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11 maneiras de se tornar um arquiteto melhor (sem fazer arquitetura)

  • 07:00 - 5 Outubro, 2016
  • por
  • Traduzido por Lis Moreira Cavalcante
11 maneiras de se tornar um arquiteto melhor (sem fazer arquitetura)
11 maneiras de se tornar um arquiteto melhor (sem fazer arquitetura), © Ariana Zilliacus
© Ariana Zilliacus

Arquitetos são geralmente conhecidos por não terem um bom equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, serem muito estressados e terem pouco tempo livre. Como você pode tirar uma folga e ao mesmo tempo melhorar suas habilidades como arquiteto? É possível que essa folga até lhe dê uma vantagem extra? Em comparação com outras áreas de atuação, a arquitetura destaca-se como uma área em que você precisa "saber um pouco sobre tudo". Assim, para sermos reconhecidos, também temos que fazer um pouco de tudo, e como dizem, um pouco é suficiente. Então, com isso em mente, aqui estão 11 atividades que, embora não obviamente relacionadas à arquitetura, podem fazer de você um arquiteto melhor.

1. Jogar video games

Desenvolvedores de video games são livres para imaginar e desenhar paisagens urbanas e outros espaços que criam o universo virtual. Tais experiências espaciais podem nunca ser realizadas em nosso mundo físico, mas ainda podem fornecer uma perspectiva inteiramente nova sobre as possíveis relações entre nossos corpos e nosso entorno. Eles podem desafiar a sua forma de solucionar problemas espaciais, especialmente quando a Realidade Virtual decola e torna-se uma ferramenta comum nos escritórios de arquitetura.

2. Ler literatura de ficção

A ficção é possivelmente a maneira mais fácil dos seres humanos se colocarem no lugar de outra pessoa. Como arquitetos, esta é uma ótima ferramenta para se sensibilizar com os diferentes pontos de vista da sociedade, bem como entender as subjetivas experiências espaciais e as emoções ligadas a elas. Um grande exemplo é "O Paciente Inglês", de Michael Ondaatje, um romance com personagens de uma variedade de contextos socioeconômicos e culturais com memórias fortemente ligadas a espaços. Arquitetos são, às vezes, acusados de compreender pouco as pessoas, uma questão que a ficção poderia ajudar a resolver.

3. Assistir TED Talks

Um arquiteto fundou o TED, no entanto, não é por isso que esse tópico está na lista. Como arquitetos, precisamos saber como defender nossos projetos e ideias, tornando conhecimento em retórica uma parte essencial da profissão. Palestrantes TED sabem como construir um argumento interessante dentro de um período relativamente curto de tempo, tornando-os ao mesmo tempo divertidos e educativos para assistir. A ampla variedade de assuntos disponíveis irá também, sem dúvida, ajudar a construir essa ampla base de conhecimento que é crucial para a prática da arquitetura. Para começar, confira os 20 TED Talks de assuntos diversos que podem ser úteis aos arquitetos.

© Ariana Zilliacus
© Ariana Zilliacus

4. Realizar atividade física

A maioria dos arquitetos sofrem com a quantidade excessiva de estresse, o que, comprovadamente, a atividade física consistente pode reduzir. Não só irá melhorar o seu fluxo de trabalho, mas também irá servir como uma pausa produtiva quando você precisar de um tempo longe da prancheta de desenho (ou da tela de computador), já que estudos tem mostrado que a caminhada realmente aumenta a criatividade. [1] É importante manter um equilíbrio saudável entre trabalho e vida pessoal em uma indústria que muitas vezes exige longas horas de dedicação, especialmente quando muitas dessas horas são gastas em frente a um computador com postura ruim e em uma cadeira desconfortável. Um corpo saudável vai fazer esse tempo ser mais agradável e você vai se sentir menos cansado no final.

5. Desmontar coisas

Quando estamos sob estresse, frustração e desapontamento, muitos de nós sentimos uma necessidade primordial de destruir os objetos que nos chateiam ao nosso redor: um computador que está retardando seu processo de trabalho, ou aquela irritante lâmpada piscando está lhe dando dor de cabeça. A maioria de nós, de forma razoável, resiste a esse impulso; você não seria um colega de trabalho muito popular se jogasse seu computador pela sala toda vez que ele travasse. No entanto, há uma certa satisfação que pode ser adquirida ao desmontar coisas que já estão quebradas ou não serão mais usadas. Mais importante é a compreensão de como os objetos são montados e como funcionam. Embora smartphones e torradeiras não existem na mesma escala dos edifícios, há o que se aprender com os detalhes da montagem. No futuro, quando aquela impressora 3D ou aqueles óculos de Realidade Virtual não funcionarem, você vai ser o recurso mais valioso da empresa.

