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ELEMENTAL, Terceiro Lugar no concurso de desenho do Parque Museu Humano San Borja / Santiago

ELEMENTAL, Terceiro Lugar no concurso de desenho do Parque Museu Humano San Borja / Santiago
ELEMENTAL, Terceiro Lugar no concurso de desenho do Parque Museu Humano San Borja / Santiago, Cortesia de ELEMENTAL
Cortesia de ELEMENTAL

O Conselho Municipal de Santiago (Chile) decidiu de maneira unânime premiar com o primeiro lugar o escritório BBATS+TIRADO na segunda e última etapa do concurso de arquitetura do futuro Parque Museu Humano San Borja em Santiago.

O terceiro lugar foi outorgado à equipe do ELEMENTAL, escritório liderado por Alejandro Aravena, que nesta segunda etapa optou por manter os conceitos da primeira etapa e explicitar as observações recebidas pela Prefeitura de Santiago, o escultor Mario Irarrázabal e a comunidade de vizinhos do Parque San Borja.

A seguir, sabia mais sobre a proposta premiada com o Terceiro Lugar no concurso chileno.

Cortesia de ELEMENTAL
Cortesia de ELEMENTAL

Dos arquitetos: visto que os conceitos que originaram a nossa proposta foram apresentados na primeira etapa do concurso, nos pareceu que o memorial desta etapa deveria ser simplesmente a explicitação das observações recebidas e como nossa proposta as incorporou.

1. Recomendações da comissão julgadora para a segunda etapa:

Cortesia de ELEMENTAL
Cortesia de ELEMENTAL

  • 1a. Considerar no projeto as melhores possibilidades de manter as árvores existentes. Uma das condições base do desenho da nossa proposta foi conservar as árvores existentes. Neste sentido, nosso projeto somente elimina um conjunto de arbustos existe no talude, conjuntos de pitósporos e pequenas vegetações catalogadas como de pouco valor no cadastro municipal e transladamos 3 árvores dentro do parque, segundo mostra o esquema "Árvores Propostas".

  • 1b. Esclarecer o fechamento proposto para o parque e as orientações de segurança. Nossa proposta conservou, desde o princípio, o atual fechamento do parque. Somente substitui a cerca existente pelo próprio edifício do museu; por este meio, permite não somente definir o limite do parque, mas também iluminar as áreas mais escuras, dado que o fechamento funcionaria como uma luminária urbana horizontal.

  • 1c. Evitar as áreas cegas por tema de segurança. É proposto que o limite do parque seja um percurso perimetral: um circuito que permite passear e que elimina as áreas cegas do parque.

  • 1d. Incorporar acessibilidade universal. Esta ideia formou parte da nossa proposta desde o começo.

  • 1e. Apresentar o planejamento topográfico existente e proposto para identificar os movimentos originais desde o começo.

  • 1f. Melhorar a relação do muro proposto com o espaço público da rua adjacente (Jaime Eyzaguirre/ Carabineros de Chile). Frente as apreensões a respeito da opacidade do muro de aço perfurado como limite direto do Museu com a calçada pública e a facilidade de manutenção e limpeza dos vidros por trás dele, nesta etapa propomos a inclusão de um pátio entre as salas do museu e a calçada.

    Isto responde as observações da comissão avaliadora, mas também as conversas com o escultor. Neste sentido, o revestimento de aço oxidado (e não aço cortén), em camada dupla, por ambas faces dos pés-direitos de aço permite perfurações de maior diâmetro (entre 6 a 12 cm), por isso menos grafitáveis e que faz com que seja possível entrever as esculturas dispostas no pátio. Esta maior permeabilidade permite também uma melhor iluminação da calçada adjacente.

  • 1g. Esclarecer o critério de posicionamento das esculturas e do melhoramento físico do parque. Nossa proposta opta por concentrar a intervenção no lado noroeste do parque porque é mais deficitário em términos de espécies arbóreas, de uso e de acessibilidade universal. Por isso, o Museu Humano é praticamente a construção programática do limite do Parque San Borja. Uma das oportunidades do projeto é a criação de um circuito que permita passear pelo parque.

    Este percurso praticamente a um nível, com um pavimento de calçada que permite o uso para idosos e crianças completa uma calçada de meio quilômetro de extensão ao longo da qual se propõe a disposição das esculturas; com isto é possível distribuir o patrimônio artístico do escultor Mario Irarrazabal em todo o parque, já que, com somente um percurso é possível ver a totalidade da obra, sem perder nenhuma peça da coleção. No Passeio das Esculturas são dispostas as peças a uma distância sempre visível do circuito, mas ocupando áreas ora mais íntimas ora mais públicas.

