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Carlos M. Teixeira

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Abismos arquitetônicos / Carlos M. Teixeira

A primeira impressão que me ocorreu quando vi as cisternas da Índia foi esta: parecem um delírio de degraus e patamares invertidos, uma imersão nas profundezas do deserto tão desconcertante quanto o impulso por um abismo. Realçados pelo jogo de luz e sombra, esses degraus formam uma espécie de mantra arquitetônico de estupendo efeito visual, provendo aquelas escadas de um ritmo vertiginoso e repetindo um padrão que arrebata pela escala e pela multiplicação, não muito diferente de um jogo de espelhos que reflete um espaço ad infinitum.

O Capim / Carlos M. Teixeira

Aurélio
Plantas invasoras, ervas más, plantas daninhas, plantas silvestres, plantas ruderais, inços, mato, e juquira são alguns dos sinônimos das chamadas “ervas daninhas”, as quais incluem os capins. Capim, por sua vez, é a designação genérica das gramíneas silvestres e palavra que tem origem no tupi (ka+píi, ou “folha delgada”). São eles vários: capim barba-de-bode, capim-açu, capim-agreste, capim-amonjeaba, capim-amargoso, capim-azul, capim-balça, capim-bambu, capimpuba, capim-bobó, capim-branco, capim-catingueiro, capim-cheiroso, capim-de-burro, capim-de-cheiro, capim-do-pará, capim-elefante, capim-flecha, capim-gordura, capim-guiné, capim-jaraguá, capim-limão, capim-marmelada, capim-membeca, capim-mimoso, capim-sapé, capim-trapoeraba, etc. A maioria dessas espécies tem a inflorescência em espigas, as folhas lineares, agudas e recurvadas, a haste filiforme, e a ddfsdfsdf sdf sdf sdf sdf . Os capins são indesejados, invasores, forrageiros e provavelmente constituem a maior parte da área verde das cidades. São arrancados por jardineiros, coletados por lixeiros, queimados por incendiários e odiados por paisagistas.

História do Corredor / Carlos M. Teixeira

O corredor, espaço que serve para comunicar ambientes, é o pesadelo dos arquitetos. Uma planta que tem corredores longos é pouco eficiente. Um prédio de escritório com muita área de circulação é um prédio mal resolvido. Um corredor comprido, escuro e deserto é causa de um horror vacui, um espaço claustrofóbico, anônimo, desconcertante. Mas um apartamento de muitos quartos e sem corredores é um apartamento de aproveitamento máximo e sem desperdício de área ou, num mundo onde o espaço sempre é mercantilizado, um “bom” apartamento.