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Primeiro Lugar no concurso da Operação Urbana Consorciada Água Branca / Estúdio 41

Primeiro Lugar no concurso da Operação Urbana Consorciada Água Branca / Estúdio 41
Primeiro Lugar no concurso da Operação Urbana Consorciada Água Branca / Estúdio 41, Cortesia de Estúdio 41
Cortesia de Estúdio 41
  • Arquitetos

  • Localização

    São Paulo - State of São Paulo, Brasil
  • Autores

    Emerson Vidigal, Eron Costin, Fabio Henrique Faria, João Gabriel Moura, Martin Kaufer Goic
  • Colaborador

    Marcelo Miotto e Felipe Gomes
  • Consultoria de Paisagismo

    Alessandro Filla Rosaneli
  • Consultoria de infraestrutura

    Eduardo Ribeiro Santos
  • Consultoria de mobilidade

    Rafael Milani Medeiros
  • Consultoria de geotécnica

    Luiz Henrique Felipe Olavo
  • Ano do projeto

    2015

Apresentamos a seguir o projeto desenvolvido pelo escritório Estúdio 41, premiado com o primeiro lugar no concurso da Operação Urbana Consorciada Água Branca, promovido pelo IAB-SP e pela SP Urbanismo. Leia, a seguir, a descrição da proposta pelos autores.

Cortesia de Estúdio 41 Cortesia de Estúdio 41 Cortesia de Estúdio 41 Cortesia de Estúdio 41 + 19

Dos arquitetos: Desenhar e construir um bairro. Estruturar as redes e os sistemas urbanos em torno da nova intervenção. Fazer as pazes com a água. Projetar para as pessoas. Criar modelos, paradigmas, refletir profundamente sobre a cidade.

Projetar uma estrutura dessa escala transcende a simples prática arquitetônica e urbanística e aponta para o cuidado necessário na abordagem dos problemas urbanos e nas respostas possíveis para cada questão colocada pela sociedade, seja ela representada pelo poder público, por suas associações, pelas comunidades locais, enfim, pelos cidadãos, através da representação mais ampla possível.

Cortesia de Estúdio 41
Cortesia de Estúdio 41

De fato, um projeto dessa natureza ultrapassa a noção de estrutura e faz pensar na ideia de sistemas.

O plano para a urbanização do subsetor A1 da Operação Urbana Consorciada Água Branca é uma oportunidade para refletir sobre a cidade de São Paulo, sobre o desenho que queremos para as metrópoles e sobre como podemos construir espaços para as pessoas, para viver, habitar, trabalhar, usufruir. Desenhar espaços que em potência possam ser lugares de abrigo, de encontro, de fruição da vida urbana, da forma mais ampla possível, parece ser a tarefa dada aos arquitetos nesse processo.

Diante dessas necessidades, a presente proposta sugere abordar o problema colocado da através das seguintes ações:

1- Estabelecer claramente a estratégia de faseamento do projeto, permitindo assim que as edificações atuais possam ser desmobilizadas sem comprometer a primeira fase de empreendimento, a saber, as 680 moradias que são parte da primeira etapa de construção.

2- Desenhar os sistemas de espaços livres da intervenção, ou seja, parques, praças, boulevares, ruas e pátios de maneira a privilegiar em primeiro lugar o pedestre e também o ciclista.

Cortesia de Estúdio 41
Cortesia de Estúdio 41

3- Reduzir a presença do automóvel no interior da intervenção e restringir o seu percurso ao mínimo necessário para permitir a funcionalidade da alça urbana solicitada no termo de referência do concurso.

4- Conectar os sistemas de mobilidade da intervenção às comunidades do entorno imediato para que possam fazer uso de seus equipamentos públicos institucionais.

Cortesia de Estúdio 41
Cortesia de Estúdio 41

5- Equilibrar densidade e verticalização, propondo uma morfologia urbana que resulte numa escala condizente com a qualidade de vida esperada no nível da rua, com as edificações do entorno, com o conforto ambiental dos edifícios e seus espaços livres.

A partir desses pontos são detalhadas as intervenções para que se cumpram as diretrizes solicitadas em edital, garantindo, ao mesmo tempo, a qualidade dos espaços propostos.

ESTRATÉGIA DE FASEAMENTO

Diagrama - faseamento. Image Cortesia de Estúdio 41
Diagrama - faseamento. Image Cortesia de Estúdio 41

Entende-se que a desmobilização de estruturas construídas, demolições, realocações são sempre problemáticas e delicadas tanto para os usuários atuais quanto para os futuros moradores. Essas ações em geral tomam tempo e podem atrasar a implantação de planos urbanos de natureza similar ao da Operação Urbana Consorciada Água Branca.

