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Clássicos da Arquitetura: Biblioteca Virgilio Barco / Rogelio Salmona

Clássicos da Arquitetura: Biblioteca Virgilio Barco / Rogelio Salmona
Clássicos da Arquitetura: Biblioteca Virgilio Barco / Rogelio Salmona, © Simon Bosch
© Simon Bosch

Localizada na localidade de Teusaquillo, na região nordeste de Bogotá, conforma um complexo integrado pelo Parque Metropolitano Simón Bolívar e o Parque da Biblioteca Virgilio Barco. A consolidação do centro de desenvolvimento social, recreacional e cultural implanta desde a biblioteca uma abordagem particular entre a obra construída e o entorno natural da capital. Através da sua rota revela gradualmente a solução de um programa proposto para conformar um conjunto cultural e paisagístico omitindo a sua posição dentro da cidade.

Reconhecida como uma das obras emblemáticas de Rogelio Salmona, suas formas circulares abertas ao entorno atraem, mensalmente, entre 60 e 65 mil visitantes. No início iria receber o nome de Biblioteca Parque Simón Bolívar, devido a sua proximidade ao parque metropolitano, mas devido ao patrocínio que recebeu do ex-presidente colombiano Virgilio Barco, este terminou sendo tendo seu nome.

Em 1998, com a consolidação do projeto de Rede Capital de Bibliotecas Públicas de Bogotá (BIBLORED), o distrito designou a construção de três mega-bibliotecas para a cidade que iniciaram sua obra no ano seguinte. A eleição do edifício significava o primeiro de vários desafios no processo projetual. Havia sido anteriormente um aterro de resíduos da construção, o Parque Simon Bolivar, e posteriormente preenchido de forma desordenada para dar origem a um restaurante. Atualmente, o local onde está localizado o projeto conta com cerca de 13 hectares na forma de um triângulo escaleno e a área construída compreende 16.092 m².

Em 20 de dezembro de 2001 foi entregue oficialmente o edifício: um volume incrustado em forma de caracol que atende a seu programa em três pavimentos, incluindo a cobertura. No nível inferior encontra-se a livraria, cafeteria, escritórios, sala múltipla com capacidade para 250 pessoas, teatro ao ar livre, estacionamentos para 256 veículos e cujo acesso se dá pela Av. 50. No mesmo nível acessa-se as áreas de serviços, que compreendem os depósitos, recepção de livros, classificação e serviços de empregados. No primeiro nível encontra-se a sala de leitura para crianças, a hemeroteca, a sala de leitura Bogotá, o auditório com capacidade para 410 pessoas e a sala de música que pode conter 180 pessoas. No nível superior há uma sala de exposições, um teatro e caminhos sobre a cobertura.

© Simon Bosch
© Simon Bosch

A conexão criada com o Parque Metropolitano no lado oriental é dado pela passarela de pedestres que conduz à estação de trem nas proximidades, dando início à passarela de pedestres para as instalações e permitindo o acesso a uma ciclo rota, que era parte do sistema de pedestres proposto pelo prefeito .

Devido às condições do edifício, a decisão mais acertada foi escavar o terreno em cerca de 5 metros para incrustar o edifício. Esta remoção de terras contribuiu para a criação de taludes de diferentes tamanhos e formas para definir os caminhos, pequenas praças, espelhos d'água e espaços cobertos. Desta forma, o local de construção foi determinado pela incrustação de uma parte de sua volumetria e o arranjo das pistas que o rodeiam, em busca de isolar o contexto urbano e proporcionar uma experiência singular a partir do interior.

© Simon Bosch
© Simon Bosch

Esta disposição particular é perceptível tanto em planta como em corte, de forma que do interior não se perceba a cidade, mas que sejam ressaltados os três elementos naturais cruciais na obra de Salmona: os espelhos d'água, aos que atribui uma função refrigerante, de absorção da poluição urbana e a importância do fluxo de água; os taludes naturais, ocultam o perfil urbano da cidade e marcam os morros no leste, os quais são atraídos pela experiência visual desde qualquer ponto do projeto. Dessa maneira, a composição paisagística é incluída na experiência interior desde as salas de leitura e circulações. 

