Cinema e Arquitetura: "Tron: O legado"

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O fato de que um diretor novato foi o escolhido para dirigir a continuação do filme "Tron", deixou muitos surpresos e marcou para sempre a qualidade do produto final, em muitos planos diferentes. Por um lado, a crítica e o público concordam com uma história simples e sem complicações, na qual os protagonistas não conseguiam conectar-se completamente com o público; mas por outro lado, ninguém se atreveu a criticar negativamente a qualidade visual do filme, que nos mostrava um universo perfeitamente consolidado em todos seus detalhes.

A pouca experiência de Joseph Kosinki como diretor é compensada com a de arquiteto. Um dos seus principais objetivos no filme foi manter o espírito original do filme do anos oitenta. Este surpreendeu graças ao uso inovador da animação digital e efeitos especiais, com uma estética muito geométrica e simples devido às limitações da época. Kosinki sabia que a animação atual oferecia recursos ilimitados, entretanto, não desejava um desenho completamente orgânico. Suavizou as formas, mas a todo o momento manteve uma forte presença da geometria pura, estabelecendo assim uma conexão com o passado.

Este exagero da geometria, apesar da reminiscência com a obra original, procura transmitir o papel ditatorial da própria realidade virtual. É um mundo mecanizado, automatizado onde não há lugar para imperfeição. É um mundo de luzes frias e artificiais que a todo o momento dão uma sensação de solidão e abandono.

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Sobre este autor
Cita: Altamirano, Rafael. "Cinema e Arquitetura: "Tron: O legado"" [Cine y Arquitectura: "Tron, Legacy"] 21 Nov 2014. ArchDaily Brasil. (Trad. Camilla Sbeghen) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/757720/cinema-e-arquitetura-tron-o-legado> ISSN 0719-8906

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