Dessa forma, propõe-se uma primeira etapa de intervenção que resolva as 680 unidades habitacionais (50% do total) solicitadas no edital e, ao mesmo tempo, preserve, pelo menos num primeiro momento, os edifícios administrativos da CET – Companhia de Engenharia de Tráfego -, o Centro de Triagem e as instalações da Escola de Samba Águia de Ouro.

Numa segunda etapa, podem ser construídos o CEU, a Unidade de Saúde, o novo edifício do CGMI – Centro de Gerenciamento e Monitoramento Integrado. Conjuntamente, pode-se implantar grande parte dos espaços livres: a praça principal e o parque proposto ao longo do Rio Tietê e da Av. Nicolas Boer. Além disso, nessa etapa, podem ser instaladas as conexões através de passarelas, ruas, calçadas e jardins lineares entre a intervenção e seu entorno.

Implantação CEU. Image Cortesia de Estúdio 41
Implantação CEU. Image Cortesia de Estúdio 41

Para a terceira etapa de intervenção são propostas as demais unidades habitacionais, concluindo assim a totalidade do objeto proposto no presente concurso.

A intenção da estratégia de faseamento proposta é resolver rapidamente as habitações para as famílias que se encontram há mais tempo na fila de espera, ganhando tempo para a desmobilização das estruturas existentes. Num segundo momento, com a participação do poder público e das comunidades locais, pode-se deliberar sobre as demais etapas de implantação.

SISTEMAS DE ESPAÇOS LIVRES

Os sistemas de espaços livres são projetados de modo a garantir mais que o mínimo de 40% de áreas verdes solicitado em edital. As principais áreas livres são posicionadas junto ao parque proposto ao longo do Rio Tietê e da Av. Nicolas Boer. A variabilidade de escalas é garantida com a implantação da praça seca central e da rua de pedestres proposta ao longo da via central ao empreendimento. As demais ruas, paralelas à via central, são pensadas com prioridade para pedestres, ou seja, o tráfego local é permitido em baixa velocidade, mas a preferência é para os transeuntes.

As delimitações geométricas propostas no paisagismo trabalham com a ideia de diferenças de níveis para delimitar setores e tipos de tratamento. A intenção é gerar bacias de amortecimento para águas pluviais ao longo de todo o parque. Em algumas áreas a profundidade proposta é de -1,5 metros em relação ao nível médio. Nesses trechos são implantados campos de futebol gramado ou vôlei de areia que podem ser inundados temporariamente e depois recuperam sua configuração original. Em outras áreas, a depender dos relatórios de sondagem, a sugestão é realizar escavações de profundidade variável, de maneira a expor o lençol freático. Nesses espaços, as lagoas podem se tornar perenes e importantes como elementos de tratamento paisagístico, qualificando a proposta como uma tentativa de retomada da relação entre a cidade e a água.

Diagrama - setorização. Image Cortesia de Estúdio 41
Diagrama - setorização. Image Cortesia de Estúdio 41

Nos interiores das quadras, os espaços livres servem à fruição pública, ao convívio diário, ao lazer infantil e às reuniões condominiais. Seu uso público deve ser garantido para que haja vitalidade e relação entre espaços públicos e privados.

Como prolongamento da passarela de travessia do rio propõe-se uma marquise de cobertura que circunda a praça principal. Esse elemento construído, artifício e paisagem, permite a permanência de pessoas em áreas de convívio sombreadas. Ele gera também um nível de mezanino para a praça, permitindo a realização de encontros da comunidade, feiras, festividades, e até mesmo eventos com potencial para atrair o público do entorno.

MOBILIDADE

Parte-se do princípio que o tráfego de automóveis só deve ocorrer nas áreas estritamente necessárias. Dessa forma, a maior parte do nível do solo é destinado a pedestres e sistemas de transporte não motorizados.

Cortesia de Estúdio 41
Cortesia de Estúdio 41

Propõe-se áreas de estacionamento esporádicas para permitir acesso de carga, circulação dos bombeiros, e acesso à garagem do edifício da CET/CGMI. Sempre que possível, são propostas passagens elevadas para o pedestre com desníveis no próprio calçamento, a exemplo do cruzamento entre o eixo principal de pedestres e a alça de veículos solicitada pelas bases. Nesse ponto também prevê-se a instalação de semáforos para pedestres e veículos.

Sobre essa alça viária urbana, constituída pelas vias "R" e "X", considera-se que pode ser resolvida em duas faixas, sem comprometer a funcionalidade do sistema viário local.

