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Globalizacao: O mais recente de arquitetura e notícia

Arquitetos peruanos buscam aprender das florestas do mundo: uma viagem pela Indonésia, Camarões, Honduras e Peru

12:00 - 24 Março, 2017
Arquitetos peruanos buscam aprender das florestas do mundo: uma viagem pela Indonésia, Camarões, Honduras e Peru, Cortesía de Construye Identidad
Cortesía de Construye Identidad

Paradoxalmente, os projetos mais interiorizados com seu país transcendem suas fronteiras. Pois, precisamente, seu trabalho de conexão interna e introspecção com as tradições das comunidades mais antigas e ocultas, leva-os a buscar mais conexões e ressonâncias fora dos limites. Esta viagem dentro-fora nos concerne a todos, vejamos o porquê...

O projeto "A través de las selvas del mundo", da associação peruana sem fins lucrativos Construye Identidad, é um trabalho multidisciplinar que vem sendo desenvolvido há mais de um ano nas comunidades da floresta peruana de Junín, documentando os desafios que enfrenta a arquitetura vernacular e o habitar da selva, na era da globalização e mudanças climáticas.

Agora começou a etapa seguinte, onde a equipe viajará ao longo da Franja Climática Tropical do mundo para visitar as selvas de quatro continentes, um país por continente: Indonésia, Camarões, Honduras e Peru. Estes foram selecionados com base na similaridade das características tanto geográficas como demográficas, os desafios econômicos e da riqueza cultural; a fim de evidenciar as problemáticas compartilhadas ao longo dos bosques tropicais do mundo.

Navotas: lugar dos mortos, cidade dos pobres

07:00 - 6 Março, 2015
Navotas: lugar dos mortos, cidade dos pobres, © Bagong Silang
© Bagong Silang

Branco e reluzente, o caixão adornado de flores, balões e recordações é carregado por quatro jovens escoltados por uma lenta procissão de familiares que percorre os corredores do cemitério público de Navotas (Filipinas), esquivando-se do lixo, das crianças e dos galos que cruzam livremente a caravana fúnebre. Há alguns dias, um jazigo ocupado há cinco anos foi limpo para receber o ocupante do caixão branco. Terminado o funeral, uma camada de tijolos garantirá a estadia do finado ao menos pelos próximos cinco anos.

Evento de rotina, a procissão é seguida pelos olhares de dezenas de crianças que têm nessa necrópole seu bairro. Aqui vivem seus pais e avós há mais de trinta anos, literalmente sobre as covas ou jazigos do cemitério banhado pela baía de Manila. 

"Os visitantes e moradores têm uma boa relação. Eles só querem que as tumbas sejam respeitadas e que ninguém as use como banheiro", conta um dos coveiros de Bagong Silang, assembléia do bairro que ocupa o cemitério. 

Saiba mais sobre a história do cemitério público de Navotas, a seguir.

© Bagong Silang © Bagong Silang © Bagong Silang © Bagong Silang + 6

Tornar-se um arquiteto global é o certo para você?

14:00 - 2 Março, 2014
Tornar-se um arquiteto global é o certo para você?, From upper left: “Chicago Thaws Into Spring,” “Bustling Beijing,” “Approaching London” © Flickr User CC Stuck in Commons. Used under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/'>Creative Commons</a>
From upper left: “Chicago Thaws Into Spring,” “Bustling Beijing,” “Approaching London” © Flickr User CC Stuck in Commons. Used under Creative Commons

A globalização trouxe consigo muitas coisas: a possibilidade de viajar, reconhecer familiaridade em qualquer cidade, e, mais importante para nós, criar oportunidades trans-continentais no design. Criou uma plataforma para jovens profissionais em uma escala que nenhuma outra geração pôde encontrar. Se você quer ser um arquiteto global, buscar projetos vencedores de prêmios, trabalhar ao lado de pessoas inspiradoras e aprender com elas, ser proativo e procurá-las; essencialmente, você precisa estar disposto a se deslocar.

Deslocar-se por uma carreira não é para todos e não acontece sem riscos (que serão citados mais tarde); entretanto, ter a oportunidade de viajar para uma nova cidade e aprender novas habilidades é uma experiência incrível que tivemos a sorte de conseguir realizar. Se este é o tipo de experiência que você procura, talvez ser um arquiteto global é o certo para você. Continue lendo para saber.

Invasive Aesthetics: um manifesto para reviver a identidade arquitetônica em nações em desenvolvimento

20:00 - 6 Julho, 2013
Invasive Aesthetics: um manifesto para reviver a identidade arquitetônica em nações em desenvolvimento, Dubai. © Daniel Cheong
Dubai. © Daniel Cheong

Entramos em uma era de "modernização", liderada pelo mundo ocidental. Em nossos tempos de expansão demográfica sem precedentes, o desenvolvimento de infraestruturas está correndo para atender a demanda da oferta. Como arquitetos e designers, temos sido pressionados a adotar o consumismo. A globalização tem sido adotada como uma solução para o problema. Os países em desenvolvimento têm equiparado a prosperidade econômica e sucesso com a adoção da "arquitetura contemporânea", numa tentativa de demonstrar liderança e inovação. E voilà, temos uma paleta de edifícios elegantes para atender as necessidades da população, bem como para "modernizar" a nossa paisagem. Sem dúvida, imitar a fórmula de países tecnologicamente avançados atrairá olhares para nós

Bem, certamente sim, mas não necessariamente de uma forma positiva. Está se criando uma uniformidade arquitetônica global com projetos promovidos por "gurus arquitetônicos" ocidentais que são replicados em todo o mundo. Estamos negligenciando elementos contextuais vibrantes e, consequentemente, construindo um mundo genérico que carece de facetas humanas. Não seria uma tragédia se Paris, Veneza e Barcelona fossem semelhantes? Não lamentaríamos a vibração das ruas parisienses em torno da Torre Eiffel, o romantismo das águas de Veneza e a monumental Sagrada Familia, que domina os céus de Barcelona? Será que realmente queremos um mundo que é, basicamente, uma imagem espelhada dos Estados Unidos?

Mais na sequência...