Loja NK Store / Estudio Tupi

Loja NK Store / Estudio Tupi

© Andrés Otero© Andrés Otero© Andrés Otero© Andrés Otero+ 38

Jardins, Brasil
  • Arquitetos: Estudio Tupi
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2018
  • Fotógrafo Fotografias:  Andrés Otero
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes: Atlas Schindler, Ulimax, Belas Artes, Clatt, Dpot, Light Source, Uniflex, Viecelli
  • Projeto Luminótecnico:Carlos Fortes
  • Projeto De Automação:Cyntron
  • Projeto De Comunicaçao Visual:DZIM Design Gráfico
  • Paisagismo:Rodrigo Oliveira
  • Projeto Estrutural:Praxis Engenharia e Consultest (escada helicoidal)
  • Consultoria De Concreto :GR Consultoria
  • Consultoria De Acessibilidade:iSocial
  • Projeto De Climatização:Pro RAC
  • Projeto De Instalações Elétricas:Alor Elétrica
  • Projeto De Instalações Hidráulicas:Install
  • Projeto De Irrigação:Regatec
  • Gerenciamento De Obra:SAENG Engenharia
  • Cidade:Jardins
  • País:Brasil
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© Andrés Otero
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Descrição enviada pela equipe de projeto. O projeto da NK Store buscou propor uma diversidade de usos do edifício – além de uma casa de moda de alto luxo, também é um espaço de eventos, desfiles, exposições de artes, sede administrativa da empresa, além de diversas áreas técnicas. Quanto à escolha dos materiais, o Estudio Tupi buscou certa austeridade, utilizando concreto, madeira, espelhos, cortinas, couro, carpete, latão e mosaico português. Criou-se, assim, uma caixa onde os produtos poderiam estar escondidos por cortinas translúcidas (duplicadas também como revestimento das paredes) ou trancados dentro de armários de pau-ferro, cujos nichos com portas deslizantes revelam os tesouros de moda e constituem superfícies opacas quando fechados, trabalho de fina marcenaria.

© Andrés Otero
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Esse jogo de esconder e revelar é reforçado pela iluminação, composta por dois sistemas complementares, que podem enfatizar a leitura do espaço como uma caixa vazia, sem produtos à vista, ou como loja e showroom, com os artigos expostos e destacados pela iluminação direta. As superfícies verticais revestidas por cortinas duplas (que abrem e fecham por um sistema automatizado) têm iluminação difusa por trás dos tecidos, cuja intensidade controlada pelo sistema de automação proporciona uma luz suave, quase etérea.

© Andrés Otero
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Planta - Pavimento Térreo
Planta - Pavimento Térreo
© Andrés Otero
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A movimentação na loja se dá de maneira circular. Composta por três imóveis interligados internamente, há duas entradas por ruas perpendiculares entre si, configurando uma planta em forma de T. A divisa entre os dois imóveis localizados na rua principal (Rua Haddock Lobo) apresenta um volume com pé-direito mais baixo que separa a loja em duas galerias de aproximadamente 20 metros de comprimento cada. Esse volume é todo revestido por pau-ferro e abriga os já citados nichos para exposição de produtos, além de esconder as instalações e a estrutura. Também abriga a escada que dá acesso às áreas de apoio localizadas no subsolo e uma escada secundária que provê acesso direto aos provadores e ao estoque no andar superior.

© Andrés Otero
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Conectando as duas galerias, foram abertos dois túneis com planta em forma de trapézio – um que se expande e outro que se afunila – que abrigam marcas convidadas a ocupar esses espaços, configurando pequenas lojas dentro da loja – chamadas shop-in-shop. Paradoxalmente à ideia de túnel, com pé-direito mais baixo e superfícies revestidas em pau-ferro, a iluminação dessas pequenas lojas se destaca, sendo composta basicamente por um forro em lona tensionada retroiluminada, homogonênea e difusa. Ainda nesses túneis, foram criadas duas penteadeiras, com espelhos com abas basculantes e iluminação frontal, como em um camarim. Foi criado também um nicho em forma de trapézio, composto apenas por um sofá em pau-ferro e couro, com iluminação indireta, um espaço de descanso.