Diagrama - Urbano 1. Image Cortesia de Estúdio 41
Diagrama - Urbano 1. Image Cortesia de Estúdio 41

Um sistema cicloviário é proposto cruzando a intervenção de norte a sul. Desde o terreno ao norte do Tietê até a Av. Marquês de São Vicente, essa ciclovia acompanha a passarela de pedestres conectando as diversas comunidades do entorno e conduzindo os ciclistas até o sistema de ciclovias que permite atingir os eixos de BRT e conectar-se ao terminal da Barra Funda. Imagina-se também a integração dessa proposta com os demais trechos cicloviários existentes na região, bem como o posicionamento de bicicletários e estações de bike sharing em locais estratégicos: na passarela de conexão, na praça central, junto à Av. Marquês de São Vicente e no terreno ao norte do Rio Tietê.

Cortesia de Estúdio 41
Cortesia de Estúdio 41

INFRAESTRUTURA

Os espaços propostos, sejam livres ou construídos, organizam as relações e as necessidades de infraestrutura.

A noção de sistema, apontada de início, interconecta cada tema, cada disciplina, cada questão colocada. Constroem-se então redes de sistemas que se interconectam: água, esgoto, energia, transportes, arborização. Essas redes procuram interligar os sistemas internos à área com as redes presentes na Av. Marquês de São Vicente.

As instalações subterrâneas são projetadas prevendo pontos de acesso para instalação de novas redes e manutenção. Os pontos de acesso são posicionados de maneira a não inviabilizar o uso das calçadas e vias quando ocorrem novas intervenções ou expansão do sistema inicialmente previsto.

DENSIDADE, VERTICALIZAÇÃO E VITALIDADE URBANA

O parcelamento e as edificações propostas pretendem articular uma série de condicionantes legais, sociais e econômicos da região da Operação Urbana Água Branca.

A verticalização dos edifícios permite liberação do nível do solo, ao mesmo tempo que propicia a geração de 1723 unidades habitacionais, suficientes para garantir bom aproveitamento dos lotes e equilíbrio entre os coeficientes e as cotas parte. Procura-se concentrar essa verticalização nos blocos ao longo da Av. Marquês de São Vicente, pelo potencial que a via apresenta dentro do contexto territorial, ou seja, pelas condições de infraestrutura urbana e mobilidade privilegiadas.

Planta do térreo. Image Cortesia de Estúdio 41
Planta do térreo. Image Cortesia de Estúdio 41

Os usos do térreo são organizados de modo a permitir diversidade de atividades em horários distintos, garantindo a vitalidade no nível da rua e também nos pátios centrais das quadras. Para isso, sempre que possível propõe-se áreas comerciais, de lazer e de fruição pública no nível do chão. Os usos institucionais propostos e o edifício administrativo garantem o mix de usos de forma a potencializar a vida no espaço público e qualificar o deslocamento das pessoas.

HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL

As tipologias das edificações propostas buscam garantir a variabilidade necessária de apartamentos, a correta iluminação, insolação e ventilação dos espaços, a modularidade dimensional e a padronização de sistemas construtivos.

São projetados apartamentos de dois quartos, com 50 m2 de área útil, podendo em alguns casos, variar para tipologias de um, dois ou três quartos. As unidades para portadores de deficiências concentram-se nos térreos ou nos edifícios com elevadores, atendendo ao percentual requerido pela legislação.

Planta da unidade habitacional. Image Cortesia de Estúdio 41
Planta da unidade habitacional. Image Cortesia de Estúdio 41

No terraço/cobertura dos edifícios de até cinco pavimentos sugere-se a implantação de hortas comunitárias, administradas pelas próprias associações de moradores. Além da produção local de alimentos essas áreas podem explorar o potencial paisagístico das coberturas e servir como mais um espaço de convívio social.

Projetos de escala urbana dessa natureza precisam entender a participação das comunidades locais como elemento central de seu processo de tomada de decisão. Projetar espaços que possam se tornar lugares de encontro, convívio, descanso, trabalho e lazer do ser humano é uma tarefa coletiva que transcende as equipes multidisciplinares de projeto e torna-se bem sucedida quando envolve a colaboração das pessoas. Partindo do princípio que o plano urbano é um projeto aberto, assume-se que a de envolver as pessoas deva ser desenvolvida em etapas posteriores e assim o projeto possa assumirá contornos de realidade, garantindo o mínimo necessário de qualidade ambiental para os futuros usuários de seus espaços.

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Sobre este escritório
Estúdio 41
Escritório
Cita: Romullo Baratto. "Primeiro Lugar no concurso da Operação Urbana Consorciada Água Branca / Estúdio 41" 22 Jun 2015. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/768842/primeiro-lugar-no-concurso-da-operacao-urbana-consorciada-agua-branca-estudio-41> ISSN 0719-8906

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