O acesso ao edifício se dá pelo primeiro nível, que precede uma pequena praça sobre a qual descende vegetação desvirtuando os limites dos muros que a configuram. Este espaço de transição vincula-se com uma fonte escalonada de água que direciona o trajeto aos seus lados, mediante uma rampa e uma escada em sentido leste que conduz ao primeiro espaço. O recebimento do usuário nesse ponto outorga um aperitivo de suas aberturas, ao contrário da sensação de confinamento que está transmitindo a descida no terreno, mas surpreendentemente abre-se através da transparência de suas janelas, deixando entrar o entorno natural; este espaço é conhecido como o Salão dos Passos Perdidos, de onde parte a conexão com as outras salas da biblioteca.

© Simon Bosch
© Simon Bosch

Ao interior da sala de leitura Bogotá destaca-se a iluminação proporcionada por grandes janelas laterais orientadas ao norte e nordeste para obter uma incidência ilumínica constante durante todo o dia acompanhada da luz zenital proveniente da cobertura. Este espaço que se encontra rodeado por uma rampa que culmina em um terraço jardim compreendido como uma área de leitura exterior. Da mesma maneira, as áreas de cafeteria e livraria no nível inferior encontram-se abertas por meio de grandes janelas com vista para um espelho d'água e um jardim interior como uma vista imediata. O mobiliário, como as bibliotecas, mesas e cadeiras esteve a cargo do mesmo arquiteto, que estava ciente até mesmo do mais ínfimo pormenor.

Sempre presente em seu trabalho, o uso do concreto, tijolo e água, definem os limites dos edifícios frente aos elementos naturais. Neste caso, o sistema portante foi designado em concreto armado e a espessura e a forma das colunas e vigas varia de acordo com a hierarquia das salas e as intenções dos espaços. As vigas, placas e colunas encontram-se conectadas radialmente em um grande sistema que compreende o conjunto de anéis que culminam em um círculo central, que consiste em uma coluna circular e mais 10 colunas que o rodeiam. A placa circular do segundo nível é pendurada por tensores ligados à laje principal da cobertura. Dessa maneira é possível liberar o espaço das salas de leitura evitando a descida das colunas no espaço, permitindo a livre circulação pelos corredores.

© Simon Bosch
© Simon Bosch

No nível da cobertura os caminhos são delimitados por volumes inclinados cobertos por ladrilhos onde linhas inscritas são direcionadas ao céu, símbolo da cultura pré-colombiana Quimbaya, evocando as ânforas. Apoiando esses volumes encontram-se grandes janelas que proporcionam iluminação zenital às salas do seguinte nível. O circuito de trajetos permite reconhecer por completo o edifício, as relações com o Parque Metropolitano e os morros a leste. Além do programa o maior valor da Biblioteca Virgilio Barco é atribuído à generosidade espacial, as transparências, os detalhes dos espaços intersticiais e o tratamento especial da luz sobre as texturas dos materiais.

A Biblioteca Virgilio Barco converteu-se em um dos projetos mais importantes a nível urbano para a cidade de Bogotá. A contribuição ao setor do Parque Metropolitano, reconhecido por seu desenvolvimento de lazer, abriu um vínculo importante no desenvolvimento de atividades educativas para qualquer público. Rogelio Salmona, sempre de maneira prolixa, resolveu os mínimos detalhes para brindar a cidade com um ambiente sereno e acolhedor, proporcionando o direito à cidade e uma inclusão cultural por meio de seus projetos.

Agradecimentos a Simón Bosch.

© Simon Bosch
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Sobre este escritório
Rogelio Salmona
Escritório
Cita: Quintero. "Clássicos da Arquitetura: Biblioteca Virgilio Barco / Rogelio Salmona" [Clásicos de Arquitectura: Biblioteca Virgilio Barco / Rogelio Salmona] 14 Dez 2016. ArchDaily Brasil. (Trad. Souza, Eduardo) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/801438/classicos-da-arquitetura-biblioteca-virgilio-barco-rogelio-salmona> ISSN 0719-8906