Iwan Baan

NAVEGUE POR TODOS OS PROJETOS DESTE FOTÓGRAFO

Atmosferas brancas: criando espaços calmos com divisórias de tecido

No apogeu do modernismo, arquitetos como Le Corbusier e Mies van der Rohe exaltaram o valor estético das superfícies brancas, que eles viam como uma conotação de pureza e simplicidade. A Casa Farnsworth de Mies van der Rohe, por exemplo, combinou a brancura despojada de seu esqueleto estrutural com amplas esquadrias do chão ao teto, usando a luz natural envolvente para elevar ainda mais as aspirações já celestiais do espaço. Hoje, alguns arquitetos e designers contemporâneos desenvolveram a estética sublime da arquitetura moderna de alta tecnologia usando divisórias com tecidos translúcidos, complementando a pureza das paredes brancas com o jogo etéreo de luz e sombra dos tecidos. Abaixo, discutimos diferentes estratégias projetuais para trabalhar com tecidos brancos dessa forma e incluímos dois exemplos de projetos que usaram tecidos translúcidos de maneiras suaves, mas inovadoras.

Jardim de Infância YueCheng / MAD Architects

© Arch Exist© Arch Exist© Iwan Baan© Fangfang Tian+ 37

  • Arquitetos: MAD Architects
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  10778
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2020

Como cidades mais verdes podem ajudar a criar um futuro equitativo?

Compreender os motivos que engendram desigualdades econômicas e sociais em nossa sociedade é um dos tópicos mais controversos e amplamente debatidos no campo do urbanismo. É evidente que esta é uma questão complexa, onde muitos fatores devem ser considerados—sendo um deles a localização e acessibilidade às áreas verdes em uma cidade. Embora parques urbanos sirvam como espaços de convívio e lazer, construindo comunidades, seus benefícios para a saúde pública nem sempre compensam. Em muitos casos, a instalação de áreas verdes se dá às custas de um amplo processo de gentrificação e expulsão das comunidades mais pobres. Neste contexto, nos cabe pensar em soluções que nos permitam construir cidades melhores, mais verdes e principalmente, mais inclusivas e portanto, menos desiguais.

Casa NA / Sou Fujimoto Architects

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  • Arquitetos:  Sou Fujimoto Architects
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  85

Arquitetura no México: projetos para entender o território de Chihuahua

Taller del Desierto / ARACHI / ENORME Studio. Image Cortesía de ENORME StudioFórum do Cidadão Antelia / República Portatil. Image © Dès vuBasketcolor: identidad, juego y resiliencia en la frontera de México. Image Cortesía de Nómada Laboratorio UrbanoCasa Pedregal / Garza Maya Arquitectos. Image Cortesía de Garza Maya Arquitectos+ 29

Chihuahua é um estado localizado na região noroeste do México que faz fronteira com os Estados Unidos e se limita geograficamente com os estados de Novo México, Texas, Coahuila, Durango, Sinaloa e Sonora. Conta com 247.455 km² de superfície e é o terceiro estado mais populoso do país.

Arquitetura subterrânea: mimese e eficiência térmica

A arquitetura como resultado da ação humana sobre a paisagem, confronta-se sempre com o desafio de construir relações entre o espaço construído e o contexto natural específico. Quando tratamos de edifícios enterrados, este vínculo se torna ainda mais evidente além de um fator fundamental para o sucesso do projeto. Neste contexto, a decisão de intervir na paisagem natural, seja enterrando ou aterrando, geralmente trás uma série de benefícios para um projeto de arquitetura, entre os quais podemos destacar a integração com o contexto e outros benefícios técnicos, como por exemplo, uma melhor eficiência termodinâmica.

Como fotografar arquitetura?

