Diante das forças combinadas do crescimento populacional, da prosperidade econômica e da expansão urbana, as cidades vêm registrando um aumento expressivo na circulação de pessoas e mercadorias — reflexo direto da evolução dos sistemas de mobilidade nos ambientes urbanos. Com o avanço das tecnologias e a transformação dos meios de transporte, o reaproveitamento adaptativo de vagões de trem, cabines de avião e outras infraestruturas de serviço revela novas oportunidades para explorar seu potencial criativo. Materiais, tecnologias e ferramentas de projeto convergem em torno de um mesmo propósito: restaurar e ressignificar estruturas desativadas, para dar-lhes nova vida.
Capa do livro Avenida Brasil, rodovia metropolitana. Por um estatuto contemporâneo do espaço infraestrutural
A livraria Eiffel sediará, no dia 5 de abril (sábado), o lançamento do livro Avenida Brasil rodovia metropolitana. Por um estatuto contemporâneo do espaço infraestrutural. Prêmio IAB Nacional 2023, o livro defende o conceito da rodovia metropolitana, a partir de um estudo de caso do trecho urbano, inserido na cidade do Rio de Janeiro, da rodovia BR-101, para muito além da ideia de mobilidade, como espaço chave para o pensamento sobre o projeto e o planejamento urbano nas metrópoles brasileiras e do Sul Global. Com rica e ampla iconografia, o trabalho traz um Atlas Morfológico da Avenida Brasil, cuja visualização possibilita a
Convidamos para o lançamento do Livro: IN-FORMAL, Infraestrutura Urbana Revisitada. O evento ocorrerá na cidade de São Paulo no dia 05 de abril de 2025, na Livraria Eiffel no às 11 horas. Contaria com a presença dos autores: Professor e Diretor da FAU UFRJ Guilherme Lassance, e os alunos Lucas Freitas, Beatriz Gomes e Nicholas Manso. O evento será aberto ao público e contará com mediação de professores locais.
Breve resumo sobre a publicação: IN-FORMAL: Infraestrutura Urbana Revisitada trata do Rio de Janeiro como uma metrópole desigual, na qual florescem apropriações informais nas infraestruturas projetadas. A publicação se divide entre um
Este livro trata do Rio de Janeiro como uma cidade desigual, entendendo sua relação com o problema crônico da segregação sócio-espacial. A partir disso, é explorado o conceito de ‘oferta de cidade’, buscando distinguir-se das abordagens instruídas pela referência aos padrões urbanísticos da cidade formal. Os projetos de infraestrutura urbana têm sido concebidos segundo uma lógica monofuncional estritamente utilitária e de forma pouco integrada ao contexto urbano e social em que se implantam. A partir de um mapeamento de situações de apropriação informal de infraestruturas projetadas na metrópole carioca, o trabalho identifica e constrói uma série de categorias espaciais e
Google Earth e Maxar Technologies, organizado por Adriano Liziero (@geopanoramas)
O mundo está de olho na Amazônia. Dados geográficos desse território, de 6,74 milhões de km2, espalhado por oito países da América Latina, são constantemente estampados nas mídias nacionais e internacionais. Os números preferidos das matérias estão sempre vinculados a sua magnitude como a maior floresta tropical do mundo, o lar de 10% da biodiversidade mundial, a responsável por 15% da água doce do planeta. No entanto, pouco se fala sobre o que acontece debaixo de suas árvores, no chão onde as pessoas vivem.
No período de chuvas mais intensas, é recorrente o noticiário de desastres urbanos, como deslizamentos de terras, enchentes e alagamentos, com perda de vidas humanas e gravíssimos danos materiais. Na maioria dos casos, a vulnerabilidade das áreas atingidas já era conhecida, mas não se impediu sua ocupação. Via de regra, as áreas devastadas serão novamente ocupadas pelos sobreviventes tão logo quanto possível, sem que qualquer obra seja realizada para remover o risco.
Nos meses de verão é comum a ocorrência de dias muito quentes seguidos de chuvas intensas, com níveis pluviométricos altíssimos. Com isso, não é difícil verificar alagamentos e inundações nas grandes cidades. Mas há algumas soluções arquitetônicas e urbanas que podem auxiliar na melhoria da qualidade de vida das pessoas. É o caso de intervenções de infraestrutura verde e aplicação de biofilia.
mobilidade, mas também para outras funções urbanas, trazendo maior complexidade no uso, ocupação e desenvolvimento das cidades, assim como as escadarias, os elevadores, as calçadas, as ciclovias entre outros dispositivos de mobilidade ativa. Todos esses aparatos são conhecidos como “arquiteturas da mobilidade”.
O escritório BIG divulgou o projeto de um novo hub de transportes no coração de Västerås - uma das maiores cidades da Suécia. O ambicioso plano chamado "3B - Build Away the Barriers" prevê a reurbanização de 17 acres em torno de uma estação ferroviária numa tentativa de reconectá-la à cidade. Do modo como se encontra hoje em dia, os trilhos da estação dividem duas áreas da cidade; a proposta do BIG busca uni-las sob uma única "cobertura flutuante" moldada pelo "fluxo de pessoas e pela vida pública".
Crossrail, "o maior projeto de infraestrutura da Europa, custando mais, por exemplo, que as Olimpíadas de Londres", vem trilhando aos poucos seu caminho sob Londres. Podendo acessar a labiríntica coleção de túneis subterrâneos, Rowan Moore, do The Observer, disse que - apesar da superficial exaltação em torno disso - este empreendimento de £5 bilhões eventualmente valerá o investimento: além dos túneis e trilhos haverá cerca de 300 mil m² ("ou cerca de seis Gherkins") de espaços comerciais, e 100 mil m² de "áreas públicas". Leia o artigo completo aqui.
Nos primeiros anos do sistema de metrô da cidade de Nova York, a luz natural tinha um papel dominante na iluminação de espaços subterrâneos. A arquitetura enfatizava uma conexão com o céu, frequetemente através de aberturas zenitais implantadas nos canteiros centrais das avenidas.
Entretanto, provou-se extremamente difícil mantê-las limpas, e a luz eventualmente parou penetrar nos espaços subterrâneos. Com isso, a iluminação dos metrôs ficou exclusivamente a cargo da energia elétrica. Enquanto isso possibilitou grande flexibilidade nos projetos das estações, permitindo a construção em qualquer local e profundidade, também criou uma sensação de desorientação e alienação para alguns passageiros.
Para o projeto do Lower Manhattan's Fulton Center, a Arup, em conjunto com o arquiteto Grimshaw, procurou reconectar o sistema de metrô centenário ao mundo acima.
Fresh Hills / Matthew Rosenberg, Matt Melnyk, Emmy Maruta and Robbie Eleazer; Cortesia de LAGI
Scene-Sensor // Crossing Social and Ecological Flows / James Murray and Shota Vashakmadze; Cortesia de LAGIPIVOT / Yunxin Hu and Ben Smith; Cortesia de LAGIFresh Hills / Matthew Rosenberg, Matt Melnyk, Emmy Maruta and Robbie Eleazer; Cortesia de LAGI99 Red Balloons / Emeka Nnadi, Scott Rosin, Meaghan Hunter, Danielle Loeb, Kara McDowell, Indrajit Mitra, Narges Ayat, Denis Fleury; Cortesia de LAGI