História do Corredor / Carlos M. Teixeira

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O corredor, espaço que serve para comunicar ambientes, é o pesadelo dos arquitetos. Uma planta que tem corredores longos é pouco eficiente. Um prédio de escritório com muita área de circulação é um prédio mal resolvido. Um corredor comprido, escuro e deserto é causa de um horror vacui, um espaço claustrofóbico, anônimo, desconcertante. Mas um apartamento de muitos quartos e sem corredores é um apartamento de aproveitamento máximo e sem desperdício de área ou, num mundo onde o espaço sempre é mercantilizado, um “bom” apartamento.

Arquitetos do mercado imobiliário sempre lutam contra ele, mas Rafael e todos os arquitetos que viveram antes do século XVII já tinham resolvido essa questão: eles projetavam palácios enormes, de 500, 1000, 5000 m2, sem nenhum corredor. Área de circulação: 0%, área útil: 100%. Assim eram as plantas dos palácios renascentistas: uma porta para cada cômodo vizinho, e tanto mais portas melhor.

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Sobre este autor
Cita: Carlos M. Teixeira. "História do Corredor / Carlos M. Teixeira" 13 Jun 2013. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/01-119090/historia-do-corredor-slash-carlos-m-teixeira> ISSN 0719-8906

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