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Adtopic Public: O mais recente de arquitetura e notícia

Meganom propõe investir nas periferias para melhorar a qualidade da vida urbana

Superpark. Imagem © Meganom Depois. Imagem © Dvorulitsa Depois. Imagem © Dvorulitsa © Dvorulitsa + 16

Enquanto as grandes cidades se esforçam para recuperar e revitalizar áreas urbanas centrais, zonas periféricas geralmente são ignoradas ou esquecidas. Geralmente, e com pouquíssimas exceções, o centro de uma cidade é onde se encontra a maioria das infra-esturturas urbanas, serviços públicos e principalmente, uma maior acessibilidade aos sistemas de transporte público. Em si só, isso é um motivo bom o suficiente para que uma cidade se esforce em manter a qualidade e a vitalidade de suas áreas centrais. Entretanto, isso também significa que políticas públicas voltadas tão somente para áreas centrais e que, por outro lado, negligenciam áreas periféricas - historicamente pobres e carentes em infra-estrutra urbana -, penalizam duplamente as zonas mais afastadas e principalmente, a população que ali vive. Com isso em mente, o escritório russo de arquitetura Meganom desenvolveu um projeto chamado de "Dvorulitsa", o que significa literalmente "rua -jardim". Dvorulitsa é um projeto de desenvolvimento urbano que pretende contribuir com a recuperação de áreas periféricas de Moscou. A ideia é um desdobramento de um antigo projeto do estúdio fundado por Yury Grigoryan e Iliya Kouleshov. Desenvolvido em 2013, "Archaeology of the Periphery," foi um projeto de recuperação de um antigo estaleiro que apresentava o conceito de "super parque", uma alternativa para a transformação da periferia das cidades pós-soviéticas.

Por um meio ambiente mais arRUAdor

Porventura não haverá conceito tão mais genérico e abrangente quanto impessoal e difícil de consensualizar como o meio ambiente (fixando a atenção na própria definição de meio ambiente da Conferência das Nações Unidas – o meio ambiente é o conjunto de componentes físicas, químicas, biológicas e sociais capazes de causar efeitos diretos e indiretos, em prazo curto ou longo, sobre os seres vivos e as atividades humanas – e descobrimos, de imediato, que a pacificação de um suporte conceitual comum e assertivo é difícil de atingir e de generalizar o seu reconhecimento…)

Abril no ArchDaily - Público

Na Grécia Antiga, a Polis se referia à cidade e seus cidadãos, onde um não pode existir sem o outro. É nesse cruzamento que a arquitetura pública tem a oportunidade de ajudar a construir os ideais da sociedade: um espaço onde os indivíduos se reúnem, se relacionam e se tornam cidadãos.

Como avaliar a qualidade de um espaço público?

Este artigo foi originalmente publicado no Project for Public Spaces com o título "What makes a successful place?" e aponta algumas diretrizes a se considerar quando se projeta um espaço público: sociabilidade, usos e atividades, acessos e conexões, e conforto e imagem.

Espaços públicos são a alma de uma cidade, lugares onde as pessoas se encontam e convivem, são espaços onde celebramos a vida e as nossas diferenças. Praças, parques, ruas e largos. Avenidas, bulevares e calçadões. Espaços democráticos e sociais, pontos de conexão entre as pessoas e os edifícios que constroem uma cidade. Espaços públicos se esparramam para dentro de nossas escolas, bibliotecas e museus, atravessam edifícios e pontes conectando as pessoas e a paisagem. Mas quais são as principais características de um bom espaço público?

"Espaços públicos contemporâneos são projetados sem vida, gênero ou desejo sexual". Entrevista com Nikos Salingaros

No âmbito do projeto de pesquisa Espacios Oscuros, focado em observar e analisar a experiência da diversidade sexual nos espaços públicos da cidade de Santiago do Chile, os arquitetos María González e José Tomás Franco conversaram com Nikos Salingaros, matemático e pensador conhecido por seu foco teórico alternativo para a arquitetura e o urbanismo, que promove o desenho centrado nas necessidades e aspirações humanas, combinando a análise científica com uma experiência intuitiva profunda.

Nossas cidades são, em sua maioria, hostis às sensibilidades de seus cidadãos. (...) Quase tudo foi alienado, padronizado, esvaziado. Então, como encontrar-se com pessoas diferentes, e como esperar uma mistura entre pessoas estranhas? 

Nesta entrevista, Salingaros não só questiona a maneira como os arquitetos estão desenhando os espaços privados e públicos de nossas cidades, ignorando -quiçá inconscientemente- ao ser humano em sua diversidade, mas também sugere o surgimento de uma série de espaços comunitários privados que estariam suprindo as necessidades de expressão e apropriação de todos os habitantes da cidade.