Em nossos tempos modernos, a cultura obcecada pela imagem nos faz consumir uma grande quantidade de arquitetura através de fotografias, ao invés de experiências físicas e espaciais. As vantagens da fotografia de arquitetura são muitas: permitem que as pessoas obtenham uma compreensão visual de edifícios que talvez nunca tenham a oportunidade de visitar, criando um recurso valioso que permite expandir nosso vocabulário arquitetônico. No entanto, devemos permanecer críticos em relação às desvantagens da fotografia quando se trata de arquitetura. Jeremy Till, autor de "Architecture Depends,” (Arquitetura Depende, ainda sem versão em português) resume isto no capítulo "Out of Time" (Fora do tempo): "A fotografia permite que esqueçamos o que veio antes (o sofrimento do trabalho prolongado para cumprir com a entrega de um edifício completamente formado) e o que está por vir depois (as intempéries do tempo, sujeira, usuários, reformas). Ela congela o tempo. A fotografia de arquitetura 'eleva o edifício para fora do tempo' e proporciona um consolo para os arquitetos que podem sonhar por um momento que a arquitetura é um poder estável existente por sobre as marés do tempo".

© Iwan Baan© Iwan Baan© Balint Alovits© Iwan Baan+ 10

Como as arquiteturas flutuantes não afundam?

O ambiente aquático sempre fascinou sonhadores e pesquisadores. Por volta de 1960, em meio à acirrada corrida espacial da Guerra Fria, o explorador francês Jacques Cousteau desenvolveu equipamentos para desvendar as profundezas do mar - como o Aqualung - que permaneciam tão ou mais inexploradas que o próprio espaço sideral. Ele chegou a afirmar que em 10 anos poderíamos ocupar o fundo do mar como “aquanautas” ou 'oceanautas”, onde seria possível passar períodos longos, extraindo recursos minerais e até cultivando alimentos. Sessenta anos depois o fundo do mar ainda é reservado a poucos, e a humanidade tem se preocupado mais com as enormes quantidades de plástico nos oceanos e o aumento do nível dos mares por conta do aquecimento global. Mas estar próximo de um corpo d’água continua fascinando grande parte das pessoas. Seja por interesse ou pela necessidade de ganhar espaço em cidades com riscos de inundação ou populosas demais, propostas utópicas e exemplos interessantes de arquiteturas flutuantes têm figurado no arquivo de projetos do ArchDaily. Mas quais as diferenças fundamentais entre construir casas em terra e casas na água e de que forma esses edifícios permanecem na superfície e não afundam?

Ícones da arquitetura de Dallas: a nova paisagem cívica do Texas

Embora Dallas não seja a cidade mais famosa ou conhecida do Texas, ela tem se estabelecido como um ponto de referência no mapa da arquitetura contemporânea. Muito disso se deve ao fato de sua altíssima concentração de estruturas arquitetônicas projetadas pelas mãos dos mais importantes e afamados arquitetos e escritórios de arquitetura do mundo. Como uma das cidade com maior concentração de estruturas arquiteturas icônicas por quilômetro quadrado dos Estados Unidos e do mundo, Dallas é habitada por projetos desenvolvidos por nada mais nada menos que seis arquitetos vencedores do Prêmio Pritzker. Da Ópera de Norman Foster ao Museu da Natureza e Ciência de Thom Mayne, esses são alguns dos projetos mais emblemáticos que fazem de Dallas, a capital texana da arquitetura contemporânea.

© Jason O’Rear© Iwan Baan© Alan Karchmer© Casey Dunn+ 11

Funcionais e simbólicas: claraboias circulares em residências e edifícios públicos

Don Bosco Church / Dans arhitekti. Image © Miran KambičTienda Selo / MNMA studio. Image © André KlotzPrivate Gymnasium Pavilion & Guest Unit / Malan Vorster Architecture Interior Design. Image © Adam LetchLitibú Bungalow / PALMA. Image © Luis Young+ 25

Durante a primeira metade do século II dC, um dos edifícios mais emblemáticos da história da arquitetura foi erguido em Roma: o Panteão de Agripa. Sua principal característica é uma cúpula de concreto arrematado em uma abertura central perfeitamente redonda. Este óculo deu início a uma série de projetos posteriores que destacaram o valor das aberturas circulares, replicadas como claraboias envidraçadas e como elementos de composição em fachadas, evoluindo, por exemplo, em direção às rosáceas detalhadas e coloridas das antigas basílicas góticas. Em todas as suas configurações, o óculo (do latim Oculus, que significa olho) apresenta-se com um simbolismo que vai além da janela tradicional: sua projeção luminosa marca graciosamente a passagem do tempo, tornando-se um marco que permite um destaque solene espaço ou elemento arquitetônico.

