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Terminal de Cruzeiros de Lisboa / Carrilho da Graça Arquitectos

  • 05:00 - 6 Julho, 2018
  • Curadoria de Pedro Vada
Terminal de Cruzeiros de Lisboa / Carrilho da Graça Arquitectos
Terminal de Cruzeiros de Lisboa / Carrilho da Graça Arquitectos, © Fernando Guerra | FG+SG
© Fernando Guerra | FG+SG

© Rita Burmester © Fernando Guerra | FG+SG © Fernando Guerra | FG+SG © Fernando Guerra | FG+SG + 47

  • Arquitetos

  • Localização

    R. Rio Tejo, 1100 Lisboa, Portugal
  • Autor

    João Luís Carrilho da Graça
  • Coordenação do Atelier

    Francisco Freire, arquitecto
  • Equipe do Concurso

    Paulo Costa, Yutaka Shiki, Gonçalo Baptista, João Jesus, Mariana Sanchez Salvador, Nuno Castro Caldas, arquitectos; Nuno Pinto, desenhador; Paulo Barreto, Vanda Neto, maquetes
  • Equipe de Projeto

    Luis Cordeiro, Nuno Pinho, Pedro Ricciardi, Paulo Costa, Yutaka Shiki, Filipe Homem, Charbel Saad, Nuno Castro Caldas, Ana Teresa Hagatong, Ana Bruto da Costa, arquitectos; Carlo Vincelli, modelação 3D; Nuno Pinto, desenhador; Paulo Barreto, maquetes
  • Área

    12440.0 m2
  • Ano do projeto

    2018
  • Fotografias

  • Paisagismo

    Global Arquitectura Paisagista Lda
  • Design de Comunicação

    P-06 atelier
  • Estrutura, Instalações Hidráulicas, Instalações Eléctricas e Telecomunicações, Rede de Gás, Segurança

    Fase - Estudos e Projectos SA
  • Instalações Mecânicas e Acústica

    NaturalWorks - Projectos de Engenharia Lda
  • Hidráulica Marítima

    Consulmar - Projectistas e Consultores Lda
  • Ambiente e Sutentabilidade

    Nemus - Gestão e Requalificação Ambiental Lda
  • Cliente

    APL - Administração do Porto de Lisboa / LCT - Lisbon Cruise Terminals (concessionário)
  • Mais informações Menos informações
© Fernando Guerra | FG+SG
© Fernando Guerra | FG+SG

Chão levantado

Na encosta de Alfama a cidade constrói-se em anfiteatro, olhando o ‘Mar da Palha’. Na base da colina, na planura dos aterros da construção do porto de Lisboa no início do século XX, o edifício do novo Terminal de Cruzeiros ecoa, e devolve-lhe, esse olhar: um pequeno anfiteatro que, aparentemente, vira as costas ao rio e olha a cidade.

© Fernando Guerra | FG+SG
© Fernando Guerra | FG+SG

Compacto (o mais pequeno de todos os projectos que se apresentaram ao concurso público internacional de 2010 para a sua concepção), inscreve-se — com o estacionamento exterior e o tanque de marés — dentro dos muros da antiga doca do Jardim do Tabaco entretanto aterrada, aparentando quase não tocar o solo por entre as árvores do Parque/Boulevard que com ele se instalaram junto ao Tejo. Levantado do chão, eleva consigo o espaço público, transformado num terraço/miradouro — abstracta topografia — entre o rio e a cidade, como uma jangada de transbordo que ambos liga e revela.

© Fernando Guerra | FG+SG
© Fernando Guerra | FG+SG
Planta de Cobertura
Planta de Cobertura

Sob esta cobertura, terra levantada, alberga-se o programa do terminal: estacionamento no subsolo (ligado ao estacionamento exterior); entrega, processamento e recolha de bagagem, no piso térreo; passageiros (check-in, sala de espera, sala VIP, duty free, cafetaria pública) no primeiro piso; espaços flexíveis, como também o são os espaços do Parque/Boulevard, que tanto permitem antecipar a evolução do próprio Terminal, como a sua ocupação com eventos, de outra natureza, fora das horas, e estações, do seu uso como gare marítima.

© Rita Burmester
© Rita Burmester

Esta espécie de exoesqueleto, que cinge as áreas afectas ao programa do edifício, é materializado em betão (concreto) branco com cortiça, com capacidade estrutural — uma solução especialmente desenvolvida para aligeirar o peso do edifício, limitado pelas fundações preexistentes, a partir de uma ideia de Carrilho da Graça para a experimentadesign, bienal de design de Lisboa —, que lhe confere uma qualidade háptica particular, e que se ilumina com a luz reflectida pelo estuário, a famosa ‘luz de Lisboa’.

Corte Transversal
Corte Transversal
© Rita Burmester
© Rita Burmester

Virtualmente cego do lado do rio — de onde o edifício se lê como um discreto embasamento pétreo da cidade — e vincando-se, do lado terra, apenas o suficiente para revelar os pontos de acesso, o volume exterior medeia as relações de vistas dos seus utilizadores com o rio e a cidade: num edifício fruído quase sempre em movimento — na passerelle, nas loggias que permitem aceder aos navios ou destes descer directamente à cidade, em circulação na cobertura, no acesso pedonal tangencial à fachada — o olhar vagueia, cinemático.

E la nave rimane.

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Localização do Projeto

Localização aproximada, pode indicar cidade/país e não necessariamente o endereço exato.
Sobre este escritório
Cita: "Terminal de Cruzeiros de Lisboa / Carrilho da Graça Arquitectos" 06 Jul 2018. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/897585/terminal-de-cruzeiros-de-lisboa-carrilho-da-graca-arquitectos> ISSN 0719-8906

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