
A arquitetura revela a realização dos processos culturais de uma sociedade em determinado momento da história e reflete em seus elementos a expressão tanto do modus operandi de uma economia como dos valores dominantes que regem sua organização. A partir da idealização de um projeto arquitetônico surge um intenso processo interdisciplinar de elaboração formal e verificações técnicas para cada componente da construção, e seus procedimentos de execução. A arquitetura tem como dever a transformação dessas diversas linguagens em uma gestalt, ou em um fato formal que articula e verifica propriedades vitais sobre a realidade.
Diversos são os fatores que provocam distorções no processo da arquitetura em diferentes regiões do planeta. O estado da arquitetura depende diretamente da qualidade da formação dos profissionais, da interdisciplinaridade, e dos recursos disponíveis. A Cultura e a economia de um contexto determinam o que - e como - a arquitetura pode operar.
No exercício da profissão, o arquiteto brasileiro vê-se, muitas vezes, operando de forma solitária, com a obrigação de compensar diversas carências do contexto, como a limitação da mão de obra, dos recursos técnicos e serviços, sofrendo com a dificuldade da esfera publica de integrar disciplinas e instrumentos de planejamento, obrigando-o a gerir ele mesmo o emaranhado de componentes legais.
