Centro de Pesquisa & Desenvolvimento da Amore Pacific / Álvaro Siza Vieira + Carlos Castanheira + Kim Jang Kyu

Centro de Pesquisa & Desenvolvimento da Amore Pacific / Álvaro Siza Vieira + Carlos Castanheira + Kim Jang Kyu

© Fernando Guerra | FG+SG© Fernando Guerra | FG+SG© Fernando Guerra | FG+SG© Fernando Guerra | FG+SG+ 92

  • Arquitetos Responsáveis:Álvaro Siza Vieira, Carlos Castanheira, Kim Jang Kyu
  • Cliente :Amore Pacific
  • Escritório Em Portugal:CC&CB – Architects, Lda./ CC&CB – Arquitectos, Lda.
  • Coordenador Do Projeto :Pedro Carvalho
  • Colaboradores:Min Jun Kee, Jang Byul, Kim Young Soon; Lee Zoo Hwa
  • Escritório Na Coreia:M.A.R.U. Metropolitan Architecture Research Unit
  • Coordenador De Projecto :Kim Soo Young
  • Estruturas:HARMONY Structural Engineering
  • Instalações Mecânicas:HANA-Consulting Engineers
  • Eletricidade:HANYANG Total Electrical Engineering & Construction
  • Construtor:DAELIM
  • Guest House Projecto De Arquitectura:Álvaro Siza com Carlos Castanheira e Kim Jong Kyu
  • Guest House Escritório Em Portugal:Carlos Castanheira & Clara Bastai, Lda.
  • Guest House Coordenação:Kim Soo Young
  • Guest House Colaboração:Kim Hyunee, Park hee chan, Lee zoo hwa
  • Guest House Escritório Na Coreia:M.A.R.U. Metropolitan Architecture Research Unit
  • Guest House área De Construção:3003.0 ㎡
  • Pavilhão 1 Escritório Em Portugal:Carlos Castanheira & Clara Bastai, Lda.
  • Pavilhão 1 Coordenação:Kim Soo Young
  • Pavilhão 1 Colaboração:Kim Hyunee, Yim Hyun Jin
  • Pavilhão 1 Escritório Na Coreia:M.A.R.U. Metropolitan Architecture Research Unit
  • Pavilhão 1 área De Construção:283.0 ㎡
  • Pavilhão 2 Escritório Em Portugal:Carlos Castanheira & Clara Bastai, Lda.
  • Pavilhão 2 Coordenação:Kim Soo Young
  • Pavilhão 2 Colaboração:Kim Hyunee, Yim Hyun Jin
  • Pavilhão 2 Escritório Na Coreia:M.A.R.U. Metropolitan Architecture Research Unit
  • Pavilhão 2 área De Construção:260.0 ㎡
  • Gate House Escritório Em Portugal:Carlos Castanheira & Clara Bastai, Lda.
  • Gate House Coordenação:Kim Soo Young
  • Gate House Colaboração:Kim Hyunee, Yim Hyun Jin
  • Gate House Escritório Na Coreia:M.A.R.U. Metropolitan Architecture Research Unit
  • Gate House área De Construção:195.0 ㎡
  • Gate House Projecto De Estrutura:HARMONY Structural Engineering
  • Gate House Projecto De Instalações Mecânicas:HANA Consulting Engineers
  • Gate House Projecto De Electricidade:HANYANG Total Electrical Engineering & Construction
  • Gate House Construção:DAELIM
  • Data Do Projeto:03/2007 - 09/2008
  • Data Da Construção:10/2008 - 05/2010
  • Guest House Data Do Projecto:11/2007- 09/2008
  • Guest House Periodo De Construção:05/2010 - 05/2013
  • Pavilhão 1 Data Do Projecto:11/2007 - 09/2008
  • Pavilhão 1 Periodo De Construção:05/2009 - 05/2010
  • Pavilhão 2 Data Do Projecto:11/2007 - 09/2008
  • Pavilhão 2 Periodo De Construção:05/2009 - 05/2010
  • Gate House Data Do Projecto:11/2007 - 12/2008
  • Gate House Periodo De Construção:05/2009 - 05/2010
  • Cidade:Gyeonggi-do
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© Fernando Guerra | FG+SG
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Amore Pacific é marca de cosmética, produto usado em quantidades industriais pelas mulheres orientais para realçar a beleza, esconder imperfeições ou aprofundar o branco da pele, símbolo de nobreza e de beleza, tal gaja* que, pela brancura de feições, candura e sensibilidade musical, se tornava objecto de culto e de desejo.