6. Pintar e fotografar

No processo de pintura ou de captura e edição de uma fotografia, há três elementos fundamentais para ter em mente: cor, luz e composição - elementos também cruciais para a arquitetura. Ter experiência com esses componentes em outro contexto pode lhe dar um diferencial e uma forma alternativa de abordar o processo projetual. Além disso, você estará muito mais familiarizado com os detalhes de seu entorno. Ao dedicar tempo para pintar ou compor uma fotografia específica, observamos os atributos com mais cuidado do que se apenas olhássemos para eles.

© Ariana Zilliacus
© Ariana Zilliacus

7. Oferecer jantares

Quando damos um jantar, criar uma atmosfera e uma experiência agradável para os convidados é de extrema importância. Isso não só exige boas habilidades sociais, mas também um conhecimento de iluminação acolhedora, áreas confortáveis para sentar e comida deliciosamente cheirosa. Em outras palavras: experiências sensoriais que fazem as pessoas se sentirem à vontade. A arquitetura afeta todos os nossos sentidos - talvez com a exceção do paladar - e ainda assim arquitetos parecem focar apenas nos elementos visuais de um edifício. Entender como a arquitetura tátil, por exemplo, pode afetar o conforto e a satisfação das pessoas num edifício é uma grande vantagem para um arquiteto. Pois se não estamos criando espaços para as pessoas se sentirem bem neles, qual é o objetivo da nossa profissão?

8. Viver na natureza

Viver na natureza, temporariamente ou não, é uma das maneiras mais efetivas de se apaixonar por nosso mundo natural e o apreciar plenamente. Atuar como arquiteto acarreta impactos de grande escala e significa que desempenhamos um importante papel na conservação e manutenção de nosso ambiente - uma responsabilidade enorme e inevitável, dada a situação atual do nosso planeta. Um aspecto vital da sustentabilidade está dentro do contexto e da compreensão do local específico em que um edifício está sendo projetado. Vivenciar a natureza desenvolve um respeito mais profundo de como diferentes climas são capazes de ajudar nossa arquitetura.

9. Viajar com pouco dinheiro

Em nosso mundo moderno, ser um turista se tornou um passatempo tão popular que as formas mais puras de exposição cultural estão sendo comprometidas. Viajar com pouco dinheiro, no entanto, pode lhe dar um impulso extra para conhecer os moradores locais e suas culturas, enquanto procura um lugar para ficar ou aprender sobre a história de um lugar. Ao viajar, você constrói relacionamentos pessoais em uma variedade de contextos, ganhando uma compreensão mais profunda das qualidades individuais de diferentes locais. Leia mais sobre o genius loci da arquitetura e a luta contra soluções globais nesta entrevista com Ricardo Bofill.

10. Ser voluntário em atividades sociais

Como fica claro com o uso da palavra "social", essa atividade incentiva a interação e a criação de relacionamentos com as pessoas, uma parte importante da prática da arquitetura. Arquitetos desenham espaços para as pessoas desfrutarem e se sentirem felizes e seguras, mas, para compreender totalmente o que isso pode significar para os indivíduos é necessário entender as necessidades e preferências das pessoas. O voluntariado social é uma ótima maneira de impactar positivamente em sua comunidade, ao ganhar uma compreensão mais ampla das diferentes necessidades espaciais dentro da sociedade.

© Ariana Zilliacus
© Ariana Zilliacus

11. Tocar algum instrumento musical

Aprender a tocar um instrumento exige o desenvolvimento de sua compreensão do ritmo, repetição e das pequenas variações que soam agradáveis e encantam quase todos os seres humanos. Como estas propriedades podem ser traduzidas para o espaço? Essa é uma pergunta que você pode ser capaz de responder depois de alguns meses tocando trompete.

Agora, vá fazer uma merecida pausa, e volte um arquiteto melhor do que nunca.

Referências:

  1. Wong, May. “Stanford Study Finds Walking Improves Creativity.” College website. Stanford University. N.p., 24 Apr. 2014. Web. 1 Sept. 2016.

Sobre este autor
Ariana Zilliacus
Autor
Cita: Zilliacus, Ariana. "11 maneiras de se tornar um arquiteto melhor (sem fazer arquitetura)" [11 Ways to Become a Better Architect (Without Doing Architecture)] 05 Out 2016. ArchDaily Brasil. (Trad. Moreira Cavalcante, Lis) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/796463/11-maneiras-de-se-tornar-um-arquiteto-melhor-sem-fazer-arquitetura> ISSN 0719-8906