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Alex Proyas: O mais recente de arquitetura e notícia

Cinema e Arquitetura: "Eu, Robô"

O início de "I, Robot" nos transporta de maneira eloquente graças ao, sempre meticuloso, trabalho do diretor Alex Proyas, a uma cidade cheia de movimento e prosperidade, onde a robótica e a inteligência artificial substituíram o homem nas suas atividades mais básicas, aumentando consideravelmente a eficiência da sociedade. Os robôs são utilizados para trabalhos pesados e pouco valorizados pelo homem moderno, como limpeza pública, serviços de transporte e trabalhos domésticos, além disso, eles se tornaram fiéis ajudantes no dia-a-dia.

Dentro da Chicago do futuro encontramos uma cidade automática, refletida sobretudo nos meios de transporte urbanos. Gigantescas auto-estradas atravessam a cidade acima do nível do solo em segundos e terceiros níveis, misturando-se com linhas de trem bala que oferecem ao homem um método eficiente e rápido de transporte. Todas elas parecem limpas e seguras, e os problemas de engarrafamento são uma recordação de um século pré-histórico.

Cinema e Arquitetura: "O Corvo"

Considerada uma obra cult, “O Corvo” é um filme emblemático, cujos elementos serviram de inspiração e têm sido adotados por vários cineastas. Marcado pela tragédia real de sua protagonista, cada aspecto emana melancolia, desespero e uma sensação agoniante das sombras em uma cidade onde o sol nunca aparece.

A estética do filme, está marcada dentro de uma época de mudança social onde os temores da sociedade já não vem dos agentes externos como a guerra ou um desastre nuclear, mas sim da própria natureza humana e sua degradação dentro das grandes cidades. Aqui a distopia aparece através da autodestruição dos modelos e das instituições estabelecidas. Prevalece a delinquência sobre a justiça, o abuso das drogas sobre um emprego honesto e o modelo familiar enfraquece, diante de pessoas que procuram, de maneira egoísta, a satisfação dos seus prazeres antes de se preocuparem com o paradeiro dos seus filhos.

Cinema e Arquitetura: "Dark City"

Uma das propostas mais pós-modernas que tive a oportunidade de desfrutar e talvez um dos trabalhos mais honestos em relação ao seu roteiro é Dark City, filme cheio de experimentação, inovadora para seu tempo mas que não contou com a sorte diante do público e da crítica em seu tempo. Hoje em dia foi feito justiça à sua imagem, e foi convertido em um filme cult, em grande parte, pelo ponto de inflexão que foi "The Matrix" quanto à sua concepção de cinema pós-moderno.

Cidade sem luz, congelada numa noite interminável onde nunca nasce o sol, mas ao mesmo tempo cidade escura pelo fato de que ninguém está ciente do desenvolvimento da cidade. As pessoas não se impressionam pela imagem de mudança da cidade, devido ao fato de estarem submetidas a um controle mental, mas ainda pode ver esse comportamento em nossa sociedade pós-moderna atual, em que ninguém parece se surpreender e fazer parte da rápida transformação da cidade.

Cinema e Arquitetura: Cidade das Sombras