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O primeiro contacto de trabalho para a Coreia (na metade Sul, pois para muitos coreanos continua a existir uma só Coreia que se encontra, temporariamente, dividida) coincidiu com uma visita do proprietário da Amore Pacific a Portugal para conhecer obras do Álvaro Siza. Conhecendo os arquitectos que o acompanhavam, fiz de guia. O objectivo era formalizar o convite para projectar um museu.

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Elevação - Eeste e Leste
Elevação - Eeste e Leste
© Fernando Guerra | FG+SG
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Iniciada pela sua avó, a indústria de cosmética, quase por acaso, começou a coleccionar peças relacionadas com o bem-estar da mulher. Peças de cosmética, peças de vestir, peças de adornar e também peças relacionadas com as cerimónias do chá. Hoje a colecção é imensa, assim com a qualidade e beleza da maioria das peças. Peças de valor e interesse nacional, numa parafernália onde a quantidade também faz a qualidade. Entusiasmado, o cliente quer instalar o museu no centro da cidade de Seoul, comprando mais terreno, coisa escassa por aquelas bandas, coisa cara, muito cara. Aguardamos e o primeiro projecto ainda não saiu do papel.

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A quarenta minutos de carro de Seoul, na cidade de periferia de Xxxxxxxxxx(ver ficha técnica), Amore Pacific tem uma grande propriedade, a que eu gosto de chamar Campus, pois é isso que parece. Neste Campus estão concentradas as estruturas de investigação e desenvolvimento, a R&D - Research and Development, e as áreas de formação.

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No local existe um grande edifício em granito cinzento onde estão concentrados os vários laboratórios de pesquisa e investigação. Este edifício resultou de vários acrescentos e adaptações. Agora necessita urgentemente de uma grande reestruturação.

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Planta - Acesso principal
Planta - Acesso principal
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Num outro edifício, em tijolo escuro, encontram-se todos os serviços de formação de pessoal e o museu improvisado, expondo apenas uma pequena parte do espólio. O resto da colecção, sempre a crescer, está armazenada em cave. Um outro pequeno edifício, isolado, como que empurrado para canto, a nordeste, serve de dormitório para quem vem, de longe, fazer formação ou investigação.

© Fernando Guerra | FG+SG
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A área exterior é caracterizada pela enorme colecção de árvores e arbustos que o cliente vai comprando e transplantando de outros locais para este espaço. Na Coreia tudo se transplanta. Do pinheiro enorme, escultórico, como nos habituámos a ver nas gravuras orientais, ao mais subtil acer de múltiplas cores. Os transplantes, feitos em conjuntos, mais parecem instalações de arte: as árvores, ligadas entre si por grossas canas de bambu, ajudam-se mutuamente enquanto não criam raízes.

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Os imensos campos desportivos ainda dão sentido à máxima mens sana in corpore sano, agora em desuso pela preferência do health club. No início do projecto foi pensado o Laboratório, no espaço contíguo ao existente, permitindo a mudança da maior parte dos serviços e a desejada reestruturação do velho equipamento. Deveria ser pensada a necessidade de, a breve prazo, incluir um novo edifício para mais laboratórios, num processo normal e previsível de expansão.

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Depois foi o Pavilhão, espaço polivalente e de ligação entre edifícios e funções. E os respectivos espaços exteriores, grandes, generosos. De seguida veio o hotel de uso exclusivo interno, substituindo o edifício existente que não permitia receber convidados condignamente.

© Fernando Guerra | FG+SG
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Após a apresentação dos estudos prévios, foi solicitado outro Pavilhão. Assim apareceu o Pavilhão II.
Já agora. seria de toda a conveniência repensar a portaria, a Gate House, pois é a frente do Campus, da empresa.
E por que não repensar os espaços exteriores, já que a relação entre os edifícios existentes e os projectados é tão óbvia?
Um Campus é isso mesmo, uma relação entre edifícios, onde os espaços exteriores servem de apoio. Ou será ao contrário?

© Fernando Guerra | FG+SG
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O Laboratório
O edifício de laboratório é grande porque grande era o programa. Estacionamento em cave. Áreas sociais e técnicas em semi-cave. Espaços de investigação e trabalho em dois pisos, levitando do chão para que a relação de espaços e perspectivas se mantivesse. As áreas sociais compreendem espaços de exposição da colecção de arte da empresa, salas de reuniões, restaurante e duas salas de conferências, sendo uma em anfiteatro. E o Health Club. Os pisos de investigação são o mais aberto possível, por vontade expressa do cliente, certamente tocado pela relação de espaços da Biblioteca da Universidade de Aveiro, e de acordo com a necessidade de ventilar e dissipar cheiros e gases e garantir a segurança e outras condições técnicas típicas de um laboratório.

