
“No local escolhido para a construção estava plantada uma das casas antigas de BH, que seria grato preservar do esquecimento. Engenhosos, Penna e sua equipe inseriram no conjunto o arco de entrada da velha construção. Criaram assim um elo visível entre o passado e o tempo presente. [...] O excelente trabalho dá à gente a alegria de sentir que nem tudo está perdido em Belo Horizonte. Os moços apontam o caminho”. Em 1982, quase no fim da sua vida, Carlos Drummond de Andrade escreve essa crônica para o Jornal do Brasil, o projeto em questão diz respeito à Sede da Casa do Jornalista de Belo Horizonte, escolhido por meio de concurso que teve como Gustavo Penna o grande vencedor.
Seu modo de projetar combinando um conceito consistente e inovador com uma interpretação sensível dos desafios a serem enfrentados pela arquitetura chamou atenção não apenas do grande poeta do modernismo brasileiro. Ao longo dos seus quase cinquenta anos de carreira, Penna coleciona premiações como o The International Architecture Award, em Chicago, o World Architecture Festival (WAF), em Cingapura e o Architizer A+Awards, em Londres. Além de exposições pelo Brasil e pelo mundo, dando destaque para a Bienal de Arquitetura em São Paulo, a Bienal de Veneza, a Bienal de Buenos Aires, a Trienal de Arquitetura Mundial, em Belgrado e o Institut Français d’Architecture, em Paris.











