empresas é encontrar a forma de captar os leading users, isto é, os “consumidores avançados” capazes de elaborar propostas e soluções frente a novos produtos ou serviços que a empresa espera lançar no mercado.

Laboratório cidadão, construindo espaços para uma cidade melhor

A campanha Minha Cidade Ideal, que procura construir uma visão de futuro "pelo povo, com o povo e para o povo" é uma aposta interessante para incentivar a participação cidadã em Bogotá. No entanto, continua a haver um vazio entre as idéias criativas que expressam os cidadãos nesta plataforma online e os processos para transformá-las em realidade.

Esta iniciativa de empresas e meios de comunicação privados criou um espaço online para os cidadãos compartilharem suas idéias e sonhos. Até agora, as pessoas compartilharam mais de três mil idéias que vão desde melhorias nos transportes públicos até aplicativos móveis. Será esta campanha a realização de uma nova maneira de construir e sonhar de maneira participativa ou apenas mais um espaço onde há boas intenções sem ações? Será que os cidadãos serão ouvidos por quem tomam as decisões?

Dos Jogos Olímpicos para os Jogos Urbanos / PKMN Architectures

“From Olympic Games to Urban Games” é a proposta de PKMN Architectures que resultou na escolha, por voto popular, como ganhadora do prêmio Sixtynine Seventy, The Spaces Between: An Urban Ideas Competition. Um concurso convocado para reunir ideias a cerca de como reativar o espaço intersticial, e atualmente residual, delimitado pelas ruas 69 e 70 na cidade de Salt Lake, nos Estados Unidos. Os mesmos cidadãos aos quais os arquitetos enxergam e percebem, convertendo-os nos agentes ativos e protagonistas do seu projeto, os devolveram a confiança ao escolher sua proposta entre todas as candidatas.

Dos Jogos Olímpicos para os Jogos Urbanos / PKMN Architectures - UrbanismoDos Jogos Olímpicos para os Jogos Urbanos / PKMN Architectures - UrbanismoDos Jogos Olímpicos para os Jogos Urbanos / PKMN Architectures - UrbanismoDos Jogos Olímpicos para os Jogos Urbanos / PKMN Architectures - UrbanismoDos Jogos Olímpicos para os Jogos Urbanos / PKMN Architectures - Mais Imagens+ 3

Como um enfoque compartilhado permite construir lugares atrativos?

A Organização Project for PublicSpaces (PPS) define o “Placemaking” como um processo acessível a qualquer pessoa que permite explorar a criatividade das cidades. Quando aberto e inclusivo, pode fazer com que as pessoas se sintam atraídas pelos lugares nos quais vivem e sintam-se mais propensas a envolver-se em suas comunidades.

Há pouco tempo a PPS publicou uma série de três artigos sobre esse processo. Este é o primeiro deles e apresenta distintas opiniões sobre a forma de fazer cidade, o papel das comunidades para que a criação de lugares funcione, a função da arte nos espaços urbanos e como estes podem se converter em lugares atrativos para as pessoas.

New Cities Summit 2013: Vencedor e finalistas dos aplicativos urbanos para celulares

Por Constanza Martínez Gaete, via Plataforma Urbana. Tradução Archdaily Brasil.

No último New Cities Summit 2013, que aconteceu entre 4 e 6 de maio em São Paulo, foi anunciado o vencedor do prêmio AppMyCity! Criado pela fundação New Cities, a mesma que organizou o evento, que busca reconhecer os aplicativos para celulares que ajudam a melhorar a experiência nas cidades, que conectam as pessoas e tornam as cidades lugares mais divertidos, justos e sustentáveis.

Rússia: Resolver problemas urbanas através da participação coletiva

Por Teplitsa para Global Voices; publicado em This Big City.

Se faz cada vez mais possível resolver os problemas locais que podem enfrentar os habitantes de grandes e pequenas cidades, graças aos projetos baseados na tecnologia de participação coletiva (Crowdsourcing). A participação coletiva fomenta grupos de pessoas a se envolverem no debate e na busca por solução de todo tipo de problemas cotidianos nas cidades, que variam desde combater incêndios até monitoramento das eleições. 

[PARTYING day] 07.12 / São Paulo - SP

Participação do Cidadão: uma utopia para fazer cidade?

Intervenção Urbana: “Luzes na Noite: Onde a Esperança Levanta a Vôo”

Vende-se Dharavi: a maior favela de empreendedores do mundo

UrbanKIT: O crowfunding que busca financiar melhores espaços urbanos