Edifício na Bartolomeu Dias / Aurora Arquitectos

Edifício na Bartolomeu Dias / Aurora Arquitectos
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  • Arquitetos: Aurora Arquitectos
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  229
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2019
  • Fotógrafo Fotografias:  do mal o menos
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes: Adobe Systems Incorporated, AutoDesk, Casinhas Antunes LDA, Cortizo, JNF, Mottura, Ofa, Projecto Mosaico, Robert McNeel & Associates, Sanindusa, Traço de Luz, Velux, Viúva Lamego
  • Arquitetos Responsáveis:Sérgio Antunes, Sofia Reis Couto, Carolina Rocha
  • Equipe De Projeto:Sérgio Antunes, Sofia Reis Couto, Carolina Rocha, Bruno Pereira, Tânia Sousa, Rui Baltazar, Dora Jerbic
  • Engenharia:Zilda, Global, LDA
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Descrição enviada pela equipe de projeto. Este é um projecto em contra-corrente com um tempo onde a cidade tem sido gradualmente esvaziada dos seus habitantes por pressão do turismo e da especulação imobiliária. É um projecto de resistência, que parte do desejo de uma família em manter-se no seu bairro, no local onde estabeleceu as suas relações de proximidade. Este desejo de permanência no bairro, guiou também a forma como foi estabelecido o projecto.

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A fachada principal dá para a Rua Bartolomeu Dias, um importante eixo, paralelo à frente ribeirinha, que nasce em Alcântara e atravessa a monumental zona de Belém, terminando na Rua de Pedrouços. É uma rua movimentada de uso maioritariamente habitacional, com alguma ocupação de serviços e comércio ao nível térreo. Atrás, encontra-se o Beco da Ré, uma ruela estreita, com edifícios de traçado irregular e uma utilização apenas pedonal. Pelo seu carácter de maior privacidade, os habitantes apropriam-se da rua, com cadeiras e roupa a secar, fazendo lembrar o ambiente próprio das aldeias. Destaca-se assim a diferença de escala e vivências entre a fachada principal e tardoz, identificando-se como um aspecto singular para o desenvolvimento do projecto.

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Planta - Segundo pavimento
Planta - Segundo pavimento
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Com uma área de lote de 60 m2, o imóvel de 2 pisos, encontra-se em avançado estado de degradação, sendo inevitável a demolição integral do seu interior. Em resposta ao programa pedido, de conversão numa habitação permanente para um agregado familiar de 5 pessoas, tornou-se vital a ampliação para mais 2 pisos, alinhando com a altura de edificado predominante na envolvente. Com o projecto, opta-se por evidenciar o contraste entre a ampliação e o edifício original. Os dois novos pisos adoptam uma expressão arquitectónica contemporânea, própria de técnicas construtivas actuais, que entra em diálogo com a fachada existente. Assume-se assim, que a obra actual é realizada num tempo distinto do edifício original, e que na sua diferença se funda a identidade do novo edifício.

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Planta - Primeiro pavimento
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Na organização interior, a distribuição dos espaços é disposta do nível privado para o público, esta inversão é motivada pela vontade de atribuir aos espaços sociais a zona mais alta e com melhor vista sobre o rio Tejo e a cidade. Privilegia-se as áreas de estar, de natureza convivial e familiar, em detrimento dos quartos que têm um uso mais pontual. Assim, os quartos organizam-se nos dois primeiros pisos, encontrando-se as zonas sociais nos últimos três pisos. Desta forma, no percurso interior, a partir da entrada, os espaços começam por ser muito compartimentados, e progressivamente vão-se tornando mais amplos e abertos, culminando no terraço exterior, orientado a sul, inserido na cobertura de duas águas.

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Neste percurso também é crescente, de piso para piso, a relação com a luz de sul e vista para o rio. A disposição da escada, ao longo dos vários pisos, vai sendo alterada de acordo com a organização dos espaços e respectivas características, estabelecendo-se relações visuais de duplo ou triplo pé direito com os diferentes pisos.

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Corte
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Na fachada principal é reabilitado o azulejo da fachada existente e mantém-se o verde “de Lisboa” para as portas e grelha ao nível do rés-do-chão. Os novos vãos, do piso 3, são desenhados de acordo com o alinhamento com os vãos existentes. A tardoz é criada uma nova composição de vãos, que gradualmente aumentam o seu tamanho, obtendo-se uma relação mais franca com o exterior nos pisos superiores. A varanda projectada e a janela baptizada de “olho verde”, em Pedra Verde Viana, como excepção numa fachada em que predomina a regularidade, a simetria e o diálogo com a envolvente.

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Sobre este escritório
Cita: "Edifício na Bartolomeu Dias / Aurora Arquitectos" 25 Jun 2020. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/942391/edificio-na-bartolomeu-dias-aurora-arquitectos> ISSN 0719-8906

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