
Encerrando as ações do “outubro urbano”, que comemora todos os anos, a ONU designou 31 de outubro como o “Dia Mundial das Cidades” com o objetivo de promover uma maior troca de experiências entre os países sobre como enfrentar os desafios da crescente urbanização global e contribuir para o desenvolvimento sustentável.
Para o Brasil, a data é oportuna para uma reflexão sobre a visão do futuro governo federal a respeito das políticas públicas que garantam cidades saudáveis e inclusivas. Em algumas manifestações nas últimas semanas, o presidente eleito afirmou que extinguiria o Ministério das Cidades e mandaria o dinheiro atualmente gerenciado pela pasta diretamente para as Prefeituras. “E lá o prefeito vai usar essa verba no que achar melhor, no que precisar. Saneamento, casa popular, e seja o que for”, declarou ele à GloboNews em 28 de agosto.
Passada a campanha, os arquitetos e urbanistas brasileiros nutrem a esperança de que Jair Bolsonaro pondere melhor sobre tais ideias. Responsável pelas políticas nacionais de habitação, saneamento básico, mobilidade e desenvolvimento urbano, o Ministério das Cidades pode não estar dando conta direito de suas atribuições, mas sua extinção está longe de ser a melhor solução.