© Fernando Guerra | FG+SG
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Seções transversais 02
Seções transversais 02
© Fernando Guerra | FG+SG
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A base, o edifício que faz a base, é em placagem de granito negro, ligeiramente rugoso. Sobre este edifício há um terraço, parcialmente ajardinado, onde se dá a confluência de percursos e a separação do que está na terra e do que, em consolas, está suspenso. O corpo dos laboratórios é quase todo revestido a dupla fachada de vidro sobre estrutura metálica. Os topos e remates variam entre o zinco e a pedra de mármore branco, diferenciando espaços mas também utilizações. Apesar de caixa ou contentor de funções, a riqueza da utilização simples de materiais transforma-a numa espécie de Caixa de Pandora, em versão ao contrário, de onde sairão as mais belas coisas que transformarão as mulheres menos belas do reino da Coreia.

© Fernando Guerra | FG+SG
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Planta - Laboratório 1º andar
Planta - Laboratório 1º andar
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O Pavilhão I
Localizado no ângulo da estrada entre o edifício de Laboratório e o edifício existente em tijolo, o Pavilhão I, para além das funções de sala polivalente para que foi projectado, tem a função de dobrar a esquina. O que não é coisa fácil.
Elevando-se do chão do jardim, erguendo-se à cota da estrada, criando acessos das cotas inferiores para as superiores, torcendo-se ou contorcendo-se, qual ginasta em equilíbrio, o volume, dobrando-se, cria a esquina.
Betão branco e caixilhos em madeira e inox. Funcionará ainda melhor.

O Hotel
O hotel ocupa parte do campo de futebol existente e como que se encastra na colina a sul. Em forma de U, e em dois pisos, a organização é simples: nas duas pernas, quase semelhantes, estão localizados os quartos e no topo as áreas de serviço e os espaços sociais. A organização ou distribuição dos quartos pelos pisos é invertida, permitindo que o quarto do piso térreo tenha uma orientação diferente da do piso superior, permitindo privacidade no uso exterior, criando variedade. Tijolo, betão aparente e caixilhos de madeira e inox caracterizam os exteriores. O volume espraia-se pelos verdes do exterior.

© Fernando Guerra | FG+SG
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Pavilhão II
O Pavilhão II é necessário para articular as funções do edifício existente, a nascente, e as do Hotel. O Pavilhão II é muro ou muros de contenção e definição de espaços exteriores de jardim e percursos em escada ou rampa. Muros em tijolo, capeamento a pedra, numa continuidade desejada que a natureza irá absorver. O Pavilhão II, como já foi referido, veio depois, como algo não desejado, integrando-se no todo, camuflando-se no geral. Espaço reservado a acontecimentos internos, poderá receber convidados de fora, de dentro e do hotel, sem interferir nas vivências específicas de cada edifício.

© Fernando Guerra | FG+SG
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Maquete 01
Maquete 01
© Fernando Guerra | FG+SG
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Gate House ou Portaria
O acesso ao Campus é pouco interessante e pouco racional. O novo edifício, para além das funções de portaria, de recepção e espera tem também uma pequena habitação para o guarda de noite. Em betão aparente, de cor branca, o volume comporta ainda os espaços para o armazenamento temporário de resíduos que, pelo perigo que representam, exigem especificidades muito particulares.

© Fernando Guerra | FG+SG
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Arranjos Exteriores
Como se de um novelo se tratasse, do qual puxamos um fio que não termina mais, os arranjos exteriores são sequência dos edifícios e da necessária moldagem do terreno onde se está a intervir. Um terreno envolvido por uma vegetação luxuriante que, de transplante em transplante, se transforma e se refresca. Como uma operação plástica em corpo decadente. Os homens pensam, a obra avança, o optimismo vence.

© Fernando Guerra | FG+SG
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Maquete 10
Maquete 10
© Fernando Guerra | FG+SG
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Galeria do Projeto

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Localização do Projeto

Endereço:Yongin-Si, Gyeonggi-do, Coreia do Sul

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Localização aproximada, pode indicar cidade/país e não necessariamente o endereço exato.
Sobre este escritório
Cita: "Centro de Pesquisa & Desenvolvimento da Amore Pacific / Álvaro Siza Vieira + Carlos Castanheira + Kim Jang Kyu" 11 Jan 2021. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/954545/centro-de-pesquisa-and-desenvolvimento-da-amore-pacific-alvaro-siza-vieira-plus-carlos-castanheira-plus-kim-jang-kyu> ISSN 0719-8906

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