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"Making Heimat": Por dentro do Pavilhão da Alemanha na Bienal de Veneza 2016

  • 16:00 - 11 Julho, 2016
  • por
  • Traduzido por Lis Moreira Cavalcante
"Making Heimat": Por dentro do Pavilhão da Alemanha na Bienal de Veneza 2016
"Making Heimat": Por dentro do Pavilhão da Alemanha na Bienal de Veneza 2016, © Laurian Ghinitoiu
© Laurian Ghinitoiu

"Making Heimat. Germany, Arrival Country" [Construindo um lar. Alemanha, país de chegada] é uma resposta à chegada de mais de um milhão de refugiados na Alemanha em 2015. As expectativas para 2016 são similares. A necessidade de habitação é urgente, mas urgente também é a necessidade de novas ideias e abordagens confiáveis para a integração. Portanto, a exposição é composta por três partes: a primeira parte investiga os abrigos físicos dos refugiados - as soluções reais que foram construídas para lidar com a necessidades urgentes. A segunda parte busca definir as condições que devem estar presentes numa "cidade de chegada" a fim de transformar refugiados em imigrantes. A terceira parte da exposição é o conceito de design espacial do pavilhão alemão, que abordará a situação política contemporânea. O grupo "Something Fantastic" planejou e organizou a apresentação de arquitetura e design gráfico.

© Laurian Ghinitoiu © Laurian Ghinitoiu © Laurian Ghinitoiu © Laurian Ghinitoiu + 21

© Laurian Ghinitoiu
© Laurian Ghinitoiu

Uma visão geral das três partes de Making Heimat:

1. Lançado em 10 de março de 2016, o site makingheimat.de documenta cerca de 35 projetos de habitação de refugiados que foram reunidos pelo DAM através de um Chamada para Projetos desde outubro de 2015. O espectro abrange desde estruturas leves temporárias que abrigam 300 pessoas, cujos interiores foram projetados por um arquiteto, a projetos de habitação a longo prazo de baixo custo, destinados não só aos refugiados. Tem sido dada ênfase em estruturas modulares de madeira. No entanto, o escopo do banco de dados também apresenta projetos iniciados por grupos de cidadãos para que um benfeitor privado criasse um complexo imobiliário para artistas e refugiados.

Os projetos no makingheimat.de retratam a realidade da situação atual da Alemanha. Eles são agrupados de acordo com tamanho, custo e número de ocupantes por metro quadrado, material e construção. O banco de dados não é uma coleção dos melhores projetos, nem é uma arquitetura premiada - ao invés disso, busca provocar discussão. Visa nos ajudar a comparar soluções atuais e fornecer uma base para os formuladores de políticas locais e regionais.

© Laurian Ghinitoiu
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2. Oito teses sobre a Cidade de Chegada foram desenvolvidas em estreita colaboração com Doug Saunders, autor de "Cidade de Chegada: Como a Maior Migração na História está Remodelando Nosso Mundo" ("Arrival City: How the Largest Migration in History Is Reshaping Our World"). O DAM pretende que as teses enfrentem a seguinte questão: quais condições devem ser estabelecidas nas Cidades de Chegada, a partir de uma perspectiva de planejamento urbano e arquitetura, para que os imigrantes se integrem com sucesso na Alemanha?

Muitos dos atuais refugiados e migrantes permanecerão na Alemanha, já que uma resolução rápida da guerra e da perseguição em seus países de origem parece improvável. Junto com os imigrantes que chegaram na Alemanha por outros meios, eles estão transformando efetivamente a Alemanha em um país popular para imigrantes. No entanto, se esperamos evitar os erros dos anos 1960 e 1970, é essencial que estes novos cidadãos não sejam tratados como convidados, que podem ser "enviados para casa" a qualquer momento. A estes imigrantes deve ser dada a oportunidade de fazer da Alemanha sua segunda casa. Isto é o que o título da exposição quer transmitir: Making Heimat implica que a estadia na Alemanha será permanente.

Imigrantes tendem a gravitar em torno de pessoas em situações semelhantes. Isto resulta, de forma não planejada, na formação de muitas Cidades de Chegada diferentes. Doug Saunders as define nos seguintes termos: "A Cidade de Chegada é uma cidade dentro de uma cidade". Saunders baseou suas observações sobre as Cidades de Chegada no tempo que passou em favelas ao redor do mundo. Tais áreas são pobres e continuam pobres, mas a sua taxa de rotatividade é alta. Muitas pessoas chegam, mas não ficam permanentemente. Cidades de Chegada surgem em zonas urbanas - não a partir da distribuição equitativa dos requerentes de asilo, ou sob os termos estipulados num "Residenzpflicht" (requisito de residência), um assunto que atualmente voltou à discussão. Eles oferecem aluguel barato, acesso ao trabalho e redes étnicas que acolhem novas chegadas e facilitam a promoção social. Em Making Heimat, este modelo é aplicado à situação na Alemanha. Um dos exemplos que serão investigados é o centro da cidade de Offenbach; outro é o Centro Dong Xuan em Berlim-Lichtenberg - um supermercado vietnamita em que tudo funciona um pouco diferente do que os alemães estão acostumados.

A atual situação dos refugiados e as exigências para uma Cidade de Chegada convergem para um ponto importante: a crise da habitação na Alemanha. Nós temos falado sobre a questão da habitação de baixo custo por muitos anos; agora, é hora de desenvolver soluções concretas. A situação exige isso. Precisamos de habitação para todos - e isso inclui (mas não está limitado a) os refugiados e migrantes.

© Laurian Ghinitoiu
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3. A equipe berlinense Something Fantastic foi responsável pela apresentação geral no pavilhão alemão. Seus três sócios Elena Schütz, Julian Schubert e Leo Streich são arquitetos. Eles foram escolhidos pelo DAM por conta de seu envolvimento intensivo com as "cidades de chegada", tanto por sua qualidade de ensino na ETH Zurique quanto por seu trabalho em todo o mundo. Seus extensos estudos de arquitetura no Rio de Janeiro, São Paulo, Addis Abeba e Cairo foram publicados em forma de livro. Something Fantastic trabalha como arquitetos, designers de exposições, pesquisadores, curadores e designers gráficos. Para o Pavilhão Alemão, criaram o conceito espacial e vão projetar a exposição e o catálogo. O design refere-se à urgência e à comunicação visual pragmática na Cidade de Chegada.

© Laurian Ghinitoiu
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Sobre este autor
Becky Quintal
Autor
Cita: Quintal, Becky. ""Making Heimat": Por dentro do Pavilhão da Alemanha na Bienal de Veneza 2016" [Making Heimat: Inside Germany's Pavilion for the 2016 Venice Biennale] 11 Jul 2016. ArchDaily Brasil. (Trad. Moreira Cavalcante, Lis) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/790918/making-heimat-inside-germanys-pavilion-for-the-2016-venice-biennale> ISSN 0719-8906