© Andrés Otero
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Ao fim dessas duas galerias, o terceiro imóvel, com entrada pela rua lateral (Rua Sarandi), conecta-se à loja, abrigando as áreas de apoio (caixas, entradas de serviço, salas de segurança, etc) e o acesso aos pavimentos administrativos, que ocupam o segundo e o terceiro andares do edifício. No lado oposto à entrada, foi criado um grande fosso de aproximadamente 11 metros de altura, conectando visualmente a loja às áreas administrativas. Esse prisma abriga uma escada escultural em concreto aparente, réplica autorizada da escada desenhada por Oscar Niemeyer para o Palácio do Itamaraty, em Brasília. Sobre esse prisma, uma claraboia inunda o espaço com iluminação natural.

© Andrés Otero
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Essa escada vem a ser o coração da loja, conectando os dois pavimentos, as galerias e as áreas de apoio. O piso na projeção do prisma foi rebaixado de modo a configurar um ambiente mais intimista, a despeito dos materiais que o compõem. O piso do térreo prolonga-se num balcão, agregando um bar sutilmente iluminado por um frontão em ônix retroiluminado. Sofás em couro abrigam os visitantes. Apesar do pé-direito altíssimo, da luz natural, do piso em pedra portuguesa e da aspereza da estrutura em concreto aparente da escada, o espaço é acolhedor.

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Corte
Corte
© Andrés Otero
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A área reservada aos caias situa-se nessa interseção entre as linhas do T. Uma parede inclinada, revestida de espelho do piso ao teto, e que reflete a escada do ponto de vista de quem adentra a loja a partir da Rua Haddock Lobo, esconde o balcão curvo em um nicho semicircular, todo revestido em pau-ferro. O limite da área do caixa define também o início de um jogo de espelhos, que invade o bar em duas paredes perpendiculares entre si, que quadruplicam a imagem da escada monumental. Esse revestimento de espelhos sobe até a claraboia, revelando a fachada interna dos pavimentos superiores.

© Andrés Otero
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Esse jogo de planos, linhas e múltiplas reflexões reverbera no projeto de iluminação em um jogo de linhas luminosas, que dialoga com ângulos e com as mudanças de materiais. As paredes inclinadas revestidas de espelho são acompanhadas por um rasgo iluminado no teto, que também acompanha as curvas da parede de pau-ferro atrás do caixa. Já as paredes de espelho que adentram o bar são descoladas do fundo e iluminadas por trás, criando outra linha de luz que começa como um rodapé iluminado e invade o bar na altura do balcão e do espaldar do sofá. Essa linha também quadruplicada, gerando a imagem de uma cruz.

© Andrés Otero
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O pavimento superior abriga a seção de importados e os provadores principais. Buscando equilíbrio com a generosa iluminação natural, o forro foi paginado com grandes planos retangulares de lona tensionada retroiluminada, num desenho geometricamente rígido como todo o resto. Dois rasgos contínuos ladeiam esses retângulos, permitindo tanto focalizar os projetores para as roupas expostas no térreo, no pé-direito duplo, quanto para os armários e displays do pavimento superior. Sobre a escada, o traçado dos rasgos se repete, iluminando-a como uma grande escultura – ou, eventualmente, como passarela para desfiles de moda ou palco para pequenas apresentações, ambas as situações testadas e aprovadas durante os eventos que marcaram a reinauguração da loja. O sistema central de automação e a dimerização de toda a iluminação ajudam a criar cenas e ambientes bastante versáteis, como previa o conceito inicial do projeto.

