1. ArchDaily
  2. Public Space

Public Space: O mais recente de arquitetura e notícia

Espaço público em uso: Región Austral e a arquitetura do cotidiano

A arquitetura costuma ser avaliada a partir daquilo que é construído. Mas, em muitos casos, o que realmente importa acontece depois: a maneira como os espaços são usados, adaptados e incorporados ao cotidiano. Para o Región Austral, vencedor do ArchDaily 2025 Next Practices Awards, é justamente aí que o projeto começa de fato. Atuando em diferentes contextos, o escritório entende o espaço público não como um objeto isolado, mas como algo que precisa ser ativado, negociado e sustentado ao longo do tempo. Seus projetos se concentram menos em definir formas e mais em criar condições de uso, tratando o desenho como um ponto de partida.

Essa abordagem pode ser observada em contextos distintos, da Praça do Bairro Olímpico à rede Playón de Chacarita. Embora cada projeto responda a uma situação específica, ambos investigam como o espaço público pode fortalecer a vida coletiva em áreas marcadas pela fragmentação e pela desigualdade. Em vez de seguir um método rígido, o trabalho se adapta às diferentes condições urbanas, utilizando participação e estratégias incrementais para moldar a maneira como os espaços funcionam ao longo do tempo.

Espaço público em uso: Región Austral e a arquitetura do cotidiano - Image 1 of 4Espaço público em uso: Región Austral e a arquitetura do cotidiano - Imagem de DestaqueEspaço público em uso: Región Austral e a arquitetura do cotidiano - Image 2 of 4Espaço público em uso: Región Austral e a arquitetura do cotidiano - Image 3 of 4Espaço público em uso: Región Austral e a arquitetura do cotidiano - Mais Imagens+ 14

Projetar com, e não para: a prática participativa da CatalyticAction

A arquitetura costuma ser avaliada a partir de formas concluídas. No entanto, algumas práticas operam em outro registro — um em que o projeto se desenvolve por meio de relações, do tempo e do uso, e não a partir de um resultado único e definitivo. Para a CatalyticAction, a participação não é uma atividade social paralela, mas o próprio meio pelo qual os espaços são concebidos, construídos e sustentados ao longo do tempo.

Com atuação entre Beirute e Londres, o escritório desenvolveu projetos no Oriente Médio e na Europa, criando espaços públicos, escolas, playgrounds e infraestruturas urbanas cotidianas por meio de colaborações de longo prazo com comunidades locais. Fundamentada em pesquisa participativa e tomada de decisão coletiva, essa abordagem foi reconhecida pelo ArchDaily Next Practices Awards 2025, destacando um modo de atuação em que a arquitetura é entendida como um processo compartilhado e em constante transformação, e não como um objeto fixo. Nesse contexto, o valor arquitetônico é medido pela continuidade, pelo uso e pelo senso de pertencimento coletivo, mais do que pela forma em si.

Projetar com, e não para: a prática participativa da CatalyticAction - Image 1 of 4Projetar com, e não para: a prática participativa da CatalyticAction - Image 2 of 4Projetar com, e não para: a prática participativa da CatalyticAction - Image 3 of 4Projetar com, e não para: a prática participativa da CatalyticAction - Image 4 of 4Projetar com, e não para: a prática participativa da CatalyticAction - Mais Imagens+ 21

Um Dia no Bazar: A Arquitetura Vista Através do Tempo

A arquitetura costuma ser representada como um objeto estável: um edifício capturado em um momento de clareza visual, isolado das contingências ao redor. Plantas, cortes e fotografias prometem legibilidade ao suspender o tempo. No entanto, muitos dos espaços públicos mais duradouros do mundo resistem completamente a esse modo de representação. Eles não foram feitos para serem compreendidos de imediato, nem revelam sua lógica apenas pela forma. Sua inteligência espacial emerge aos poucos — pela repetição, pela ocupação e pela duração.

O bazar se insere com firmeza nessa categoria. Ele não pode ser entendido por um único desenho ou por uma elevação finalizada. Sua organização não é fixa, é ensaiada diariamente. O que o sustenta não é apenas a composição arquitetônica, mas o tempo compartilhado, a memória coletiva e padrões de uso construídos ao longo dos anos. A convivência no bazar não nasce de decisões formais de projeto; ela é produzida por encontros repetidos, proximidades negociadas e familiaridade social acumulada no tempo.

Um Dia no Bazar: A Arquitetura Vista Através do Tempo - Image 1 of 4Um Dia no Bazar: A Arquitetura Vista Através do Tempo - Image 2 of 4Um Dia no Bazar: A Arquitetura Vista Através do Tempo - Image 3 of 4Um Dia no Bazar: A Arquitetura Vista Através do Tempo - Image 4 of 4Um Dia no Bazar: A Arquitetura Vista Através do Tempo - Mais Imagens+ 3

Projetando ruas sob a ótica do cuidado

Refletindo sobre a cidade moderna, Walter Benjamin descreveu o flâneur, uma figura que caminha sem destino definido, atento aos detalhes, aos encontros fortuitos e às narrativas que emergem do espaço urbano. Essa forma de estar na cidade, moldada pela observação e pela abertura ao inesperado, há muito tempo entra em tensão com os ideais racionalistas e funcionalistas que passaram a orientar o urbanismo ao longo do século XX. Ruas desenhadas prioritariamente para a eficiência e o fluxo raramente deixam espaço para desvios, pausas ou para a convivência de diferentes ritmos de vida.

Jane Jacobs também foi uma das vozes que questionaram essa lógica predominantemente racionalista, ao defender que ruas verdadeiramente vibrantes são aquelas capazes de sustentar a diversidade da vida cotidiana, suas trocas informais e as formas de cuidado e vigilância natural que delas emergem. O que esses autores compartilham é uma percepção fundamental: as ruas não são apenas infraestruturas de circulação, mas ecossistemas sociais, moldados pelas relações, usos e encontros que nelas acontecem.

Arquiteto colombiano Konrad Brunner morre aos 67 anos

O arquiteto colombiano Konrad Brunner faleceu nesta terça-feira, 25 de setembro, em Bogotá. Neto do famoso urbanista Karl Brunner, Konrad nasceu em 17 de novembro de 1950 na capital colombiana e formou-se na Universidade dos Andes em 1974.

Brunner fundou seu próprio escritório de arquitetura em 1978, destacando-se com obras como a Praça do Jubileu de Compensar, o plano diretor da Cidadela El Recreo (junto com Germán Samper e Gustavo Perry), os edifícios residenciais Arroyoviejo e El Vigía, e a Casa Vélez. Além disso, o arquiteto lecionava na Universidad de los Andes desde os anos 80.

Exposição Antes e Depois, as transformações do espaço público

A SEMANA DO CAMINHAR celebra o modo de deslocamento mais utilizado e mais incrível de se deslocar e interagir com as cidades: O CAMINHAR!