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Exposição “Escritório Ramos de Azevedo” no Centro Cultural Correios São Paulo

Exposição “Escritório Ramos de Azevedo” no Centro Cultural Correios São Paulo
Exposição “Escritório Ramos de Azevedo” no Centro Cultural Correios São Paulo, Mercado Municipal de São Paulo. Image Cortesia de Imagem de divulgação
Mercado Municipal de São Paulo. Image Cortesia de Imagem de divulgação

O Centro Cultural Correios São Paulo apresenta, até 17 de março, a exposição “Escritório Ramos de Azevedo: a arquitetura e a cidade”, com fotos, desenhos e plantas que revelam a história da equipe por trás de um dos grandes nomes da arquitetura paulista e seus projetos que contribuíram para a modernização da cidade em franco crescimento.

Organizada pela Restarq/Via das Artes, com o apoio da Lei Rouanet – Lei Federal de Incentivo à Cultura -, a mostra tem como objetivo levar a público arquivos desconhecidos pela maioria da população e até inéditos, que retratam as transformações de São Paulo de 1886 a 1965.

A história dos legados e bastidores do Escritório Ramos de Azevedo é contada em mais de 100 imagens e documentos, distribuídos em 80 painéis e três vitrines. O acervo conta com imagens selecionadas do Arquivo Histórico de São Paulo, digitalizadas em parceria entre a Prefeitura de São Paulo e a Universidade de São Paulo (USP). A mostra também se destaca por ser a primeira a trazer coleções particulares cedidas pelos herdeiros dos projetistas do escritório de Ramos de Azevedo.

Quatro momentos da história - Sob a curadoria de Beatriz Piccolotto Siqueira Bueno e com a consultoria de Nestor Goulart Reis, ambos docentes da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), a exposição foi dividida em quatro módulos.

Teatro Municipal de São Paulo. Image Cortesia de Imagem de divulgação
Teatro Municipal de São Paulo. Image Cortesia de Imagem de divulgação

O primeiro, “Dr. Ramos de Azevedo e seus parceiros – 1886-1928”, retrata o espírito empreendedor do arquiteto ao montar uma empresa capaz de cuidar de pormenores desde a concepção do projeto até a execução da obra. Em seu auge, em 1890, o seu escritório chegou a contar com 500 colaboradores, incluindo projetistas, marceneiros, engenheiros, mestres de obras e operários.

O segundo módulo, “As obras públicas – 1886-1928”, apresenta fotos e desenhos com fortes apelos estéticos dos projetos desenvolvidos especialmente para a São Paulo em crescimento. Entre os destaques estão as imagens ampliadas e plantas técnicas dos edifícios símbolos da cidade, como a sede dos Correios e Telégrafos (que concentrou a expansão da cidade na região central, em direção ao Boulevard São João), o Palácio das Indústrias, a Secretaria da Agricultura e muitos outros.

Edifício Ramos de Azevedo. Image Cortesia de Imagem de divulgação
Edifício Ramos de Azevedo. Image Cortesia de Imagem de divulgação

O acervo inclui ainda desenhos de móveis, revelando uma faceta pouco conhecida dos escritórios de arquitetura daquela época: os projetos arquitetônicos eram criados como um conjunto, contemplando inclusive a arquitetura de interiores e o design dos objetos. Entre projetos mobiliários que chamam atenção pela riqueza de detalhes e sutileza estão os das bancas de venda do Mercado Municipal.

Além dos prédios públicos, concentrados sobretudo na região central, o Escritório Ramos de Azevedo também criou diversos projetos para empresários, banqueiros e investidores. Assim, o módulo “Empresário e capitalista: as obras para particulares – 1886-1928” reúne plantas e desenhos de edifícios para estabelecimentos como o Banco di Napoli, hotéis, fábricas e palacetes para classe média e alta nos novos bairros.

Edifício Villares. Image Cortesia de Imagem de divulgação
Edifício Villares. Image Cortesia de Imagem de divulgação

Já a última parte da mostra, “A Segunda fase: Escritório F. P. Ramos de Azevedo, Severo & Villares – 1928-1965” retrata o período após a morte do arquiteto, marcado por edifícios cada vez mais altos e com a forte influência do Art Décô. Capitaneado por Arnaldo Dumont Villares e com aproximadamente 50 colaboradores, o escritório realizou proezas da engenharia como o Edifício Britânia, erguido nas encostas do Vale do Anhagabaú, a partir do congelamento do solo do edifício vizinho, o Liberty Paulista, por dois longos anos. Na época também foram realizadas outras obras importantes, como o Estádio do Pacaembu e seus móveis em estilo Art Décô, projetados em sintonia com a estética dos edifícios.

Exposição “Escritório Ramos de Azevedo: a arquitetura e a cidade”

  • Data: até 17 de março
  • Local: Centro Cultural Correios São Paulo – Av. São João, s/nº - Centro
  • Telefone: (11) 3227-9461
  • Entrada franca
  • Horário: de terça a domingo, das 11h às 17h.
  • Visita monitorada: terças a domingo, das 11h às 17h.
  • Informações e agendamento de visita monitorada: tel. (11) 5083 4360 ou pelo e-mail viadasartes@viadasartes.com.br
  • Capacidade: 150 pessoas
  • Acesso para portadores de necessidades especiais

Sobre este autor
Cita: Romullo Baratto. "Exposição “Escritório Ramos de Azevedo” no Centro Cultural Correios São Paulo" 10 Fev 2015. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/761941/exposicao-escritorio-ramos-de-azevedo-no-centro-cultural-correios-sao-paulo> ISSN 0719-8906

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