
O setor da construção civil, principalmente o de edificações, é um dos maiores consumidores de recursos naturais e responsável pela geração de consideráveis impactos ambientais e emissões de CO2, segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Ambiente. De acordo com os dados da organização C40 Cities, as edificações são uma das principais fontes de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) nas cidades e, portanto, onde existe grande espaço para a redução dessas emissões, sendo que o CO2 é considerado o principal GEE. Dados do Balanço Energético Nacional (MME, 2019), apontam que as edificações residenciais, públicas e comerciais no Brasil consumiram mais de 40 % de toda a energia elétrica produzida no país no ano de 2018.
Sabe-se que em muitos países, principalmente aqueles considerados em desenvolvimento e emergentes, localizados principalmente nos continentes Africano, Asiático e da América Latina, existe ainda um grande déficit habitacional e que crescerá nos próximos anos. Dessa forma, é urgente a necessidade de se pensar em uma forma de projeto e de construção dessas edificações com uma menor pegada de carbono, considerando todo o ciclo de vida do projeto.











