Em Beetlejuice, Tim Burton faz da casa uma protagonista a mais

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O cinema, como expressão artística, tem sido sempre uma tela em branco onde ficam registrados imaginários de uma grande criatividade assim como as visões particulares de grandes diretores. Tem sido também, de maneira indireta, uma testemunha dos sentimentos da sociedade dentro de uma determinada época. 

Para a arquitetura, a década de 70 supos a morte do movimento moderno, um ponto de ruptura que permitiu a uma nova geração de arquitetos desenvolver suas próprias linguagens, as quais começaram a dominar a cena mundial na década seguinte. Para a sociedade do seu tempo este feito teve uma aceitação ambivalente pois, para alguns significava uma lufada de ar fresco, enquanto para outros uma perda dos valores tradicionais, trocando-os por novos que somente poucos entendiam a profundidade. 

Dentro do filme, podemos encontrar um sentimento duplo em relação à mudança de época. Vemos refletido um temor diante da rapidez com a qual nosso entorno se transforma, mas também um desejo inenarrável por criar e descobrir novos ambientes sobre os quais discorrer. Este caráter dual entre passado e presente, coincidirá com a maneira de pensar de Tim Burton, representando não somente um espaço eclético, mas também mutável.

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Sobre este autor
Cita: Altamirano, Rafael. "Em Beetlejuice, Tim Burton faz da casa uma protagonista a mais" [En Beetlejuice, Tim Burton logró hacer de la casa un protagonista más ] 19 Mai 2017. ArchDaily Brasil. (Trad. Sbeghen Ghisleni, Camila) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/871190/em-beetlejuice-tim-burton-faz-da-casa-uma-protagonista-a-mais> ISSN 0719-8906

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