No verão de 2022, Iwan Baan completou uma peregrinação urbana pelas ruas de Praga, na República Tcheca. Durante sete dias, o fotógrafo registrou a cidade a pé, de bicicleta e de helicóptero, capturando a essência do tecido urbano, desde o centro até a periferia, além da paisagem ao longo do rio Vltava. Apresentando a cidade como uma entidade crua e muitas vezes negligenciada, Baan exibiu suas fotografias na exposiçãoIwan Baan: Prague Diary, realizada no ano passado no CAMP.
O estúdio Urban Radicals apresentou o pavilhão temporário “A Brick for Venice” (Um tijolo para Veneza) como parte do programa “Time Space Existence” do Centro Cultural Europeu, uma iniciativa paralela à Bienal de Arquitetura de Veneza de 2023. Todas as paredes do pavilhão foram feitas com barro dos canais da cidade de Veneza. A instalação é o primeiro protótipo para o novo material de construção à base de resíduos desenvolvido pelo estúdio.
No competitivo mundo dos restaurantes — especialmente em um momento no qual os influenciadores estão ganhando cada vez mais controle sobre a esfera da alta gastronomia — criar uma experiência memorável de refeição é crucial para atrair e reter clientes. Enquanto fatores como qualidade da comida e serviço desempenham papéis cruciais para fazer com que os clientes voltem ao restaurante de sua escolha, o impacto que os interiores podem ter na longevidade do estabelecimento não deve ser negligenciado. Entre os vários elementos que contribuem para uma atmosfera memorável, a cor se destaca.
Transcender a ideia de um tempo progressivo, linear e ocidental. Criar estratégias de contorno, atravessar limites e escapar das impossibilidades colocadas pelo mundo. Atenta à “política de movimento e movimentos políticos entrelaçados nas expressões artísticas,” a 35ª Bienal de Artes de São Paulo - coreografias do impossívelapresenta, através da intervenção espacial e de sua lista de participantes, modos de se relacionar que expandem os aspectos culturais e sociais que demarcam o sentido – aparentemente insuperável – da crise que enfrentamos como sociedade.
Para se aprofundar em como as questões espacial, territorial e arquitetônica se colocam na próxima edição de uma das maiores e mais importantes exposições de arte do mundo, conversamos com o coletivo de curadores* formado por Diane Lima, Grada Kilomba, Hélio Menezes e Manuel Borja-Villel.
O que é a cidade? E o contrário de mata. O contrário de natureza. A cidade é um território artificializado, humanizado. A cidade é um território arquitetado exclusivamente para os humanos. Os humanos excluíram todas as possibilidades de outras vidas na cidade. Qualquer outra vida que tenta existir na cidade é destruída. Se existe, é graças à força do orgânico, não porque os humanos queiram.
Fui criado numa casa de chão batido, onde andava descalço. As galinhas e os outros animais conviviam conosco dentro de casa. Quando uma galinha estercava na casa de chão batido, a parte úmida do esterco, das fezes da galinha, era absorvida pela terra. Tirávamos a parte sólida e jogávamos no quintal para servir de adubo. Para o povo da cidade, isso é um horror. Pisar as fezes da galinha? Impossível! Tem que ter uma cerâmica bem lisinha para poder enxergar qualquer outra vida, qualquer outro vivente que estiver ali, para poder desinfetar e matar qualquer microrganismo. Matar até o que não se vê. Para andar descalço, é preciso desinfetar o chão: a cerâmica foi criada porque os humanos não podem pisar a terra. Os calçados foram criados porque os humanos não podem pisar a terra. Porque a terra é o anseio original.
https://www.archdaily.com.br/br/1004170/cidades-e-cosmofobiaAntônio Bispo dos Santos
À medida que reconhecem a crescente importância da inovação no cenário empresarial de hoje, os escritórios de arquitetura estão passando por uma transformação. Empresas de diversas indústrias também começaram a valorizar o impacto do design na resolução de desafios, graças ao sucesso de startups focadas neste âmbito, como o Airbnb. Tradicionalmente confinados ao desenho de estruturas físicas, os escritórios de arquitetura estão ampliando seu escopo e abraçando a pesquisa e a inovação como elementos integrais de seu processo de projeto. Com a criação de divisões de pesquisa e inovação, esses escritórios não apenas aprimoram suas próprias práticas, mas também oferecem sua expertise para lidar com as necessidades em constante evolução de nossa era — desde avanços humanos e tecnológicos até inovação estratégica.
Infraestudio é uma prática de arquitetura e arte radicada em Havana, Cuba, que tem se mantido obcecada pela ficção desde a sua fundação em 2016. Fernando Martirena, Anadis González, entre outros membros e colaboradores, trabalham com o narrativo e o discursivo em diferentes frentes: do projeto de edifícios, a pesquisas, exposições, textos e ativismo. Isso lhes permite operar discretamente em uma cidade singular, mostrando como é fazer arquitetura contemporânea em Cuba.
Por esses motivos, o Infraestudio foi selecionado pelo ArchDaily como uma das melhores novas práticas de arquitetura de 2023. Eles preocupam-se em criar uma arquitetura que se esconde na paisagem, mostrando o vazio como representação de uma ideia, não pensando em formas, mas em estratégias, e construindo com o mínimo necessário.
Nos últimos anos, o foco em materiais sustentáveis, alinhados à agenda ecológica e de baixo carbono se intensificou na indústria da arquitetura. Em meio a esse interesse, a arquitetura derivada do cânhamo está gradualmente ganhando força e escala global. Materiais à base de cânhamo surgiram como uma alternativa favorável aos industrializados tradicionais, apresentando uma infinidade de benefícios que poderiam revolucionar a indústria da construção. Apesar de sua grande promessa, vários obstáculos impedem a adoção generalizada do cânhamo, inibindo seu potencial transformador na indústria da construção.