Cinema e Arquitetura: "Expresso do Amanhã"

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O  trem é o mundo. Nós, a humanidade. Frase que, citada dentro do filme, poderia resumir a mensagem que o mesmo procura transmitir ao público. Metáfora da própria sociedade, "Expresso do Amanhã" segue os passos da ficção científica distópica mais clássica, mas não por isso se torna repetitivo ou carente de impacto. Todo o contrário, transmite inovação em relação ao gênero, uma ambientação sombria e um sentimento de pessimismo que pretende conscientizar o espectador e não mantê-lo indiferente diante do apresentado.

O grande trem move-se sobre os trilhos de um mundo devastado por uma nova era glacial, a qual foi provocada de maneira artificial pelos esforços políticos, sem sucesso, da humanidade em erradicar os efeitos da mudança climática. Tomando um rumo sem volta, a civilização colapsa sob a neve e os únicos sobreviventes juntam-se dentro dos vagões de um trem que, como uma arca, foi preparado por um excêntrico milionário para preservar a sociedade humana. 

A vida dentro do trem é brutal. Sem água, sem comida, desenvolveram um comportamento canibal que somente pode ser detido diante da figura do auto-sacrifício, de uma autofagia que consegue impor a ordem e posteriormente, com a figura de um líder. Sobrevivendo nos porões do trem, a classe alta vê os grupos da classe mais baixa como uma praga. Mas, em vez de eliminá-los, os utiliza como sua mão-de-obra barata e renovável, como peças para a grande maquinaria que supõe o ciclo infinito do trem. 

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Sobre este autor
Cita: Altamirano, Rafael. "Cinema e Arquitetura: "Expresso do Amanhã"" [Cine y Arquitectura: "Snowpiercer"] 19 Jun 2015. ArchDaily Brasil. (Trad. Sbeghen Ghisleni, Camila) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/768752/cinema-e-arquitetura-expresso-do-amanha> ISSN 0719-8906

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