O Prêmio Pritzker de Arquitetura de 2026 foi concedido este ano ao arquiteto chileno de ascendência croata, Smiljan Radić Clarke. Nascido em Santiago, Chile, em 1965, sua prática evoca uma geografia de extremos, moldada pela tensão tectônica entre o peso imponente dos Andes e a instabilidade sísmica do território. Após graduar-se pela Pontifícia Universidade Católica do Chile e prosseguir seus estudos em estética em Veneza, Smiljan Radić Clarke estabeleceu sua base em Santiago. Desde então, desenvolveu uma das visões mais singulares da arquitetura contemporânea. Sua obra privilegia a intensidade do momento através de uma arquitetura frágil. Nela, o edifício opera como um refúgio temporário e tátil que coloca o espectador em um estado de incerteza estética, oscilando entre a ruína ancestral e o artefato de vanguarda.
A Bienal de Arquitetura de Veneza é um evento organizado pelo Estado italiano que reúne algumas das mais prestigiadas exposições internacionais de arquitetura do mundo. O Giardini e o Arsenale são os principais palcos das exposições e pavilhões nacionais, aos quais se unem outros eventos paralelos distribuídos pelo território de Veneza.
Fundada em 1541 pelo conquistador espanhol Pedro de Valdivia sobre assentamentos indígenas no vale do rio Mapocho, Santiago é a capital e a cidade mais populosa do Chile. Este centro urbano sul-americano é contido pela Cordilheira dos Andes a leste e pela Cordilheira da Costa a oeste, além de contar com 26 cerros islas, seus morros, espalhados por toda a cidade. Alguns desses cerros islas foram transformados em parques urbanos, como Santa Lucía e San Cristóbal, enquanto Chena, Calán e Renca estão em processo de expansão.
Pirâmides alimentares são familiares a todos nós. Elas são guias visuais que mostram as proporções de alimentos que supostamente deveríamos ingerir diariamente para ter uma boa saúde. Composta por uma série de camadas compreendidas por tipos de alimentos - como grãos, farinhas, gorduras, vegetais, e outros -, na base localizam-se os alimentos que devem ser consumidos em maior quantidade, e a área vai reduzindo até o topo, onde a ingestão de determinados alimentos deve ser excepcional. Tal pirâmide varia conforme os países e as culturas e o principal propósito é orientar para uma vida equilibrada.
Se somos aquilo que comemos, será que é possível replicar isso na indústria da construção e nos nossos edifícios? Utilizando-se desta mesma linguagem visual de fácil compreensão, foi desenvolvida, no Centre for Industrialised Architecture (CINARK) da Royal Danish Academy, a Pirâmide dos Materiais de construção. A ideia era evidenciar o impacto ambiental dos materiais de construção mais comuns, concentrando-se na análise das três primeiras fases de vida dos mesmo: Extração da matéria-prima, Transporte e Manufatura.