A arquitetura deve ser estática? As possibilidades dos edifícios cinéticos

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Através das formas, cores e, principalmente, dos elementos na fachada, muitos arquitetos têm buscado transmitir uma sensação de movimento a suas obras, que essencialmente são estáticas. Santiago Calatrava, Jean Nouvel e Frank Gehry são alguns dos mestres que conseguem proporcionar um efeito dinâmico a estruturas imóveis, destacando a obra no contexto, com artifícios formais trazidos das artes plásticas. Mas há vezes, também, que por razões estéticas ou funcionais, os arquitetos optem por estruturas móveis que possam trazer algum tipo de diferencial à obra construída.

Elementos dinâmicos proporcionam mudanças nos espaços através da movimentação de peças ou mesmo da própria estrutura em si. Geralmente, quando falamos de arquiteturas cinéticas, o que nos vêm à cabeça são as proteções solares. No Institut du Monde Arabe, de 1987, Jean Nouvel implantou na fachada sul 240 painéis sensíveis à luz que regulam a quantidade de luz que entra no edifício, através de sensores e 27.000 diafragmas semelhantes às câmeras fotográficas. A estrutura, ao mesmo tempo analógica e altamente tecnológica, também remete a motivos árabes e a muxarabis, conformando um efeito de sombreamento que chama a atenção.

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Sobre este autor
Cita: Eduardo Souza. "A arquitetura deve ser estática? As possibilidades dos edifícios cinéticos" 05 Fev 2021. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/956422/a-arquitetura-deve-ser-estatica-as-possibilidades-dos-edificios-cineticos> ISSN 0719-8906

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