Em 2016, o ganhador do Prêmio Pritzker Alejandro Aravena anunciou que seu escritório, ELEMENTAL, havia liberado os direitos a quatro de seus projetos de habitação social, e todos os documentos seriam disponibilizados em seu site para uso público. O objetivo de Aravena era iniciar um movimento em que os arquitetos trabalhariam juntos para enfrentar os desafios do mundo em torno da escassez de moradias e da acessibilidade econômica, especialmente com o aumento da migração. Os conjuntos de desenhos compartilhados e uma descrição dos princípios do projeto fornecem aos arquitetos a documentação necessária para construírem uma casa de baixo custo, incentivando os projetistas a fazerem o mesmo com seu trabalho, os empreiteiros a ajudarem na construção dessas casas e os governos a mudarem seu pensamento sobre como eles podem abordar a urbanização em massa. Seis anos depois, como o conceito de arquitetura open source progrediu, e como isso impactou a profissão do arquiteto desde então?
A arquiteta Lina Ghotmeh, nascida em Beirute e radicada em Paris, foi selecionada para projetar o 22º Serpentine Gallery Pavilion. Intitulada À Table, expressão francesa que significa "sentar juntos para comer", sua proposta apresenta uma estrutura esguia de madeira com nove pétalas plissadas sustentadas por nervuras radiais. Dentro do pavilhão, um anel de mesas e bancos convida os visitantes a entrar, sentar e relaxar, comer ou trabalhar juntos. De acordo com a arquiteta, o espaço modesto e a cobertura baixa visam fazer com que as pessoas se sintam próximas à terra. O Serpentine Pavilion receberá o públcio de junho a outubro de 2023.
Visualize seu bairro ideal. Talvez seja em uma rua sem saída nos subúrbios, onde cada vizinho tem um gramado bem cuidado, uma garagem para dois carros e todos se cumprimentam amigavelmente a caminho do trabalho. Ou talvez você more em um arranha-céu em um centro urbano denso, use o transporte público para ir ao escritório cinco dias por semana e cumprimente o porteiro ao sair. Seja qual for a aparência do seu bairro, sempre há a sensação de querer conhecer as pessoas que moram perto de você — ou pelo menos uma confiança tácita umas nas outras para garantir que seu entorno esteja seguro. O que acontece quando a tecnologia junta você e seus vizinhos para relatar os acontecimentos locais? Seria isso algo bom, ou criaria uma estranha situação de vigilância distópica?
“Nós moldamos nossos edifícios; depois eles nos moldam.” Apesar das palavras de Winston Churchill, os arquitetos são moldados por nossa cultura e seu trabalho reage a ela. O fato da nossa cultura evoluir faz com que a prática da arquitetura também evolua. O que é tido como “novo” na prática arquitetônica tem mudado de forma acelerada, explodindo no século XXI com as novas tecnologias que alteraram drasticamente o cenário num ritmo ainda mais intenso que o da Revolução Industrial 200 anos atrás.
A urbanização e a evolução das cidades modernas levaram ao desenvolvimento de edifícios em altura, os famosos arranha-céus. Tradicionalmente projetados com concreto como o principal material estrutural, sua construção implica um aumento de emissões de CO2 liberadas na atmosfera, poluição do ar e o alto consumo de energia e água. Essas consequências exigem o desenvolvimento de novas estratégias sustentáveis fora da zona de conforto do setor, como a incorporação da madeira como um elemento estrutural. A madeira laminada cruzada (CLT) emergiu como uma nova estratégia estrutural que os arquitetos chilenos começaram a incorporar à arquitetura do país, adaptados às condições e normas locais.
O "Projeto Tamango", da Tallwood Architects, é um exemplo dos desafios e oportunidades da construção de madeira no país e na região, pois pode ser potencialmente o primeiro edifício de 12 andares com uma estrutura de madeira engenheirada. Alterando os paradigmas tradicionais de construção da área, Tamango representa um passo para soluções sustentáveis que seguem um processo de design integrado através de todos os estágios de um projeto arquitetônico.