Cortesia de ELEMENTAL
Cortesia de ELEMENTAL

2. Sugestões do escultor Mario Irarrázabal

Cortesia de ELEMENTAL
Cortesia de ELEMENTAL

Tivemos várias reuniões com o escultor, tanto em seu ateliê como no próprio Parque San Borja, afim de sermos o mais específico possível no momento de delinear os critérios museográficos da amostra. Destas conversas surgiram requerimentos muito concretos, que a pesar da modéstia do escultor em descrevê-los somente como sugestões, nos pareceu importante incorporá-los como condições de desenho:

Cortesia de ELEMENTAL
Cortesia de ELEMENTAL

  • 2a. Que as esculturas possam ser tocadas. É mantida como filosofia de desenho a relação direta entre escultura e público que existe no ateliê do artista. As esculturas de maior tamanho e cujas formas sejam mais monolíticas serão dispostas no Parque; as mais frágeis ou vandalizáveis, segundo a indicação do próprio escultor, serão colocadas dentro do Museu.

  • 2b. Que as esculturas sejam afetadas pelas luz e sombra e interajam com a paisagem: que se molhem e se encham com as folhas das árvores. A grande diferença entre ante-projeto e a proposta apresentada na primeira etapa consiste na inclusão de um pátio paralelo a galeria, ao longo de todo o museu. A ideia é que funcione como uma galeria ao ar livre, em que as esculturas, embora fiquem protegidas de uma possível vandalização, mantém uma relação muito primitiva com a intempérie, tal como solicita o escultor.

  • 2c. Que as esculturas sejam apresentadas em 5 instâncias ou âmbitos:

Localização das Esculturas
Localização das Esculturas

  • I. dispersas no parque. Propomos posicionar as esculturas mais emblemáticas e de maior formato, como La Esfera del Encuentro, El Gran Silencio, El Ensamble, Las manos em todas suas variáveis, a distâncias facilmente visíveis desde o Passeio das Esculturas , um circuito que percorre todo o perímetro do parque, tanto dentro como fora do anel. Com isto, se deseja que as esculturas convivam com a vida diária do parque, mas ao mesmo tempo sejam fáceis de percorrer como um conjunto, sem perder nenhuma delas.
  • II. no parque, porém em lugares mais resguardados e abrigados. A fim de integrar os espaços do parque que não sofreram nenhuma intervenção, foi proposto a conformação por agrupamentos de obras de menor formato que se desprendem organicamente da calçada principal, aproximando-se e afastando-se da mesma, colonizando e resgatando espaços e cantos do antigo parque - explanadas, calçadas secundárias, semicírculos, antigos traçados e suas perspectivas das obras, mas sempre a uma pequena distância do Passeio.  
  • III. em um pátio, dentro do museu, mas ao ar livre. As esculturas que por sua fabricação ou geometria possuem peças mais frágeis (que podem quebrar se alguém forçar) mas que o escultor deseja que elas sejam afetadas pela intempérie, estarão dispostas na galeria aberta do pavilhão museu (pátio longitudinal).
  • IV. no interior do pavilhão. Serão colocadas aqui as esculturas de menor tamanho e que apesar do  desejo do escultor em que elas sejam banhadas pela luz direta do sol, é desejável que estejam protegidas no interior do museu.
  • V. em espaços como o ateliê. Aqui serão posicionadas as maquetes ou protótipos de esculturas maiores que, apesar de não estarem na galeria, é desejável que também possam ser visitadas pelo público.
  • 2d. Que as esculturas se agrupem de maneira sutil, livre, orgânica e não necessariamente de maneira cronológica ou com um roteiro específico. Para responder a esta maneira anti ortodoxa que o escultor deseja para a exposição da sua própria obra, propomos uma galeria continua, de largura e altura constante, suficientemente neutra e flexível para dispor as obras segundo as ordens que podem variar. O corredor central de 5 metros de largura e 3,5 metros de altura, estende-se por ambos os lados, que em algumas vezes acomodam programas de apoio e serviço como o acesso (os quais podem funcionar de maneira independente e além do horário do museu) ou também articular os retornos do percurso público, que podem fechar um circuito com uma parte coberta interior e outra parte descoberta exterior. No topo, propomos o posicionamento da escultura Suba no más, já que, necessita de uma largura maior dado que sua condição interativa serve como um ponto de inflexão natural no percurso.

