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Dança E Arquitetura: O mais recente de arquitetura e notícia

Dança vertical: uma nova forma de explorar a arquitetura

O que há de comum entre dança e arquitetura? Ainda que pareça evidente que estas duas disciplinas andam lado a lado, é difícil explicar como as vivências que experimentamos nos espaços arquitetônicos pela "dança do comum" são guardadas em nossa memória corporal e esta memória não divide as experiências por disciplinas, o que resulta em algo integrado e único. Isso foi experimentado por diversos autores em diferentes décadas e cada vez mais é evidente a inquietude de nossos corpos em explorar de diversas maneiras as edificações que formam as cidades.

Mesmo assim, não deixa de ser surpreendente o resultado da pesquisa dança-arquitetura realizada em diversas ocasiões por trabalhos que exploram as cidades através de suas danças. No entanto, é importante dizer que não se trata de uma atividade meramente contemplativa, pelo contrário, a forma como nos movemos pelas cidades nos fala de uma cultura específica em diversas situações urbanas. Nas palavras da filósofa Marina Garcés: O corpo já não é aquilo que nos amarra ao lugar, mas é a condição para todo lugar. É o ponto zero de todas as espacialidades que podemos experienciar e, ao mesmo tempo, de todos os vínculos que nos constróem, material e psiquicamente.

A dança da arquitetura: vídeos que exploram cidades e espaços através do corpo

O que é um edifício não habitado? Ele continua sendo arquitetura? Seria possível dizer que vivemos em uma coreografia constante e cotidiana que estruturamos todos os dias como nosso habitar no mundo? Diversos filósofos e teóricos da arquitetura abordaram durante muito tempo a questão da arquitetura não se tratar simplesmente de um conjunto de concreto, aço e vidro pronto para proteger seus usuários, mas que dela ser, também, todas as ações que abriga, todos os corpos, o conjunto de respirações e movimentos. Isso foi sendo cada vez mais reforçado a partir de diferentes teorias que abordam o corpo como ator e lugar; as teorias do corpo na arquitetura não são tão raras como imaginamos, posto que vários esforços como a consolidação da ergonomia e o modulor de Le Corbusier tentaram entender sua relação com a arquitetura e com os objetos com os quais nos relacionamos todos os dias.