Quando alguém entra em um Starbucks, sabe quase instantaneamente que está no famoso café, e não em um McDonald's. Além da equipe uniformizada e de uma placa gigante na porta, existem inúmeros outros fatores que fazem um Starbucks parecer um Starbucks. Texturas, materiais, formas, cores, layouts, móveis e iluminação contribuem para a experiência de estar em um ambiente de marca reconhecida. Esses elementos são reproduzidos pelo mundo para criar uma imagem identificável. À medida que os padrões econômicos mudam, as marcas buscam estender suas identidades em experiências espaciais, a fim de se envolver melhor com seus clientes.
Missões Jesuíticas em em São Miguel das Missões (RS). Foto: Pedro Mascaro
A partir de agora, o público poderá ter a experiência de visitar a exposição itinerante 7 Povos – Retratos de um Território na versão virtual. Trata-se de uma remontagem da mostra que já aconteceu de forma presencial em três locais do país: Memorial do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre (RS); Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo, em São Miguel das Missões (RS); e no Centro Cultural do Patrimônio Paço Imperial (CCPPI), no Rio de Janeiro (RJ). Com o lançamento na versão online, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) tem o objetivo de levar à mostra a um público ainda mais amplo, não apenas do Brasil, mas também internacional.
https://www.archdaily.com.br/br/993010/iphan-lanca-exposicao-7-povos-retratos-de-um-territorio-em-formato-digitalArchDaily Team
Tempo Arquitetos. Image Cortesia de SP Urbanismo e C40 Cities
A implantação de um novo parque urbano sob o Viaduto Santa Ifigênia e de um mirante na Avenida Senador Queirós, a ampliação de calçadas e reorganização do trânsito na Praça Alfredo Issa, o aumento de área verde na Praça Dr. João Mendes e uma nova Praça Clóvis Beviláqua para ocupação das pessoas. Essas são algumas das soluções urbanísticas apresentadas pelos vencedores do Concurso Internacional Reinventing Cities São Paulo para a requalificação de quatros espaços públicos no centro da cidade.
https://www.archdaily.com.br/br/992887/conheca-os-vencedores-do-concurso-reinventing-cities-sao-pauloArchDaily Team
Auckland, Nova Zelândia. Foto de Kirsten Drew, via Unsplash
Mergulhada em uma crise habitacional há cerca de uma década, a Nova Zelândia modificou sua lei de zoneamento para permitir que mais moradias médias sejam erguidas nos maiores municípios da nação.
A iniciativa surge como resposta à escassez de oferta de unidades, aos valores elevados das propriedades e dos aluguéis e para reduzir o “abismo” cada vez maior entre a renda da população e os custos dos imóveis, como detalha matéria do jornal The Guardian.
https://www.archdaily.com.br/br/992740/as-licoes-da-nova-zelandia-para-aumentar-a-oferta-de-moradiaSomos Cidade
Ao encerrar 2022, fizemos uma retrospectiva de como este ano trouxe novas adaptações na maneira como vivemos, trabalhamos e interagimos com nosso ambiente construído, especialmente após anos de mudanças sem precedentes. Uma maneira de descrever a identidade de design deste ano é dizendo que não há uma. Nesse período de transição, a inspiração veio de viagens ao exterior, de mundos virtuais imersivos, da comunhão com o planeta, de plataformas que promovam as individualidades e suas expressões, e de uma geração conhecida por suas perspectivas ousadas.
A cozinha surge como um ambiente que perpassa diversas questões dentro da domesticidade. De espaço de trabalho para uma boa bem-vinda mesa de encontros, essa área evoluiu muito com o passar do tempo: projetos mais funcionais, diferentes materiais e texturas que passaram a aprimorar a experiência gastronômica e, mais do que isso, deixou de ser um ambiente fechado em si para se abrir ao exterior, explorando através da permeabilidade uma melhor qualidade de luz e trazendo maior prazer para quem o ocupa.
