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Espaços Públicos: 10 princípios para conectar as pessoas e a rua

Entre os prédios de uma cidade, há uma rede de espaços que criam e fortalecem conexões em diferentes níveis de influência. Em um texto, eles seriam as entrelinhas: o sentido implícito entre o concreto. Os espaços públicos, que preenchem com vida os hiatos urbanos, estão diretamente associados à construção do que chamamos de cidade e influenciam as relações que se criam dentro delas.

Jan Gehl: 50 anos de estudos e 8 ações para entender o uso dos espaços públicos

Ainda sabemos muito pouco sobre o que de fato são ambientes saudáveis para as pessoas. E por que, afinal, é tão importante conhecer e estudar o comportamento humano nas cidades?

A afirmação e a pergunta acima norteiam os estudos de Jan Gehl, arquiteto dinamarquês que dedicou a carreira profissional ao estudo das sociedades humanas nos ambientes urbanos. Em seu novo livro, How to Study Public Life (Como Estudar a Vida Pública, em tradução livre), Gehl e a também arquiteta Birgitte Svarre fazem uma análise profunda da vida pública, apresentando os métodos e instrumentos necessários para restabelecer a vida urbana como um componente vital do planejamento.

Três revoluções para o transporte urbano

As perspectivas para o futuro do transporte urbano estão diretamente associadas às inovações tecnológicas no âmbito da mobilidade. No começo desde mês, o estudo “Três Revoluções no Transporte Urbano” mostrou que pode haver uma redução de 80% nas emissões se as cidades adotarem três “revoluções” na tecnologia veicular: veículos autônomos, veículos elétricos e compartilhamento de veículos.

Realizado pelo ITDP e pela UC Davis, o documento apresenta essas revoluções e o potencial de mudança de cada uma, caso sejam adotadas, em três cenários: 1) se mantivermos as coisas como estão (business as usual), 2) se duas das três revoluções forem implementadas e 3) se as três mudanças forem adotadas. Se amplamente implementadas, as três revoluções podem representar uma redução de 40% nos custos com transporte urbano até 2050. O compartilhamento de veículos e o uso de fontes renováveis de energia são cruciais para esse resultado.

Como o uso misto e a preservação de prédios históricos qualificam os bairros

Muitas cidades reconhecem a importância e o significado de seus antigos prédios ou construções que, pequenos ou grandes, resistem ao tempo para continuar a contar um pouco do passado daquele local, fazem reviver lembranças ou então suscitar a curiosidade de quem observa e procura saber mais sobre a história. Muitas outras não dão o mesmo valor para esses prédios e acabam cedendo o espaço a projetos imobiliários que buscam cada vez mais áreas para edifícios cada vez mais altos. Já outras apenas permitem que o tempo e a falta de preservação os derrubem. Um estímulo para mudar os dois últimos cenários pode estar nas revelações de estudos já realizados a respeito: cidades com edificações mais antigas e menores registram mais altas densidades, diversidade, maior número de pequenos negócios e atividades empreendedoras e mais habitações acessíveis.

Fortaleza no caminho da mobilidade sustentável: iniciativas beneficiam moradores e otimizam a integração modal

Pode parecer audacioso, mas Fortaleza tem o objetivo de se tornar a cidade mais ciclável do Brasil. Nesse caminho, a mobilidade da capital do Ceará passa por mudanças que beneficiam tanto os moradores quanto os turistas que, além das belas paisagens, agora podem encontrar ciclovias, ciclorrotas e um sistema mais integrado de transporte coletivo.

