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Beyond London: O mais recente de arquitetura e notícia

Combatendo o neoliberalismo: O que os arquitetos de hoje podem aprender com os Brutalistas

07:00 - 25 Março, 2017
Combatendo o neoliberalismo: O que os arquitetos de hoje podem aprender com os Brutalistas, <a href='http://www.archdaily.com/790453/ad-classics-barbican-estate-london-chamberlin-powell-bon'>The Barbican</a> em Londres. Imagem © Joas Souza
The Barbican em Londres. Imagem © Joas Souza

Nesta segunda edição de sua coluna "Beyond London" para o ArchDaily, Simon Henley, da Henley Halebrown, de Londres, discute uma possível influência que pode ajudar os arquitetos do Reino Unido a combater a hegemonia econômica que atualmente aflige o país - voltando-se para a orientação moral dos brutalistas da década de 1960.

Antes do Natal, eu terminei de escrever meu livro intitulado Redefining Brutalism. Como o título sugere, estou buscando redefinir o assunto, desintoxicar o termo e encontrar relevância no trabalho, e não apenas um motivo para nostalgia. O Brutalismo concreto é, para a maioria das pessoas, um estilo que você ama ou odeia. Mas o Brutalismo é muito mais do que apenas um estilo; é um modo de pensar e fazer. O historiador e crítico Reyner Banham argumentou em seu ensaio de 1955 e no livro de 1966 intitulado The New Brutalism: Ethic or Aesthetic que o Novo Brutalismo começou como um movimento ético para depois ser entendido como um estilo. Hoje, é um espelho a ser erguido para a arquitetura do neoliberalismo, para uma arquitetura que serve ao capitalismo. Mais do que nunca, a arquitetura é associada à marca dos grandes arquitetos cujo trabalho tem pouco a ver com os desafios que a sociedade enfrenta, que hoje não são muito diferentes daqueles enfrentados pela geração do pós-guerra: construir casas, lugares para aprender e trabalhar, lugares para aqueles que são mais velhos e doentes, e lugares para se reunir. Podemos aprender muito com essa geração passada.

Casa Dunelm em Durham, por Architect's Co-Partnership. Imagem © <a href='http://www.geograph.org.uk/more.php?id=2935919'>Usuário Geograph Des Blenkinsopp</a> licença <a href='https://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/'>CC BY-SA 2.0</a> <a href='http://www.archdaily.com/791939/ad-classics-park-hill-estate-sheffield-jack-lynn-ivor-smith'>Park Hill</a> em Sheffield: à esquerda, seu projeto original; à direita, um corte de sua renovação. Imagem © Paul Dobraszczyk "Ruas no Céu" no Robin Hood Gardens por Alison e Peter Smithson. Imagem © <a href='https://www.flickr.com/photos/stevecadman/3058342144/'>Usuário Flickr stevecadman</a> licença <a href='https://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/'>CC BY-SA 2.0</a> Seminário de São Pedro em Cardross, Escócia, por Gillespie, Kidd & Coia, aqui apresentado em seu estado original. Imagem Cortesia do Arquivo de GKC + 10

Por que os arquitetos britânicos pós-Brexit precisam pensar para além de Londres

15:00 - 14 Dezembro, 2016
<a href='http://www.archdaily.com/421970/library-of-birmingham-mecanoo'>Library of Birmingham / Mecanoo</a>. Image © Christian Richters
Library of Birmingham / Mecanoo. Image © Christian Richters

No pós-Brexit, arquitetos britânicos precisam pensar muito sobre a posição londocêntrica da profissão. Houve uma política de inclusão de arquitetos não-londrinos em júris, seu trabalho em revistas e em listas de prêmios, mas isso não é suficiente. Ficou claro em 24 de junho, quando a comunidade de arquitetos de Londres percebeu que a Grã-Bretanha deixaria a União Européia, que uma bolha a favor da permanência havia se formado na capital. O mesmo ocorre em outras grandes cidades ao redor do país que votaram em grande parte em favor da permanência no bloco político e econômico.

O que talvez tenha sido mais triste foi testemunhar como indivíduos hostis ou elitistas estavam dispostos a entrar nessa bolha urbanista. Os mantras sobre a inclusão e a tolerância estavam fora da agenda, particularmente porque os londrinos declararam seu desejo de uma cidade independente, ao mesmo tempo que minavam a inteligência e os motivos daqueles a favor da saída da UE. Em termos de arquitetura, também, aqueles a favor do Brexit foram considerados nostálgicos ou loucos pela crítica.