Os recuos laterais configuram a distância que deve haver entre a construção e o limite lateral do terreno. Planos diretores, código de obras ou leis de zoneamento determinam o afastamento mínimo que deve ser obedecido para garantir que a construção usufrua de uma melhor aeração, insolação e permeabilidade. Embora esse recurso traga diversas qualidades para o ambiente construído, muitas pessoas não sabem como aproveitar o espaço dado pelo recuo e, muitas vezes, ele se torna apenas um corredor de passagem.
No País dos Arquitectos é um podcast criado por Sara Nunes, responsável também pela produtora de filmes de arquitetura Building Pictures, que tem como objetivo conhecer os profissionais, os projetos e as histórias por trás da arquitetura portuguesa contemporânea de referência. Com pouco mais de 10 milhões de habitantes, Portugal é um país muito instigante em relação a este campo profissional, e sua produção arquitetônica não faz jus à escala populacional ou territorial.
Neste episódio da quarta temporada, Sara conversa com Teresa Nunes da Ponte sobre a reabilitação do Palácio de Santa Catarinos e os séculos de história da cidade de Lisboa. Ouça a conversa e leia parte da entrevista a seguir.
O escritório de artes e pesquisa baseado em Londres e Tóquio, MSCTY, é uma agência líder global em música e arquitetura criada em 2010. "Acreditamos que as coisas que ouvimos são tão importantes quanto as que vemos".
A MSCTY dá palco a ambientes urbanos através de artistas que interpretam qualidades espaciais e arquitetônicas em sua música. Fortes conexões com a cena musical da Estônia e um amor pela paisagem urbana em rápido desenvolvimento, mas crua e historicamente rica, levaram a uma encarnação especial do projeto - MSCTY x Tallinn.
Um programa de caráter público cumpre diversas funções que além de aprimorar a dinâmica social do entorno, pode ser um importante fator para aumentar a sensação de pertencimento, a oferta de empregos e serviços, e a qualidade de vida no espaço. Por isso, após apresentar projetos habitacionais populares desenvolvidos em comunidades brasileiras, buscamos por equipamentos culturais que ocupam zonas rurais e urbanas menos privilegiadas em questões de infraestrutura.
Ouvimos muito frases como "você deve dormir no mínimo 8 horas por dia". É do conhecimento geral que isso traz benefícios inestimáveis à saúde, desde reduzir os níveis de estresse e manter o sistema imunológico forte, até melhorar as habilidades de concentração, memória e tomada de decisão. Para garantir uma boa noite de descanso, ter uma cama confortável que atenda às necessidades dos usuários é fundamental, especialmente considerando que os humanos passam um terço de toda a sua vida dormindo. Assim, quando arquitetos, designers e proprietários são confrontados com diferentes opções de cama disponíveis no mercado, a decisão deve ser cuidadosamente pensada e levar em consideração vários fatores, relacionados à estética ou à funcionalidade. Mas antes que qualquer decisão estilística ou material seja tomada, é crucial começar com o básico: definir o tamanho do colchão.
David Adjaye, em parceria com a Bedrock e a prefeitura de Cleveland, apresentou o masterplan para o Cuyahoga Riverfront, um projeto de logo prazo que transformará 14 hectares às margens do rio Cuyahoga visando melhorar a acessibilidade, a equidade, sustentabilidade e resiliência da área central da cidade. O projeto abrange a rica história da cidade e sua conexão com a natureza e cria uma infraestrutura sustentável que prioriza o movimento de pedestres e ativa espaços públicos abertos. David Adjaye, arquiteto britânico-ganês, foi premiado com a Ordem do Mérito da Grã-Bretanha, tornando-se o quinto arquiteto a receber a honraria.
Pensar a marcenaria em áreas molhadas é uma das partes fundamentais do projeto de interiores. No caso dos banheiros, além de criar espaços para armazenamento de produtos de higiene pessoal ou toalhas, a marcenaria pode servir como elemento que compõe o espaço ao trazer diferentes possibilidades de decoração ou, ainda, esconder tubulações.