Como a inteligência artificial transformará a arquitetura até 2050

É inegável que a inteligência artificial está transformando a maneira como projetamos e construímos nossos edifícios e cidades. Acredita-se que nos próximos trinta anos, até 2050, a incorporação de tais avanços tecnológicos serão amplamente sentidos em todos os aspectos da nossa vida cotidiana. Tendo em vista todos os desafios que se desenham à nossa frente, incluíndo as mudanças climáticas e a dificuldade cada vez maior de acesso à moradia, a inteligência artificial – se utilizada da maneira certa –, pode ser um dos nossos principais aliados para transformar um potencial futuro distópico e um mundo habitável e sustentável. Ao imaginarmos o futuro hoje, é impossível não tentar prever como será a vida daqui a trinta anos, e está cada vez mais difícil, dissociar a imagem do futuro como uma realidade definitivamente entrelaçada e dependente das novas tecnologias.

© Foster + Partners© Foster + Partners© Iwan Baan© Ivan Avdeenko+ 11

Renders vs. realidade: o antes e o depois na obra de renomados arquitetos

Hoje em dia é quase impossível ver uma apresentação de projeto de arquitetura sem que a mesma esteja acompanhado de imagens. Independentemente do método ou software utilizado, renderes são atualmente uma ferramenta extremamente valiosa para dar voz à uma série de elementos bastante abstratos para aqueles que não estão habituados com a linguagem técnica de um projeto de arquitetura. Além de nos aproximar cada vez mais da realidade visível, imagens renderizadas são capazes de traduzir ideias em formas concretas. E quando aprovadas, tais imagens passam a ser vistas como uma promessa de futuro, seja para os clientes, investidores ou para cada um de nós.

© Dean Kaufman© Iwan Baan© Rasmus Hjortshøj - COAST© Iwan Baan+ 15

Museu ICA Miami / Aranguren&Gallegos Arquitectos

Cortesia de Aranguren&Gallegos Arquitectos© Fredrik NilsenCortesia de Aranguren&Gallegos Arquitectos© Iwan Baan+ 22

  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  3
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2017
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes: Armstrong Ceilings, Alu-Stock, Cree, XAL

Instituto de Arte Contemporânea / Diller Scofidio + Renfro

© Iwan Baan© Nic Lehoux© Iwan Baan© Iwan Baan+ 18

  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  6038
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2006
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes: Bendheim, Design Communications, Karas and Karas Glas, Naturally Durable, Oldcastle APG, +3

Complexo Galaxy Soho / Zaha Hadid Architects

© Iwan Baan       © Iwan Baan       Cortesia de Zaha Hadid Architects© Iwan Baan       + 19

  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  332857
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2012
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes: Flowcrete

Arquitetura mexicana: projetos para entender o território de Sinaloa

Jardim Botânico / Tatiana Bilbao S.C.. Image © Iwan BaanCarpa Olivera / Colectivo Urbano. Image © Onnis LuqueDepartamentos Condesa / MZMX taller de arquitectura. Image © Marcos BetanzosHotelito Claussen / EPArquitectos. Image © César Béjar+ 13

Sinaloa é um estado localizado na região noroeste do México, limitado geograficamente pelos estados de Sonora, Chihuahua, Durango, Nayarti e a oeste com o Golfo da Califórnia e o Mar de Cortés. Com mais de 58 mil quilômetros quadrados de área, é o estado agrícola mias importante do país.