
A construção de Brasília é um feito relevante em termos históricos e arquitetônicos. Para o movimento moderno brasileiro, consagrou definitivamente os nomes de Lucio Costa e Oscar Niemeyer como seus maiores representantes, e erigiu a cidade modernista para ser colocada à prova como a nova ordem urbana. Contudo, a cidade não surgiu sozinha, e nem completamente utópica, moderna e modernizante. Veio acompanhada de cidades vizinhas, entre planejadas e orgânicas, construídas simultaneamente à nova capital.
Enquanto se organizava o concurso para definir a proposta arquitetônica que desenharia a nova capital, em 1956, a quantidade de migrantes que chegavam ao planalto em busca de emprego e melhores condições de vida crescia rapidamente. Sem estrutura urbana que os recebesse, os chamados “candangos” passaram a construir acampamentos improvisados e irregulares em torno dos locais de construção. A Cidade Livre, um complexo de comércio e serviço a aproximadamente 12 quilômetros de onde seria o Plano Piloto, servia de apoio à construção de Brasília, e passou a crescer orgânica e aceleradamente com o aumento demográfico da região.