© Andrés Otero
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A galeria que dá acesso aos provadores é contígua ao rasgo da laje criado em continuação ao traçado da escada principal. O sistema estrutural de sustentação dessa laje é composto por tirantes com perfil em cruz, que repetem o desenho dos montantes de latão das araras. De um lado, o pé-direito duplo da galeria do térreo, cuja parede sempre está coberta pela cortina, esteja ela aberta ou fechada; do outro lado, repete-se a mesma marcenaria em pau-ferro. Incorporado ao guarda-corpo, outro sofá, aqui em camurça cor-de-rosa, cuja maciez contrasta com a dureza do concreto, insinua a surpresa reservada para os provadores.

© Andrés Otero
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Planta - Primeiro Pavimento
Planta - Primeiro Pavimento
© Andrés Otero
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A área dos provadores é marcada pela mudança no material do piso – o concreto lizado e polido dá vez à maciez do carpete. A parede é toda recoberta por cortinas cor-de-rosa, que se desenvolvem em curva reparando a circulação das áreas reservadas. Essas cortinas podem ser recolhidas em pontos estratégicos, integrando os provadores individuais em um amplo provador coletivo.

© Andrés Otero
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O desenho do teto acompanha rigidamente o traçado das cortinas, criando uma sanca de iluminação indireta. Dentro dos reservados, repete-se o desenho dos espelhos com abas basculantes das penteadeiras do shop-in-shop, aqui chegando até o piso. As demais paredes são revestidas em pau-ferro e os acessórios em latão, preservando a morfologia da arquitetura. Defronte à cortina, uma parede de espelho duplica o espaço e a claraboia semicircular, criando uma imagem ilusória de simetria, elíptica e circular.

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Ao sair dos provadores, há três opções para retorno ao térreo: percorrer de volta a galeria até a escada monumental, acessando diretamente os caixas; tomar o elevador, que garante a acessibilidade de toda a loja (o acesso da Rua Sarandi dá-se em nível com a calçada); ou descer pela escada secundária, enclausurada no volume central do térreo, que recebeu o mesmo tratamento dos túneis dos shop-in-shop: paredes de pau-ferro, piso de concreto, corrimão em latão e teto em lona tensionada retroiluminada.

© Andrés Otero
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O mobiliário segue a mesma austeridade quase religiosa com que a arquitetura é tratada, Peças icônicas de designers brasileiros como Sérgio Rodrigues, Zanine Caldas e Geraldo de Barros completam os ambientes desenhados com sofás em pau-ferro e couro, concreto e camurça. Abajures de Sérgio Rodrigues e Jacqueline Terpins compõem a atmosfera do bar. Os bancos do bar foram produzidos a partir do desenho original da Cadeira M110, de Geraldo de Barros. Essa adequação foi idealizada pelo Estudio Tupi juntamente com a designer Baba Vacaro, diretora de criação da Dpot, marca que detém os direitos de edição e produção do mobiliário assinado pelo designer.

© Andrés Otero
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A fachada principal, de aproximadamente 12 metros de altura, é em parte revestida em três enormes painéis de concreto pré-moldado em padronagem de espinha-de-peixe. Esses painéis são emoldurados por uma espécie de pórtico, no qual foi criado um rasgo na sua porção superior para o encaixe de uma linha contínua de iluminação rasante, que enfatiza a textura. Na porção inferior desse pórtico, sob os painéis, uma marquise protege a porta de entrada e as vitrines triangulares, também em pau-ferro, que recebem iluminação direta escondida atrás da testeira e iluminação rasante nas paredes do fundo, que faz as vezes de contraluz para os produtos. Ao lado da porta, um jardim vertical é iluminado em duas direções, a partir do forro e do piso.

© Andrés Otero
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Galeria do Projeto

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Localização do Projeto

Endereço:Rua Haddock Lobo, 1592 – Cerqueira César, São Paulo – SP, Brasil

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Localização aproximada, pode indicar cidade/país e não necessariamente o endereço exato.
Sobre este escritório
Cita: "Loja NK Store / Estudio Tupi" 08 Jul 2020. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/943241/loja-nk-store-estudio-tupi> ISSN 0719-8906

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