Com apenas cinco dias até o anúncio dos finalistas, ainda há tempo para escolher seus projetos favoritos ao Prêmio Obra do Ano 2026. Maior premiação arquitetônica do mundo lusófono, decidida por voto popular, o Obra do Ano existe para reconhecer os melhores projetos arquitetônicos publicados todo ano no ArchDaily Brasil.
Dez anos atrás, o ArchDaily Brasil lançou a primeira edição do Prêmio Obra do Ano. Durante esta última década, centenas de projetos arquitetônicos têm sido reconhecidos como os melhores do mundo lusófono, graças à inteligência coletiva dos leitores do ArchDaily Brasil.
Tecer não é apenas uma habilidade técnica, mas também uma forma de projetar experiências materiais. O envolvimento no processo da tecelagem nos permite estruturar, comunicar, refletir e conectar nossos desenhos. Ao experimentar diferentes estruturas de tecido, temos insights sobre como os materiais se comportam sob tensão e compressão. Esse entendimento nos ajuda a ultrapassar os limites dos materiais, resultando em estruturas que ampliam e testam as propriedades dos elementos.
No País dos Arquitectosé um podcast criado por Sara Nunes, responsável também pela produtora de filmes de arquitetura Building Pictures, que tem como objetivo conhecer os profissionais, os projetos e as histórias por trás da arquitetura portuguesa contemporânea de referência. Com pouco mais de 10 milhões de habitantes, Portugal é um país muito instigante em relação a este campo profissional, e sua produção arquitetônica não faz jus à escala populacional ou territorial.
O Grupo BANGA lançou, em setembro deste ano, um concurso para projetar a próxima Cabana de Arte. A competição, aberta a estudantes e arquitetos recém-formados de Angola, buscava propostas para um espaço expositivo dedicado à obra do artista angolano Muamby Wassaky, que explora elementos típicos da construção tradicional para criar esculturas e instalações.
A 8ª edição do festival Arquiteturas Film Festival, que acontecerá entre os dias 1 e 6 de junho em Lisboa, explora o tema “Bodies Out of Space” através de uma excursão sobre a construção social do espaço conectado a um fio que circula dentro das suas próprias narrativas de dominação. Narrativas também sobre identidade que, muitas vezes, é retirada ou forçada a representar o nosso corpo.
Luanda, Angola. Foto de Eugene Kaspersky, via Visualhunt. Licença CC BY-NC-SA
A pandemia da Covid-19 veio a exacerbar as várias deficiências sanitárias e de infraestrutura nos países em vias de desenvolvimento, em particular Angola, que já carrega o fardo de sucessivas recessões econômicas.
Grupo BANGA. Em sentido horário: Yolana Lemos, Kátia Mendes, Gilson Mendes, Mamona Duca e Elsimar de Freitas. Image Cortesia de Grupo BANGA
O momento talvez nunca tenha sido tão propício a investirmos nossas energias em projetos virtuais, afinal, fomos parcialmente privados do contato com o mundo concreto das coisas. Explorando a particularidade do momento atual e a potência de engajamento da internet, um grupo de arquitetas e arquitetos de Angola deu início a um trabalho ambicioso: buscar uma nova identidade para a arquitetura angolana.
Fachada do pavilhão de Yolana Lemos. Image Cortesia de Cabana de Arte
Ainda pouco visada pela mídia internacional, a produção arquitetônica contemporânea da Angola enfrenta, à semelhança de boa parte de seus vizinhos africanos, realidades sociais e econômicas que não contribuem com sua difusão. Quando às dificuldades habituais da arquitetura são somadas ainda outras, derivadas de intenso processo de neocolialismo, fica realmente difícil tirar as boas ideias do papel, construí-las de fato. Tensionando a relação entre o concreto e o digital, o grupo angolano Banga recorre ao espaço virtual para dar vida a projetos que mesclam arquitetura, experiências sensoriais e arte.
Luanda, Angola. Imagem de mbrand85, via Shutterstock
Este artigo é um exercício de observação e análise das diferentes formas de ocupação e uso do solo em tecidos urbanos informais ou autoproduzidos nos arredores de Luanda, e sua relação com o centro urbano consolidado da capital angolana.