Ao todo, a rede cicloviária da cidade soma 204,6 km, resultado de um crescimento de 180% desde 2012, quando era de 72,9 km. Dois sistemas incentivam as pedaladas: o Bicicletar, iniciado em 2014, que tem 80 estações de bicicletas compartilhadas pela cidade e surgiu como uma solução de transporte de pequeno percurso para facilitar o deslocamento das pessoas. Atualmente,conta com 133 mil usuários cadastrados e 2.600 viagens por dia, o que já ajudou a evitar que 535 toneladas de gás carbônico fossem emitidas na atmosfera. No último dia 23 de março, foi lançado o projeto Mini Bicicletar, que busca incentivar o uso da bicicleta desde a infância, com ações educativas e opções de lazer para as crianças em espaços públicos.

O desenho do bairro pode impactar a saúde tanto quanto a genética

A conclusão a que podemos chegar com a análise do estudo The Case for Healthy Places (em português, “O caso dos lugares saudáveis”) cabe em uma frase: “O lugar onde uma pessoa mora pode ser um indicativo de saúde até mais confiável do que seu código genético”.

A afirmação, proferida por Melody Goodman, professora da Universidade de Washington, sintetiza a influência que o lugar onde moramos exerce sobre nós. A forma como diferentes bairros são desenhados tem um impacto considerável sobre a saúde física e mental das pessoas. As oportunidades e serviços que oferecem, os lugares de que dispõem, a organização do mobiliário urbano, as condições de segurança e acessibilidade – uma intrincada rede de elementos age sobre os organismos humanos, afetando-os positiva ou negativamente.

Como a vegetação urbana ajuda a economizar na conta de luz

A importância das árvores ganha cada vez mais espaço na pauta das cidades. Além de essenciais para o combate às mudanças climáticas e para o visual do ambiente urbano, proporcionam conforto para as pessoas com suas sombras, amenizando o efeito das altas temperaturas. Ainda assim, há quem ache que cortá-las é o caminho para aumentar as áreas de construção e desenvolvimento.

Mas e se vantagens econômicas forem somadas às vantagens ambientais? Uma pesquisa realizada por cientistas do Serviço Florestal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA Forest Service) mostra que as árvores também ajudam a economizar o consumo de energia nos edifícios, o que reflete diretamente nas contas de luz.

Novo aplicativo permite avaliar a mobilidade urbana

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) em parceria com o Instituto Clima e Sociedade(ICS) e o Laboratório de Experimentação Digital (LED) lançou o aplicativo MoveCidade. O app tem o objetivo de gerar dados sobre qualidade e conforto dos serviços e infraestrutura dos transportes. Por enquanto, disponível apenas para Android, o aplicativo permite avaliar quesitos como pontualidade, segurança e acessibilidade dos sistemas de transporte coletivo e de bicicletas compartilhadas.

Planejamento urbano e mobilidade sustentável: uma questão de tempo?

Incentivar o uso dos transportes não motorizados e dos transportes públicos como alternativa aos automóveis é uma questão central na busca de um desenvolvimento mais sustentável. Assim, muitos países implementaram políticas com o objetivo de influenciar a escolha modal da população e buscar um sistema de mobilidade mais eficiente e menos poluente. Nesse contexto, verificou-se que iniciativas focadas somente em investimentos nos sistemas de transporte não resultavam em mudanças rápidas para modos menos poluentes e novas políticas foram mobilizadas para encorajar as pessoas a optarem pela bicicleta, caminhada ou transportes públicos. Às vezes, essas políticas envolvem incentivos, tais como as ações de sensibilização mostrando os benefícios dos deslocamentos ativos para a saúde, encorajando a escolha desse tipo de transporte ao invés dos individuais motorizados. Outras ações são dissuasivas, como por exemplo, o aumento das tarifas de estacionamento de veículos ou o fechamento de ruas para tornar o seu uso mais rápido e fácil para pedestres e ciclistas.

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Ela é o nosso caos, o nosso refúgio, a nossa casa. É nela que construímos e realizamos sonhos, todos os dias. Foi ela que nos trouxe nossos melhores amigos, o primeiro emprego e a perspectiva de novas conexões e encontros. É a cidade. A minha e a sua. O nosso lugar comum.