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Clássicos da Arquitetura: Terminal Internacional de Passageiros de Yokohama / Foreign Office Architects (FOA)

Clássicos da Arquitetura: Terminal Internacional de Passageiros de Yokohama / Foreign Office Architects (FOA)
Clássicos da Arquitetura: Terminal Internacional de Passageiros de Yokohama / Foreign Office Architects (FOA), © Satoru Mishima / FOA
© Satoru Mishima / FOA

A triunfal recepção da crítica com o Terminal Internacional de Passageiros de Yokohama foi produto de uma metodologia inventiva de arquitetura e um pensamento socialmente consciente. Projetado pelo Foreign Office Architects (FOA), em 1995, o terminal futurista representou uma tipologia emergente de infraestruturas de transporte. O seu design radical, hiper-tecnológico, explorou novas fronteiras das formas arquitetônicas e, simultaneamente, provocou um discurso veemente sobre a responsabilidade social dos projetos de grande escala para enriquecer espaços urbanos.

© Satoru Mishima / FOA © Satoru Mishima / FOA © Satoru Mishima / FOA © Satoru Mishima / FOA + 22

© Satoru Mishima / FOA
© Satoru Mishima / FOA

O concurso de arquitetura para o terminal foi notoriamente intenso, e a vitória demandou que Farshid Moussavi e Alejandro Zaera, casados na época, repensassem o modelo estabelecido para projetos de terminais. Localizado em um importante terreno à beira-mar na segunda cidade mais populosa do Japão, a comissão atraiu 660 inscrições de todo o mundo, tendo sido o maior concurso internacional até então. [1] O enorme projeto, com 430 metros de comprimento, levou oito anos e um orçamento de £ 150 milhões para ser finalizado, e exigiu que o escritório fosse relocado temporariamente a Yokohama para supervisionar a construção. A abertura do terminal ao público ocorreu em 2002, coincidindo, por acaso, com o jogo final da Copa do Mundo de Futebol, realizado próximo ao local.

© Satoru Mishima / FOA
© Satoru Mishima / FOA

A aparência impressionante do terminal só foi possível graças aos avanços tremendos em desenhos assistido por computadores. Foi concebido principalmente através de seções, com uma série incrivelmente complexa de superfícies que se curvam e se dobram suavemente em uma topografia arquitetônica navegável e habitável. No topo da plataforma de observação o material dos pisos sobe e desce oscilando em ondas conformando percursos e aberturas para os grandes espaços fechados abaixo. Estas mudanças na elevação, às vezes sutis e outras vezes bruscas, foram a essência da narrativa arquitetônica criada no projeto.

© Satoru Mishima / FOA
© Satoru Mishima / FOA
© Satoru Mishima / FOA
© Satoru Mishima / FOA

O edifício está organizado em três níveis verticais. Sobre um primeiro pavimento de estacionamentos está um piso intermediário espaçoso com áreas administrativa e operacionais do terminal, incluindo bilheterias, alfândegas, imigração, restaurantes, lojas e áreas de espera. As vigas de aço que se estendem do teto conferem uma sensação de peso ao espaço, contrastando fortemente com a plataforma de observação, que parece ser um plano leve, flexível e facilmente maleável. Conectando os três níveis estão diversas rampas levemente inclinadas, que os arquitetos escolheram por serem mais eficazes do que escadas na manutenção de um fluxo contínuo e multi-dimensional da circulação.

© Satoru Mishima / FOA
© Satoru Mishima / FOA
© Flickr user twu
© Flickr user twu

Um sistema estrutural único, feito de chapas de aço dobradas e vigas de concreto suporta o edifício. A resistência dos materiais minimiza a necessidade de apoios verticais e permite uma planta mais aberta, enquanto que a altura da estrutura permite uma variedade espetacular de condições de tetos nos espaços internos. De acordo com os arquitetos, o esquema estrutural é especialmente hábil em lidar com as forças laterais dos movimentos sísmicos, uma condição necessária de edifícios desse porte no Japão. [2]

© Satoru Mishima / FOA
© Satoru Mishima / FOA

Ao longo do projeto, um dinamismo deliberado permeia as linguagens tectônicas e materiais do edifício. A abundância de paredes, pisos e tetos não ortogonais cria uma sensação controlada de vertigem que é acentuada pelas luminárias e outros detalhes. O efeito também é ampliado por estímulos materiais, como a mudança da modulação das tábuas de madeira sobre a plataforma de observação, que indica a localização das dobras, e os painéis cinzas metálicos que se revelam pelas estruturas abaixo.

© Satoru Mishima / FOA
© Satoru Mishima / FOA

Ainda que os contornos do edifício ocasionalmente revelem elementos de aleatoriedade, eles são, de fato, gerados por um único esquema de circulação que dita uma organização espacial. A circulação funciona como um diagrama em ciclo contínuo, rejeitando qualquer noção de linearidade e direcionalidade. Os visitantes são levados por caminhos que serpenteiam verticalmente e horizontalmente antes de chegarem a qualquer destino, e suas linhas de visão através do espaço são comparativamente tortuosas e indiretas. Para toda a complexidade caótica dos materiais e gestos formais, a simplicidade deste diagrama oferece uma sensação de clareza e revela o processo a partir do qual o edifício emergiu.

Planta Baixa
Planta Baixa
Planta Baixa da Plataforma de Observação
Planta Baixa da Plataforma de Observação
Diagrama de Circulação
Diagrama de Circulação

A maior força conceitual do projeto é, talvez, sua relação sensível com a orla urbana. Com a plataforma de observação dobrando-se como uma praça pública totalmente acessível, o terminal emerge continuamente dos parques vizinhos Yamashita e Akaranega, criando uma paisagem urbana ininterrupta, universalmente acessível. Sua altura é calculada para alcançar uma continuidade com a costa e garantir que as vistas à orla permaneçam desobstruídas.

© Satoru Mishima / FOA
© Satoru Mishima / FOA

O terminal recebeu vários prêmios internacionais após sua conclusão, incluindo o Prêmio Enric Miralles de 2004, e trouxe enorme reconhecimento ao FOA, a Zaera-Polo e a Moussavi. Também desafiou completamente o papel limitado dos projetos tradicionais de infraestruturas públicas, criando um novo precedente de inovação tecnológica e integração urbana que muitos têm buscado atingir desde então.

[1] "The Birth of the Yokohama International Passenger Terminal." Osanbashi.com. Acessado em 22 Set. 2014 em http://www.osanbashi.com/en/outline/.

[2] Farshid Moussavi Architects. “Yokohama International Port Terminal: Overview.” Acessado em 22 Set. 2014 em http://www.farshidmoussavi.com/flash/index.html#/projects/465.

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Sobre este escritório
Foreign Office Architects (FOA)
Escritório
Cita: Langdon, David. "Clássicos da Arquitetura: Terminal Internacional de Passageiros de Yokohama / Foreign Office Architects (FOA)" [AD Classics: Yokohama International Passenger Terminal / Foreign Office Architects (FOA)] 01 Ago 2016. ArchDaily Brasil. (Trad. Souza, Eduardo) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/792391/classicos-da-arquitetura-terminal-internacional-de-passageiros-de-yokohama-foreign-office-architects-foa> ISSN 0719-8906