
Como já tem sido discutido em diversos países do mundo, a promoção da bicicleta como meio de transporte tem diversos benefícios para as cidades e seus cidadãos, tais como: redução de doenças crônicas (como hipertensão e doenças cardiorespiratórias), taxas menores de sobrepeso e obesidade, menos mortes e lesões no trânsito, níveis mais baixos de poluição do ar, entre outros. Apesar de constantemente disseminados todos esses impactos positivos, na América Latina menos de 10% [1] da população adulta usa a bicicleta como meio de transporte, enquanto que em países europeus como Holanda e Dinamarca, esse número ultrapassa 25% das viagens [2].
Com o objetivo de melhor compreender a relação entre ambiente construído e promoção da bicicleta no Brasil, um estudo [3] buscou entender as associações entre uso da bicicleta como meio de transporte e ciclovias e transportes de massa na cidade de São Paulo. A pesquisa foi
liderada pelo professor Alex Florindo [4] e teve a colaboração de pesquisadores do GEPAF-USP e de professores e pesquisadores do Departamento de Geografia da FFLCH-USP, do Departamento de Epidemiologia da FSP-USP, do Departamento de Medicina Preventiva da FM-USP e de pesquisadores Australianos, sendo apoiada pela FAPESP. O estudo utilizou os dados disponíveis na plataforma Geosampa e do Inquérito de Saúde de São Paulo (ISA) realizado em 2015, a partir do qual os pesquisadores verificaram a quantidade e distância das estruturas de transporte no entorno das residências dos entrevistados e a prática de atividade física.
