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Rodoviária de Jaú, a doze mãos

Rodoviária de Jaú, a doze mãos
Rodoviária de Jaú, a doze mãos, © Acervo Vilanova Artigas. Fotógrafo Nelson Kon
© Acervo Vilanova Artigas. Fotógrafo Nelson Kon

Durante o II Workshop ArchDaily Brasil, realizamos um texto a doze mãos sobre a Rodoviária de Jaú, Clássico da Arquitetura de Vilanova Artigas. Um texto criado em voz alta a partir da observação de doze arquitetos a um único detalhe: o encontro das vigas com o pilar. Em seguida, os participantes aprofundaram a observação através de novos textos complementares e novos desenhos.

Os resultados desse experimento você lê a seguir.

Por Ana Carolina Gleria, Ana Karla Olimpio, Daniela Rizzi, Fabricia Zulin, Flavia Botechia, Letícia Gomes, Manuella Andrade, Michelle Schneider, Paulo Takimoto, Renata Mendes (participantes) + Igor Fracalossi e Ruth Verde Zein (professores)*

A cobertura é sistema tipo caixão perdido formada por duas lajes planas unidas por uma malha ortogonal de vigas de seção retangular. Dezoito pilares suportam o volume. Nesses pontos há uma variação no cruzamento das vigas pela presença dos pilares. Onde ocorreriam os cruzamentos há uma abertura na laje e as vigas descem curva até alcançar o topo dos pilares no nível do piso. O desenho da perfuração obtida corresponde à subtração de um sólido cônico do volume da laje. Sua borda é fechada por uma viga circular inclinada.

© Fabricia Zulin
© Fabricia Zulin

As quatro frentes de viga, consequência da abertura circular, descem em curva e se interceptam no topo do pilar quadrado. Definem sobre ele um quadrado menor interno, cujos vértices são os pontos médios dos lados do quadrado maior. Nesse processo, a seção das vigas varia a cada altura.

© Daniela Rizzi
© Daniela Rizzi

As duas arestas superiores de cada viga descem em direção a um ponto central alinhado com o centro do pilar: a esse ponto chegam oito arcos e quatro faces triangulares curvas. As duas arestas inferiores descem em direções diferentes. Cada uma encontra-se com a aresta mais próxima da viga perpendicular num ponto alinhado com o ponto médio dos lados do quadrado menor. Do ponto médio entre as arestas inferiores parte outro arco, transformando uma face em duas através de um vinco. Desce em direção aos vértices do quadrado menor. Cada lado do quadrado menor da base abre-se em duas faces torcidas que formam a metade da face inferior das vigas.

A transição entre as vigas da cobertura e os pilares é um problema de união entre pontos através de arcos.

© Flavia Botechia
© Flavia Botechia
© Letícia Gomes
© Letícia Gomes
© Michelle Schneider
© Michelle Schneider
© Ana Carolina Gleria
© Ana Carolina Gleria
© Ana Karla Olímpio
© Ana Karla Olímpio
© Renata Mendes
© Renata Mendes
© Paulo Takimoto
© Paulo Takimoto
© Ruth Verde Zein
© Ruth Verde Zein

* Agradecemos a presença e colaboração do professor Rafael Perrone, quem contribuiu na observação da obra e construção do texto.
O II Workshop ArchDaily Brasil: Clássicos da Arquitetura Paulista foi realizado em parceria com a Universidade Presbiteriana Mackenzie e contou com apoio do Núcleo Docomomo São Paulo.

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Vilanova Artigas
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Cita: Igor Fracalossi. "Rodoviária de Jaú, a doze mãos" 01 Jul 2015. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/769516/rodoviaria-de-jau-a-doze-maos> ISSN 0719-8906