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A química do azul Kahlo

A química do azul Kahlo
A química do azul Kahlo, Collage. Image Cortesía de Danae Santibáñez
Collage. Image Cortesía de Danae Santibáñez

Cortesía de Danae Santibáñez Arte prehispánico. Image Cortesía de Danae Santibáñez Cortesía de Danae Santibáñez Cortesía de Danae Santibáñez + 17

Antes das obras monocromáticas de Yves Klein, que usavam como tema central o International Klein Blue (IKB), na Cidade do México já existia o azul Kahlo.

Cortesía de Danae Santibáñez
Cortesía de Danae Santibáñez

O Museu Frida Kahlo, mais conhecido como Casa Azul, se localiza no centro da Cidade do México, no bairro Coyoacán. A casa foi adquirida pelos Kahlo em 1905, quando a construção, então de cor branca, era um exemplar da tipologia colonial: com pátio central cercado por dormitórios e outros cômodos e fachada contínua com o limite da rua.

Cortesía de Danae Santibáñez
Cortesía de Danae Santibáñez

Felizmente, a composição da matéria passa por transformações. Frida usaria sua casa de infância, agora casada, como residência e estúdio artístico, realizando mudanças e ampliações no edifício original. Dentre estas, na minha opinião, a mais importante, e quase uma obra de arte em si mesma, foi pintar a casa com um azul intenso.

Cortesía de Danae Santibáñez
Cortesía de Danae Santibáñez

A intervenção de Frida mudou as propriedades da casa para sempre, por duas razões: a primeira é a simbiose cultural que se produz entre a arquitetura colonial e os povos originários do México por meio do uso da cor. A segunda refere-se à experiência de habitar a casa como visitante.

Pirámide del Patio. Image Cortesía de Danae Santibáñez
Pirámide del Patio. Image Cortesía de Danae Santibáñez

O poeta Carlos Pellicer a descreve: “A casa, pintada de azul por dentro e por fora, parece abrigar um pouco do céu."

Azul Kahlo. Image Cortesía de Danae Santibáñez
Azul Kahlo. Image Cortesía de Danae Santibáñez

Um pouco como o céu espiritual, a Casa Azul contempla a sensação de transcendência. Ao cruzar a porta de entrada, as condições atmosféricas mudam e adentra-se outro clima. A folhagem alta no jardim, cultivada com espécies escolhidas pela própria Frida (agaves, nopais, mandioca, entre outras) desenham sombras nas paredes azuis, gerando um micro-ambiente de luz filtrada, úmido e rústico.

Cortesía de Danae Santibáñez
Cortesía de Danae Santibáñez

O piso avermelhado contrasta com naturalidade orgânica com as peças arqueológicas pré-hispânicas alojadas na pirâmide de três níveis localizada na última extensão do pátio.

Cortesía de Danae Santibáñez
Cortesía de Danae Santibáñez
Pirámide del Patio. Image Cortesía de Danae Santibáñez
Pirámide del Patio. Image Cortesía de Danae Santibáñez

Mais do que o espaço que contempla as obras pictóricas de Frida Kahlo, a Casa Azul é um agente reativo no processo criativo de sua proprietária e, agora, na trajetória de seus visitantes.
A visita ao Museu Frida Kahlo foi possível, nesta ocasião, graças à coordenação de CDMX World Design Capital 2018.

Arte prehispánico. Image Cortesía de Danae Santibáñez
Arte prehispánico. Image Cortesía de Danae Santibáñez

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Sobre este autor
Cita: Santibañez, Danae. "A química do azul Kahlo" [La química del azul Kahlo] 12 Jul 2018. ArchDaily Brasil. (Trad. Brant, Julia) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/898005/a-quimica-do-azul-kahlo> ISSN 0719-8906

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