
As cidades estão crescendo, e crescendo para cima. Isso está longe de ser um fenômeno contemporâneo apenas, claro, e por mais de um século, os arranha-céus têm sido uma parte integral dos cenários urbanos por todo o mundo. Esse crescimento urbano engloba uma rede complexa de processos – avanços em conexões de transporte, urbanização e migração, para mencionar alguns deles. O crescimento, no entanto, é muito frequentemente associado a um fracasso governamental em atender todas as demandas da população urbana. Assentamentos informais são nascidos disso: pessoas encontrando seu espaço por si próprias para viver em meio à falta de apoio do Estado.
Esses assentamentos informais normalmente reúnem características semelhantes; são localizados normalmente nas periferias urbanas das cidades e possuem uma tipologia mais baixa, apesar de mais densamente populada, como na cidade de Khayelitsha, no Cabo Ocidental, na África do Sul, ou Tondo, na capital filipina Manila. Uma característica obrigatória desses assentamentos é a arquitetura improvisada - folhas metálicas onduladas, por exemplo, usadas em conjunto para criar telhados, ou placas de madeira funcionado como uma camada de segurança em uma residência. Quando esses exemplo de inventividade arquitetônica são aplicados a contextos de altura elevada, no entanto, isso se torna um estudo fascinante sobre como as estruturas altas - muitas vezes associadas com o luxo e com um estilo de vida inspirador - também podem receber improvisações espaciais extraordinárias.















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