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Clássicos da Arquitetura: Estação Ferroviária de Ribeirão Preto / Oswaldo Bratke

Clássicos da Arquitetura: Estação Ferroviária de Ribeirão Preto / Oswaldo Bratke
Clássicos da Arquitetura: Estação Ferroviária de Ribeirão Preto / Oswaldo Bratke, © Ana Carolina Gleria Lima
© Ana Carolina Gleria Lima

Por Ana Carolina Gleria Lima

Trinta e oito módulos de cobertura delimitam o espaço. Um paraboloide hiperbólico de concreto armado cuja projeção quadrada mede dez metros e sessenta centímetros de lado é sustentada por um pilar central, de seção quadrada cujo lado mede quarenta e cinco centímetros. Configuram o módulo de cobertura. Os módulos estão distanciados por um vão de quarenta centímetros, fechado no encontro das laterais por uma chapa de cimento vibrado. A altura livre do pilar é de seis metros; a altura total do módulo é de sete metros e cinquenta centímetros.

© José Moscardi. Via Acrópole, FAUUSP (CC BY-NC-ND)
© José Moscardi. Via Acrópole, FAUUSP (CC BY-NC-ND)

Os módulos são distribuídos a cada onze metros em quatro linhas paralelas. As duas primeiras são compostas por oito módulos cada; a terceira aumenta dois módulos em cada extremidade, somando doze módulos, e a quarta fila diminui um módulo em cada extremidade em relação à fila anterior, somando dez módulos. A distância entre as três primeiras linhas é também de onze metros, configurando uma retícula ortogonal regular. A quarta linha de módulos afasta-se da terceira em dezesseis metros e trinta e cinco centímetros, para receber entre elas as duas linhas de trem.

Fachada 1. Image © Ana Carolina Gleria Lima
Fachada 1. Image © Ana Carolina Gleria Lima

Acessa-se o edifício ao nível da rua. Sua fachada frontal está recuada pelo espaço destinado ao estacionamento. O espaço contínuo e sem fechamentos laterais abriga parte de seu programa em quatro blocos. Estes volumes com estrutura em concreto, fechamento em alvenaria de tijolos –em alguns locais vazado–, e esquadrias de ferro e vidro são distribuídos ao longo das três primeiras linhas de módulos de cobertura.

© Ana Carolina Gleria Lima
© Ana Carolina Gleria Lima

O bloco A está à direita, ao entrar, posicionado no espaço retangular definido por seis pilares. Mede dez metros e cinquenta centímetros por vinte e dois metros em planta. É o único bloco de dois pavimentos e sua altura é menor que a altura livre do pilar.

Planta Térreo. Image © Ana Carolina Gleria Lima
Planta Térreo. Image © Ana Carolina Gleria Lima

O bloco B dista sete metros e cinquenta centímetros à esquerda do bloco A. Está rotacionado noventa graus em relação a este e alinham-se entre si pelo eixo central. Mede trinta e sete metros e trinta centímetros por onze metros e trinta centímetros em planta. Ocupa uma região ao redor de quatro pilares da segunda linha de módulos de cobertura do edifício. Ocupando a porção central do edifício este bloco tem seu programa voltado para os passageiros, com recintos destinados à restaurante, bar, e sanitários. Em sua lateral esquerda está a rampa de acesso à plataforma: apresenta quatro metros e meio de largura e vence um desnível de cinquenta centímetros.

© José Moscardi. Via Acrópole, FAUUSP (CC BY-NC-ND)
© José Moscardi. Via Acrópole, FAUUSP (CC BY-NC-ND)

Na lateral esquerda, oposta à localização do bloco A, estão os blocos menores C e D, rotacionados noventa graus entre si.

© Ana Carolina Gleria Lima
© Ana Carolina Gleria Lima

Os quatro volumes fechados delimitam e separam o espaço de acesso público e a área de acesso restrito das plataformas de embarque e desembarque. Além dos volumes e dos portões de acesso, um desnível de cinquenta centímetros de altura foi utilizado para definir os espaços. As linhas de trem abrem um vão de oito metros e meio, onde os vagões passam em desnível de um metro, deixando o acesso dos vagões na altura da plataforma. A conexão entre as duas plataformas opostas, separadas pelas linhas de trem, é realizada através de uma passagem subterrânea acessada por duas escadas idênticas de cada lado. 

© José Moscardi. Via Acrópole, FAUUSP (CC BY-NC-ND)
© José Moscardi. Via Acrópole, FAUUSP (CC BY-NC-ND)

Ana Carolina Gleria Lima é arquiteta, mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Foi professora no Centro Universitário Moura Lacerda (CUML) e na Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP). Atualmente é colaboradora e pesquisadora do Instituto Paulista de Cidades Criativas e Identidades Culturais (IPCCIC).

Este Clássico da Arquitetura foi elaborado durante o II Workshop ArchDaily Brasil e selecionado por nossa equipe editorial. Se você quiser compartilhar suas ideias em ArchDaily Brasil, nos escreva para colabore@archdaily.com.

  • Arquitetos

  • Localização

    Avenida Mogiana, 2307 - Vila Mariana, Ribeirão Preto - SP, 14075-270, Brasil
  • Ano de Inauguração

    1965
  • Área

    4886.0 m2
  • Ano do projeto

    1961
  • Fotografias

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Localização aproximada, pode indicar cidade/país e não necessariamente o endereço exato.
Sobre este escritório
Oswaldo Bratke
Escritório
Cita: Igor Fracalossi. "Clássicos da Arquitetura: Estação Ferroviária de Ribeirão Preto / Oswaldo Bratke" 02 Set 2015. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/772977/classicos-da-arquitetura-estacao-ferroviaria-de-ribeirao-preto-oswaldo-bratke> ISSN 0719-8906