
O que é a loucura e o sujeito que a configura, o louco? Quais os limites da normalidade e como ela é construída dialeticamente com a ideia da sanidade ao longo da história? Qual lugar o sujeito-louco ocupa na sociedade? Para se pensar sobre a loucura e sua relação com o espaço, seja físico ou social, é importante reconhecer conceitos éticos e epistêmicos que a caracterizam.
A “biopolítica”, conceito definido por Foucault como gestão estatal da vida, percebe a população como seres com características biológicas específicas que coexistem e devem ser regulados para atingir uma eficiência produtiva. A biopolítica instrumentaliza a vida humana, cuidando dos indivíduos úteis e abandonando os inúteis, um princípio da política moderna que se consolidou com a hegemonia do neoliberalismo (FOUCAULT, 2004).