3. Considerações dos vizinhos

Cortesia de ELEMENTAL
Cortesia de ELEMENTAL

Dada nossa experiência em desenho participativo, nossa exposição aos vizinhos se centrou não tanto em validar nossa resposta, mas sim, em entender junto com eles qual era a pergunta; não existe nada pior do que responder bem a pergunta errada.

Nossa metodologia de desenho consiste em identificar o que "informa" a "forma" do projeto. No início do processo, desconhecemos a forma do edifício: X=?. Então, começamos a carregar a pergunta de restrições, problemas, possíveis conflitos, mas também de aspirações e desejos da comunidade.

Croquis
Croquis

É por isso que nossa apresentação buscou, antes de mais nada, estar de acordo com os vizinhos em quais eram os problemas e a partir disso, identificar quais eram as oportunidades de projeto.

Fachada Norte
Fachada Norte

  • 1. Em primeiro lugar, quisemos validar junto com os vizinhos o cadastro das especies vegetais. Acrescentamos às espécies valiosas identificadas no cadastro que formava parte dos anexos do concurso algumas espécies que a nós nos pareciam importantes e identificamos onde estavam as espécies de menor valor ou com certo grau de deterioração. Com isto, a intervenção deveria circunscrever o declive do limite noroeste do Parque. Os vizinhos foram enfáticos em ratificar que não se deveria intervir em nem um metro a mais do resto do parque.

  • 2. Em segundo lugar, expomos a necessidade de dotar de acesso universal a área oeste do parque, dado que a inclinação natural do vale de Santiago permitiria acesso leste, mas não oeste. Entramos em acordo que o projeto do Museu poderia ser visto como uma oportunidade para resolver esta dúvida.

  • 3. Em terceiro lugar, quisemos saber o sentimento dos vizinhos a respeito da condição de fechamento do parque, no sentido de explicitar que no lado leste e sul o parque é demarcado por terrenos privados e, por tanto, é evidente que deva contar com um fechamento, mas na parte norte e oeste, o parque é limitado por espaços públicos e ruas. Concretamente, queríamos saber se a ideia de fechar o parque era algo desejado pelos vizinhos. Houve unanimidade em que se deveria consolidar com clareza o limite norte e oeste do parque e incrementar as condições de segurança.

  • 4. Por último, quisemos conhecer a opinião dos vizinhos a respeito dos usos atuais do parque e as possíveis necessidades pendentes. Houve total acordo em que os usos atuais do parque deveriam ser conservados e que somente na esquina noroeste haveria certa ambiguidade de uso, na qual poderiam ser propostos novos programas como cafeteria, banheiros ou o próprio museu.

Contexto urbano
Contexto urbano

Ao sobrepor os 4 diagnósticos (1+2+3+4) era evidente que a proposta do museu deveria concentrar-se na borda noroeste do parque, que era coincidente com a nossa proposta.

Detalhe Corte
Detalhe Corte

Talvez, um dos pontos que pareceu mais forte na assembléia do bairro foi a vontade popular de que a união de Marcoleta com Barón Pierre de Coubertin não fosse veicular e sim, adotasse a condição de boulevard exclusivo para pedestre, conforme escolhemos para nossa proposta, integrando este segmento ao circuito que denominamos Passeio das Esculturas.

Posteriormente, recebemos as atas das assembleias e acreditamos que nossa proposta em sua concepção inicial estava totalmente alinhada com o expressado pelos vizinhos. Talvez, somente nomear que incorporamos o desejo de um lugar especial para as hortas comunitárias na zona sudeste do parque com uma superfície maior do que a existente.

Veja a proposta do ELEMENTAL apresentada na primeira etapa deste concurso aqui.

Cortesia de ELEMENTAL
Cortesia de ELEMENTAL
  • Concurso

    Desenho de arquitetura do Parque Museu Humano San Borja
  • Premiação

    Terceiro Lugar
  • Arquitetos

  • Localização

    Parque San Borja
  • Ano do Projeto

    2014

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Sobre este autor
Nicolás Valencia
Autor
Cita: Valencia, Nicolás. "ELEMENTAL, Terceiro Lugar no concurso de desenho do Parque Museu Humano San Borja / Santiago" [ELEMENTAL, Tercer Lugar en concurso de diseño del Parque Museo Humano San Borja / Santiago] 08 Jan 2015. ArchDaily Brasil. (Trad. Sbeghen Ghisleni, Camila) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/759801/elemental-terceiro-lugar-no-concurso-de-desenho-do-parque-museu-humano-san-borja-santiago> ISSN 0719-8906