
O cinema de ficção científica contemporâneo está cheio de realidades distópicas, de diferentes visões onde a humanidade mostra seu lado mais escuro, sempre através de consequências nefastas. Esta exploração por gênero deixou de lado outros tipos de propostas mais novas e diferentes, em troca de um cinema de fórmula e repetição onde rara vez um produto se destaca por sua qualidade argumentativa e gráfica.
“O Jogo do Exterminador” é um filme que não precisa de um futuro envolto dentro de uma crise para possibilitar uma reflexão e crítica dos nossos instintos mais básicos como espécie; totalmente o contrário, nos mostra que o verdadeiro inimigo da paz é a nossa obsessão visceral por ser a espécie dominante, obsessão que pode nos levar a solucionar nossos problemas de sustentabilidade, mas também a uma guerra interplanetária.
A realidade futura onde habita nosso protagonista nos é apresentada com escassas imagens como uma sociedade cálida e tranquila, pós-petroleira e baseada na utilização de energias renováveis. Seus cenários nos distanciam muito dos atuais, com a aparição de escassos elementos futuristas como automóveis de sonho e telas holográficas, que mostram uma evolução gradual da sociedade e portanto mais crível que os outros cinemas de ficção científica.
